Dia Mundial da Poupança: o investimento é o mais antigo e o mais usado no Brasil
Data reforça a importância da educação financeira desde a infância
Criada em 1861 por Dom Pedro II, a caderneta de poupança é o investimento mais antigo do país e ainda o preferido por cerca de 37 milhões de brasileiros (Anbima). Tão popular que tem um dia dedicado a ela: 31 de outubro é o Dia Mundial da Poupança. Em Curitiba, a data vai ser celebrada na Escola Willy Janz com uma Oficina de Educação Financeira. O objetivo é ensinar a importância de guardar dinheiro e entender como ele pode render com o tempo.
“Quem aprende a poupar na infância leva esse hábito para a vida adulta. Por isso, é fundamental que as crianças entendam que guardar dinheiro não é deixar de ter, mas escolher o que é mais importante é se planejar para conquistar”, afirma André Ceruzi, diretor da Escola Willy Janz.
A caderneta de poupança, segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), está presente nas carteiras de 22% da população brasileira com 16 anos ou mais. Os dados também revelam que apenas um terço dos brasileiros conseguiu economizar em 2025 e que, desse grupo, só 12% aplicaram o dinheiro em outros produtos financeiros; o restante foi para a poupança.
Atividades para celebrar e aprender
O Dia Mundial da Poupança foi criado em 1924, durante o 1º Congresso Internacional de Poupança, em Milão, na Itália, para chamar a atenção das pessoas sobre a importância de guardar dinheiro. Na Escola Willy Janz, a data ganha duas atividades. Em “Meu Cofrinho, Minha Meta”, os alunos fazem cofrinhos com materiais recicláveis e definem uma meta financeira concreta para alcançar até o Natal. Já no “Banco na Escola”, eles montam uma agência bancária de brincadeira e simulam depósitos, saques e rendimentos para quem deixa o dinheiro guardado. A ideia é mostrar, de forma visual, como os juros podem trabalhar a favor de quem poupa.
“Quando a criança vê uma moeda virar várias ao longo do tempo, ela entende sozinha o valor da paciência e do planejamento. É um conceito que nenhuma explicação no quadro ensina tão bem”, diz Karlene Moreira dos Santos, coordenadora do ensino fundamental da escola.
O desafio do dinheiro virtual
Ensinar uma criança a poupar tem ficado mais difícil em um mundo onde o dinheiro quase não aparece. O Pix já é o meio de pagamento mais usado no país, e as crianças crescem vendo os pais pagarem tudo pelo celular ou pelo cartão. Segundo a Serasa, até a mesada é virtual, 28% delas já recebem por Pix, conta digital ou cartão.
“A criança de hoje raramente vê uma nota de dinheiro. Ela vê o pai encostar o celular na maquininha e o produto vem para casa. Para ela, parece que o dinheiro nunca acaba, porque ela não enxerga ele saindo”, observa Ceruzi.
Para o diretor, o caminho é conhecer o dinheiro físico antes de chegar ao digital. “Contar moedas e notas, separar o que vai para o cofrinho e ver o dinheiro aumentar ajuda a criança a entender quanto as coisas custam e quanto tempo leva para juntar. Depois que ela entende isso com as mãos, fica muito mais fácil levar esse cuidado para o Pix e para o cartão”, explica.
Sobre a Escola Willy Janz
Há 34 anos em Curitiba, a Escola Willy Janz tem uma proposta pedagógica que reúne ensino bilíngue, tecnologia aplicada, esporte e cultura, preparando os alunos a descobrir e desenvolver suas vocações. Com identidade cristã, a escola acredita que educar é ajudar cada aluno a desenvolver seus dons com excelência, caráter e responsabilidade, para que viva com propósito e transforme o mundo ao seu redor. https://willyjanz.com/
