Controle emocional nas festas de fim de ano  

Controle emocional nas festas de fim de ano

Nas comemorações muitas pessoas se veem diante de uma montanha de emoções que vai além da alegria tradicional

Com a chegada das festas de fim de ano, muitas pessoas se veem diante de uma montanha de emoções que vai além da alegria tradicional: para alguns, o clima de celebração traz à tona ansiedade, solidão, pressões familiares e até nostalgia dolorosa. O psicólogo Luti Christóforo ressalta que esse período, embora marcado pela confraternização, pode se transformar em um momento de vulnerabilidade emocional e requer mais do que boas intenções, exige atenção e estratégias de cuidado.

Luti observa que para muitas pessoas, o estresse natalino é alimentado por expectativas irreais: o desejo de encontros perfeitos, conversas harmoniosas e reconciliações pode gerar frustração quando a realidade não corresponde. “A culpa de não sentir ‘feliz o suficiente’ ou a sensação de que algo está faltando pode corroer o prazer da festa”, afirma. Para ele, é preciso reconhecer que esses sentimentos não são exageros, mas respostas legítimas a tensões internas.

No Paraná, dados recentes reforçam a importância deste olhar atento. Segundo levantamento, em 2024 o estado registrou mais de 24 mil afastamentos do trabalho por transtornos mentais, com a ansiedade e a depressão entre os principais diagnósticos. Além disso, em 2024 a linha de cuidado em saúde mental do Paraná contabilizou mais de 2,1 milhões de atendimentos individuais. Esses números mostram que a vulnerabilidade emocional é uma realidade concreta e que as festas de fim de ano podem piorar esse cenário se não houver suporte.

Para Luti, controlar as emoções durante esse período começa com a autoconsciência: identificar o que realmente causa desconforto e qual parte da angústia vem de expectativas pessoais, familiares ou sociais. Ele recomenda praticar limites afetivos, aceitar que nem todos os laços serão perfeitos e que nem todos os reencontros serão transformadores. “Permitir-se sentir tristeza, não corresponder a um ideal festivo e, ainda assim, buscar apoio é um ato de cuidado consigo mesmo”, diz.

Além disso, ele aponta a terapia como um recurso valioso. Em seu consultório, Luti observa que muitos pacientes se beneficiam de conversas estruturadas para organizar seus pensamentos, ajustar crenças internas, redescobrir fontes de alegria e fortalecer habilidades emocionais para navegar nas ocasiões desafiadoras. Para ele, a psicologia oferece ferramentas que ajudam a transformar momentos de crise em oportunidades de crescimento. “Quando uma pessoa aprende a regular suas emoções, ela pode aproveitar a celebração de fim de ano sem sucumbir à ansiedade e até se reconectar com a própria história de uma forma mais equilibrada”, explica.

O psicólogo também ressalta o papel da rede de apoio local amigos, familiares e serviços de saúde mental, especialmente em Curitiba, onde a prefeitura já estimula o cuidado preventivo pelo Janeiro Branco, campanha que convida a população a refletir sobre saúde mental nas resoluções de Ano Novo. Para quem sente que a pressão só aumenta, Luti sugere planejar encontros mais simples, reservar momentos só para si mesmo e não hesitar em buscar ajuda profissional já no início das tensões.

Em última análise, ele reforça que controlar a emoção nas festas não é sobre negar sentimentos difíceis, mas sobre acolhê-los com maturidade. A verdadeira mensagem de fim de ano, segundo Luti, pode estar menos nos laços perfeitos e mais na capacidade de ser gentil consigo mesmo reconhecer as próprias dores, entender seus limites e, a partir daí, construir uma paz que perdure para além do brinde.

Serviço:

Luti Christóforo – Psicólogo clínico

(41) 99809-8887

@luti.psicologo

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