LIVEIDEA aposta na cultura brasileira para abrir nova frente de negócios no mercado de exposições imersivas
Depois do sucesso da mostra dedicada à Tarsila do Amaral, agência de live marketing amplia atuação com projetos que utilizam a tecnologia para levar ao público toda a riqueza artística e histórica do Brasil. A Amazônia deve ser o tema da próxima exposição
O mercado de exposições imersivas vem ganhando escala no mundo e atraindo milhares de pessoas. Avaliado globalmente em US$ 1,47 bilhão em 2025, o segmento deve alcançar US$ 2,59 bilhões até 2034, segundo a Dataintelo. Embora o Brasil já tenha recebido diversas mostras do tipo, seus próprios artistas e seu legado histórico ainda foi muito pouco explorado.
Pensando nisso, a LIVEIDEA, agência de live marketing, montou a maior exposição imersiva já realizada sobre o acervo de Tarsila do Amaral, chamada O Brasil de Tarsila. Virou um sucesso de público e acabou revelando um novo e promissor nicho de negócios: usar a tecnologia imersiva para valorizar a riqueza da cultura brasileira.
“Desde que chegamos ao mercado, em 2020, nossa trajetória foi construída criando experiências presenciais para marcas e entendendo como transformar conteúdo em algo que as pessoas possam vivenciar. Com Tarsila, percebemos que toda essa expertise também poderia ser aplicada à cultura brasileira. Foi um projeto que abriu uma nova perspectiva de atuação para a LIVEIDEA, sem deixar de lado o mercado corporativo de live marketing”, afirma Pedro Biondi, CEO da LIVEIDEA.
Segundo o executivo, o diferencial das exposições imersivas é reunir no mesmo espaço avanços tecnológicos e interação presencial para oferecer uma vivência única. “Elas possibilitam trabalhar dimensões que o ambiente digital, sozinho, não reproduz integralmente. Espaço, som, contato humano e estímulos aos sentidos ajudam a transformar uma mensagem em memória, ampliam seu alcance e prolongam a relação com o público. O digital explica muito bem, o presencial faz a marca ser vivida”, resume.
Biondi acrescenta que, enquanto os eventos corporativos oferecem maior recorrência à operação, trabalhar com esse novo escopo exigiu uma série de adaptações na estrutura e dinâmica de trabalho da LIVEIDEA. “Projetos culturais possuem ciclos mais longos de planejamento, com a fase de captação de recursos, documentação para utilização de leis de incentivo, processos de prestação de contas e profissionais especializados. O Brasil de Tarsila, por exemplo, levou quase dois anos para chegar à realização.”
O CEO conta que a proposta não é trabalhar apenas com exposições próprias, mas desenvolver projetos sob demanda, inclusive experiências itinerantes, criadas a partir das necessidades das marcas, combinando conteúdo cultural e recursos sensoriais. “É uma estratégia eficaz para chegar aos consumidores, pois a disputa das marcas hoje é por atenção qualificada. O digital nos deu uma capacidade enorme de falar com muita gente, mas também criou um ambiente de excesso, com conteúdo, anúncios, notificações e estímulos concorrendo pelo mesmo segundo da audiência. Vencerão essa disputa aquelas que entenderem que presença não se compra apenas com mídia. Se conquista oferecendo algo que as pessoas realmente queiram viver, lembrar e compartilhar”, destaca.
Legado da Amazônia é o tema do próximo projeto
Além de buscar patrocinadores para levar O Brasil de Tarsila para outras cidades, como Rio de Janeiro e Recife, a LIVEIDEA já prepara sua próxima iniciativa nessa área: Amazônia Imersiva, atualmente em fase de planejamento e captação de patrocinadores, já aprovada na Lei Federal de Incentivo à Cultura.
A concepção prevê uma jornada multissensorial pela complexidade da floresta amazônica, abordando ancestralidade, conhecimentos dos povos originários, relação entre humanidade e natureza, sustentabilidade e preservação. O percurso inicial está estruturado em nove ambientes imersivos, que ainda podem ser expandidos no desenvolvimento do projeto.
“A ideia é fazer com que o público enxergue a Amazônia para além da paisagem e da riqueza natural. Queremos proporcionar uma experiência que mostre a floresta como um organismo vivo, conectado às pessoas, aos povos que vivem nela e aos conhecimentos construídos ao longo de gerações. A imersão nos permite aproximar o visitante dessa complexidade de uma maneira sensorial e, ao mesmo tempo, provocar uma reflexão sobre nossa relação com a floresta e sobre o futuro que queremos construir”, conclui Biondi.
