Senha “123456” expõe dados de 8,8 milhões de pessoas; veja como empresas podem se proteger
Caso na Dinamarca evidencia riscos de falhas no controle de acesso e reforça a importância de combinar autenticação, gestão de permissões e monitoramento de sistemas
Uma das combinações mais antigas e frágeis da internet voltou a causar estragos no âmbito global da cibersegurança. Em outubro deste ano, um incidente na Dinamarca expôs dados de aproximadamente 8,8 milhões de pessoas no sistema nacional de registros civis. Segundo o jornal dinamarquês Politiken, uma credencial protegida pela senha “123456” teria sido utilizada no ataque, conforme relato de uma pessoa que reivindicou sua autoria.
No Brasil, falhas no controle de acesso também estão no centro de discussões sobre a proteção de dados. Em setembro, o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou o reforço da segurança dos sistemas do INSS após a identificação de vulnerabilidades que poderiam expor informações de segurados. Embora os episódios tenham características distintas, ambos evidenciam a importância de restringir permissões e adotar mecanismos capazes de impedir acessos indevidos.
“Uma senha fraca pode ser a porta de entrada, mas o impacto depende de como os acessos estão estruturados. Se uma credencial comprometida permite chegar a informações confidenciais ou administrar sistemas inteiros, há uma falha de proteção que vai além da escolha da senha. Por isso, as empresas precisam combinar diferentes mecanismos de segurança e avaliar continuamente seus pontos de exposição”, explica José Miguel, Gerente de Pré Vendas da Unentel.
Para reduzir os riscos, as empresas devem priorizar quatro frentes de proteção
- Reforçar a autenticação: implementar autenticação multifator (MFA), principalmente em contas administrativas, e-mails corporativos, VPNs e sistemas financeiros. Também é importante bloquear senhas previsíveis e evitar a reutilização de credenciais em diferentes serviços.
- Limitar privilégios de acesso: garantir que cada colaborador tenha acesso apenas aos recursos necessários para exercer sua função. Contas administrativas devem ser separadas das utilizadas nas atividades cotidianas, reduzindo os danos em caso de comprometimento.
- Controlar acessos de terceiros: mapear as permissões concedidas a fornecedores e parceiros, estabelecer prazos para acessos externos e revisar periodicamente as autorizações. Contas antigas, de ex-funcionários ou de testes também devem ser desativadas.
- Monitorar atividades suspeitas: manter sistemas atualizados e configurar alertas para tentativas repetidas de login, acessos fora dos padrões habituais e outras movimentações incomuns. O monitoramento ajuda a identificar possíveis invasões e permite agir antes que o incidente provoque danos maiores.
“A implementação dessas medidas exige conhecimento técnico para avaliar o ambiente, identificar vulnerabilidades e definir quais controles são prioritários para cada empresa. Profissionais especializados podem apoiar esse processo, desde a estruturação das políticas de acesso até o monitoramento e o aprimoramento contínuo da segurança. Se uma senha administrativa for comprometida hoje, a empresa precisa saber quais barreiras impedem que o invasor avance pelo restante da rede”, conclui o especialista.
Sobre a Unentel
A Unentel Distribuição tem mais de 40 anos de mercado, distribuindo grandes marcas com soluções de videoconferência, audiovisual, redes LAN/WLAN, cibersegurança, devices e automação em todo o território nacional. Focada no público B2B, destacou-se entre as empresas que mais cresceram no país por dois anos seguidos, no Ranking EXAME Negócios em Expansão de 2021 e 2022, tornando-se referência no setor de tecnologia brasileiro.
