Primavera inspira novos olhares para a relação entre natureza e arquitetura
Jardins que acompanham as estações do ano, espécies nativas e áreas verdes pensadas para o uso dos moradores mostram como o paisagismo vem deixando de ser apenas um elemento decorativo nos projetos residenciais

A primavera começa oficialmente em 22 de setembro e seus sinais já podem ser percebidos na paisagem, com o surgimento de flores e novas folhagens. A mudança de estação também chama a atenção para o espaço que a vegetação ocupa nos projetos residenciais: o paisagismo deixou de ser apenas um recurso estético e passou a incorporar aspectos relacionados ao bem-estar, à biodiversidade e à integração com o entorno.
Essa abordagem reflete uma transformação no próprio conceito de paisagismo. O chamado paisagismo regenerativo busca integrar os espaços urbanos aos ecossistemas locais, priorizando espécies nativas, a conservação do solo, a biodiversidade e a redução da necessidade de irrigação e insumos químicos. A proposta é criar jardins que contribuam para o equilíbrio ambiental e ampliar a conexão entre pessoas e natureza.
Em Curitiba, essa tendência aparece em diferentes projetos residenciais. No Amáz, da GT Building, o projeto paisagístico de Renata Tilli parte de uma releitura da paisagem amazônica adaptada às condições locais. A composição reúne espécies como butiás, ipês, vedélias e clúsias, presentes nas áreas externas e na composição visual do empreendimento.
As referências amazônicas se estendem ao conceito do empreendimento, inspirado em árvores da região, como a samaúma e o manoa. O projeto incorpora ainda aspectos ambientais que vão além do paisagismo: por meio do Projeto Manoa, a GT Building neutralizou 100% das emissões de carbono relacionadas à obra, com a compensação de mais de 4,5 mil toneladas de CO₂.
“Hoje, o paisagismo deixou de ser pensado apenas como um elemento decorativo. Ele pode contribuir para a experiência de quem mora, para o conforto dos ambientes e para uma relação mais próxima com a natureza. A escolha das espécies e a forma como a vegetação se integra à arquitetura fazem parte dessa visão”, destaca o arquiteto da incorporadora curitibana.
No OÁS, também da GT Building, o paisagismo prioriza espécies nativas da região. Localizado no Bigorrilho, próximo ao Parque Barigui, o empreendimento tem projeto paisagístico assinado por Rodrigo Oliveira e incorpora soluções voltadas ao uso mais eficiente da água, como um sistema de irrigação com sensor de umidade e o aproveitamento da água da chuva para irrigar e auxiliar na manutenção das áreas comuns.
Os dois projetos mostram como o paisagismo pode desempenhar diferentes funções na arquitetura residencial, desde a composição da identidade do empreendimento até a criação de ambientes voltados à convivência e à contemplação.
“Quando a vegetação é pensada em conjunto com a arquitetura, ela passa a fazer parte da experiência de morar. O morador não apenas olha para o jardim, mas convive com ele, percebe a mudança das estações, tem mais contato com espécies diferentes e usufrui de espaços que ajudam a tornar o ambiente mais agradável”, conclui Fábio de Lima, arquiteto da GT Building.
Com a chegada da primavera, a transformação da paisagem torna mais visível uma discussão que vai além da estética. Em uma cidade conhecida pela presença de parques e áreas verdes, integrar a vegetação aos espaços residenciais envolve considerar aspectos como conforto, biodiversidade e qualidade de vida. Nos novos empreendimentos, essas escolhas começam na concepção dos projetos, com a definição das espécies e das soluções paisagísticas mais adequadas a cada espaço.
Mais qualidade de vida
Diversos estudos científicos apontam que a proximidade com a natureza pode exercer um efeito positivo significativo sobre a saúde e o bem-estar. Entre os benefícios observados estão a redução de sintomas de ansiedade e depressão, além de possíveis impactos favoráveis sobre a pressão arterial. Uma pesquisa publicada na revista científica Environment International investigou justamente a relação entre áreas verdes e saúde mental, reunindo informações de mais de 50 mil pessoas distribuídas por 58 países.
Os resultados indicam que a relação com ambientes naturais pode estimular mecanismos psicológicos ligados ao equilíbrio emocional e ao desenvolvimento da autocompaixão. Essa experiência também contribui para uma percepção mais positiva e saudável do próprio corpo. Entre os efeitos associados ao contato com a natureza estão a melhora da saúde mental, o fortalecimento da autocompaixão, a redução do cansaço mental, uma maior aceitação da própria imagem corporal e o aumento da sensação de bem-estar e satisfação pessoal.
Um dos elementos apontados pelo estudo como especialmente relevante é o que os pesquisadores denominam “quietude cognitiva”. Trata-se de um estado em que a atenção permanece ativa, porém de forma mais tranquila e espontânea, sem a sobrecarga provocada pelo excesso de estímulos característico dos grandes centros urbanos.
O contato com paisagens naturais, sons mais suaves e espaços amplos proporciona ao cérebro uma oportunidade de diminuir o ritmo. Com menos estímulos competindo pela atenção, torna-se mais fácil organizar os pensamentos e refletir de maneira menos pressionada. Esse estado favorece uma experiência emocional mais acolhedora e pode estimular uma relação mais compassiva e gentil consigo mesmo.
Sobre a GT Building
A GT Building é uma incorporadora curitibana e um dos principais players do mercado imobiliário da capital. Preocupada com o futuro, a GT Building se posiciona como uma empresa Climability®, que utiliza suas habilidades de criação de projetos inovadores aliada à consciência e vontade de ajudar na construção de um mundo melhor. Com o objetivo de neutralizar sua pegada ecológica, a empresa fez parcerias com organizações de preservação de biomas brasileiros para aquisição de créditos de carbono, compensando suas emissões de gases de efeito estufa.
