Eficiência energética ganha protagonismo com nova regulamentação que corrige distorções históricas   

Eficiência energética ganha protagonismo com nova regulamentação que corrige distorções históricas  

Eficiência energética ganha protagonismo com nova regulamentação que corrige distorções históricas

Recém-aprovada pelo Congresso Nacional, a Lei de Modernização do Marco Regulatório do Setor Elétrico garante mais recursos para empresas que apostarem em projetos para consumir eletricidade sem desperdício

A recente aprovação da Lei de Modernização do Marco Regulatório do Setor Elétrico pelo Congresso Nacional representa uma das mudanças mais esperadas na estrutura do setor energético brasileiro. A nova legislação estabelece uma relação de “ganha-ganha”, em que todos os envolvidos colhem os benefícios planejados. Ela amplia obrigações e cria instrumentos que prometem impulsionar a inovação, a eficiência e a competitividade. Para empresas que atuam na área de eficiência energética, como a Eletron Energia S.A., sediada em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, o impacto é direto e positivo.

De acordo com Victor Henrique de Moraes, General Manager da Eletron, a inclusão dos agentes comercializadores entre os obrigados a investir em eficiência energética corrige uma distorção histórica. “Todo mundo tem o mesmo direito, mas nem todos tinham o mesmo dever. Por que apenas um tipo de cliente deveria fazer essa captação de recursos?”, questiona.

Segundo ele, o texto da nova lei torna o setor mais justo e equilibrado. Até então, apenas as distribuidoras eram responsáveis por aplicar 0,5% da receita líquida anual em projetos de eficiência energética, enquanto os comercializadores – que movimentam cerca de 40% da energia vendida no país – não contribuíam com o Programa de Eficiência Energética (PEE), coordenado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

Círculo virtuoso

O PEE foi criado para estimular empresas a aprimorar seus sistemas de eficiência energética, gerando um efeito em cadeia positivo para o setor energético com o combate ao desperdício.

Agora, com a nova regra, todos os agentes de comercialização deverão destinar 1% da receita líquida, sendo metade para pesquisa e desenvolvimento e metade para programas de eficiência energética.

Na avaliação de Moraes, esse avanço “cria um ciclo virtuoso que vai atrair novas empresas e estimular a adoção de tecnologias mais inteligentes, tanto em processos industriais quanto em serviços”.

A energia, lembra o executivo, é um dos principais custos de qualquer negócio. “Em alguns casos, ela representa mais do que o custo com mão de obra. Se a empresa não der atenção para isso, pode ficar para trás. Quando enxergamos que nossa energia é cara, entendemos a importância de ter uma base energética mais competitiva”, afirma. Para ele, o conceito de eficiência energética pode ser traduzido como “redução estratégica de consumo”. “Não é preciso perder produção, e sim usar os equipamentos de forma mais inteligente”, diz. Ele comenta que a Eletron Energia atua junto às empresas que captam recursos via PEE para implementar as melhorias que garantem a eficiência.

Incentivos

O novo marco legal também cria incentivos específicos para o armazenamento de energia, regulamentando o uso de baterias conectadas ao Sistema Interligado Nacional (SIN) e reconhecendo seu papel na estabilidade da rede e na integração de fontes renováveis. Além disso, a legislação estabelece licenciamento ambiental mais ágil para hidrelétricas e usinas reversíveis, com prazos máximos de 90 dias, e mecanismos de redução de encargos tarifários, buscando modicidade e transparência.

Para empresas especializadas em eficiência energética, como a Eletron Energia, as mudanças ampliam o horizonte de atuação e consolidam um ambiente favorável à inovação. “O novo mercado vai crescer porque passará a arrecadar mais recursos. É uma oportunidade para reposicionar o setor e estimular a criação de soluções nacionais, que tragam ganhos reais para a economia e para o meio ambiente”, destaca Moraes.

Efeitos multiplicadores

Na prática, o reforço no financiamento de programas de eficiência energética poderá gerar efeitos multiplicadores: mais investimentos, novos projetos e um salto na competitividade das empresas brasileiras. O avanço legislativo também deve fortalecer a política industrial verde, ao priorizar tecnologias e produtos desenvolvidos no país.

Em um cenário global de transição energética, a aprovação do novo marco sinaliza que o Brasil está disposto a modernizar suas bases regulatórias, equilibrando sustentabilidade, inovação e justiça setorial. Como resume Victor de Moraes, “essa lei não apenas reorganiza o setor, mas redefine sua lógica. Agora, todos contribuem para um mesmo objetivo: fazer mais com menos energia e construir um sistema mais inteligente, justo e eficiente”.

Sobre a Eletron Energia S.A.

A Eletron Energia nasceu para otimizar o uso de recursos energéticos em indústrias. Para isso, aplica soluções de eficiência energética com maestria graças à expertise dos profissionais que a compõem. Ainda, garante que a economia pague as melhorias aplicadas e, para tanto, assume o compromisso de cobrar a remuneração apenas após os resultados medidos e comprovados. Não por acaso, seu modelo de negócio tem como premissa tornar os clientes mais competitivos e sustentáveis.

No mercado há dez anos, figura entre as melhores no que tange à aprovação de projetos pelo Programa de Eficiência Energética (PEE) da ANEEL, tendo consolidado mais de R$ 200 milhões em projetos de eficiência energética para organizações paranaenses e catarinenses.