Lentes de contato: especialista lista 5 dicas de cuidados simples para evitar implicações graves nos olhos  

Lentes de contato: especialista lista 5 dicas de cuidados simples para evitar implicações graves nos olhos

Alternativa às tradicionais armações oculares, as lentes de contato caíram no gosto dos brasileiros. Segundo a Sociedade Brasileira de Lentes de Contato, mais de 2 milhões de pessoas, cerca de 1% da população, usam lentes no país. Diversas e versáteis, o uso das lentes pode alinhar saúde e estética.

“A exemplo prático, pessoas que possuem condições oftalmológicas como miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia, não precisam abrir mão da aparência em prol da saúde, com o uso das lentes de contato. Há também uma maior liberdade quanto a movimentação, sendo ideal também para a prática de esportes”, complementa Emília Lucena, médica oftalmologista do Núcleo de Oftalmologia.

Apesar de práticas para o uso diário, as lentes requerem também uma atenção especial quanto aos cuidados adotados para sua manutenção, alerta a médica especialista.

Por isso, Emília elenca cinco dicas para o uso correto das lentes, que também vão prolongar a vida útil delas. São elas:

Lave sempre muito bem as suas mãos com água e sabão e seque-as antes de manusear as lentes;

Em hipótese alguma durma de lente (salvo casos em que haja indicação médica);

Descarte diariamente do líquido dos estojos das lentes e o substitua por um novo;

Não utilize água da torneira para a Higienização da lente e dê preferência aos produtos próprios para limpeza e conservação das mesmas;

Por fim, não use as lentes por mais tempo que o indicado pelo oftalmologista, e faça o descarte das lentes no tempo correto”, pontua o médico.

“Seguindo essas instruções à risca, você evita sérios problemas oculares. Isso porque se não higienizada de forma correta, micro-organismos podem entrar em contato com a lente e causar infecções bacterianas nos olhos”, alerta a especialista.

Emília indica ainda que o acompanhamento oftalmológico é essencial para a prevenção e acompanhamento do estado da saúde ocular com o uso das lentes. “Quem usa lente de contato corretiva o ideal é que se consulte semestralmente. As idas aos consultórios podem identificar e tratar questões como vermelhidão, dor, turvação visual e secreção, sinais de que algo não vai bem com seu olho”, discorre.

Sobre o Núcleo de Oftalmologia

O Núcleo de Oftalmologia, novo em sua estrutura física, traz em sua bagagem a experiência e a confiabilidade de seus profissionais. Localizado na Torre Saúde do Complexo OTO Santos Dumont, é credenciado por seu corpo clínico com sólida formação em centros de ensino de referência nacional e internacional. Em apoio ao grupo técnico-científico, o Núcleo de Oftalmologia conta com equipamentos de última geração para prevenção, auxílio diagnóstico e tratamento, usando a tecnologia em prol das reais necessidades de seus pacientes.

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Inspirados pela força da natureza, jovens e mulheres do Sicredi refletem sobre liderança em Foz do Iguaçu (PR)  

Inspirados pela força da natureza, jovens e mulheres do Sicredi refletem sobre liderança em Foz do Iguaçu (PR)

Super Summit Sicredi usa força dos elementos naturais para celebrar jornada de equidade e inclusão nas Instituições Financeiras Cooperativas, com presença de delegações de cerca de 15 países e lideranças do Conselho Mundial das Cooperativas de Crédito (WOCCU)

Com mais de mil quilômetros de extensão, o Rio Iguaçu cruza o estado do Paraná de leste a oeste, onde estão as Cataratas do Iguaçu. A força desse rio tão importante para o estado - e que em seu curso se transforma em uma das Sete Maravilhas da Natureza - é a inspiração para o Super Summit Sicredi. O encontro promovido pela Central Sicredi PR/SP/RJ acontecerá nos dias 17 e 18 de abril em Foz do Iguaçu (PR) e vai reunir cerca de 1,2 mil jovens e mulheres líderes nas Instituições Financeiras Cooperativas dos estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro. A iniciativa é voltada aos integrantes dos Comitês Jovem e Mulher, movimentos que têm contribuído para o fortalecimento de uma governança mais diversa, especialmente com a presença de lideranças femininas e das novas gerações.

Com 24% de participação feminina, os Conselhos das Cooperativas Sicredi com atuação nos estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro registraram um salto na representatividade nos últimos anos. Até 2018, a presença feminina nos Conselhos era de 6%. O avanço da inclusão e da diversidade registrado pelo Sicredi está conectado ao início do movimento dos Comitês nas Cooperativas, em 2017, e reflete um alinhamento da instituição financeira cooperativa com o Pacto Global da ONU - que propõe que as mulheres ocupem 30% dos cargos de liderança até 2030. A governança nas Cooperativas também tem ficado mais plural com a crescente participação dos jovens que já são mais de 14% entre os Coordenadores de Núcleo das Cooperativas nos três estados.

“Todo esse movimento é como a força de um rio que, após a sua nascente, vai contornando os desafios em seu curso, ganhando maior potência com os afluentes até desaguar no mar em uma foz. É dessa maneira que entendemos o desenvolvimento do nosso movimento de pluralidade e inclusão que nasceu pequeno, mas com um objetivo bem sólido e que foi crescendo e se desenvolvendo com o apoio de cada uma das Cooperativas, chegando a um estágio no qual já temos lideranças consolidadas e outras em processo de fortalecimento num ciclo sempre crescente. Um movimento que tem a força das águas e que não para”, celebra o presidente da Central Sicredi PR/SP/RJ, Manfred Dasenbrock.

Programação conecta liderança com a força da natureza

Com referência à grande foz do rio Iguaçu e à força das águas, o palco principal do Super Summit Sicredi terá, logo na abertura, a presença de lideranças como a chair do WOCCU (Conselho Mundial das Cooperativas de Crédito), Diana Dykstra, e a CEO da entidade e também da Fundação WOCCU, Elissa McCarter LaBorde. O presidente da Central Sicredi PR/SP/RJ e conselheiro do Conselho Mundial das Cooperativas de Crédito, Manfred Dasenbrock, e o presidente da Sicredi Vanguarda PR/SP/RJ, Aldo Dagostim, também participam da solenidade.

Ainda no primeiro dia de evento, a palestra de encerramento no palco principal será com o especialista em inovação Arthur Igreja. No dia 18 de abril, sobe ao mesmo palco o empreendedor social Daniel Paixão, que, pelo projeto Fruto de Favela, representou a juventude brasileira na ONU. Já a empreendedora Sandra Chemin encerra as palestras do palco principal no segundo dia de evento.

Espaços temáticos inspiram lideranças sustentáveis e plurais

Além do ambiente central do evento, o Super Summit convidará os participantes a uma experiência imersiva pelas forças da natureza, inspirando um movimento de liderança baseado na diversidade e na sustentabilidade. Serão quatro áreas temáticas. O Espaço Energia, dedicado ao empreendedorismo jovem e feminino e que terá como convidados profissionais como a co-fundadora e diretora-executiva da Aliança Empreendedora, Lina Useche, e o co-fundador da Escola de Criatividade, Jean Sigel.

O Espaço Vida vai concentrar discussões sobre o cuidado com o meio ambiente e terá a participação da idealizadora da plataforma de educação ambiental Menos 1 Lixo e defensora da ONU Meio Ambiente pela campanha Mares Limpos, Fê Cortez. Já o Espaço Diversidade fará referência à variedade de espécies e à exuberância da Mata Atlântica, e terá como tema a inclusão, diversidade e equidade. E, para fomentar a discussão sobre etarismo e gênero no espaço, os participantes poderão assistir à palestra da comunicadora e escritora, Cris Pàz.

No Espaço Caminhos, o tema principal será a governança simbolizada pela força das águas que cria seu próprio curso. Os momentos de conversas com as lideranças terá a participação da diretora do Programa Global Women's Leadership Network (GWLN), do Conselho Mundial das Cooperativas de Crédito, Eleni Giakoumopoulos, e do diretor-executivo da Central Sicredi PR/SP/RJ, Maroan Tohmé. Também somam ao espaço de reflexão e conhecimento o diretor do Programa de jovens (WYCUP) do WOCCU, Thomas Belekevich, a embaixadora do Rede Global de Mulheres Líderes (GWLN) no Brasil, Gisele Gomes, e a secretária executiva da Central Sicredi PR/SP/RJ, Suzane Almeida.

Sobre o Sicredi

O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento de seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. Possui um modelo de gestão que valoriza a participação dos mais de 6,5 milhões de associados, que exercem o papel de donos do negócio. Com mais de 2.400 agências, o Sicredi está presente fisicamente em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, disponibilizando mais de 300 produtos e serviços financeiros.

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Soluções para espaços interdentários pequenos e disponibilidade óssea limitada deixam de ser problemas na Odontologia  

Soluções para espaços interdentários pequenos e disponibilidade óssea limitada deixam de ser problemas na Odontologia

Neodent Helix GM Narrow oferece alta tecnologia em soluções estéticas

Os procedimentos para tratamentos complexos podem ser um desafio para dentistas pela alta expectativa do paciente, preocupações relacionadas com a resistência dos implantes e a falta de opções protéticas adequadas. Com foco na resolução diante desses casos, a Neodent lança uma nova solução em implantes dentários: o Helix GM Narrow 2.9 mm, que garante confiança, flexibilidade e simplicidade ao protocolo de tratamento - com manuseamento guiado ou não - em espaços interdentários limitados.

De acordo com o fundador e presidente científico da Neodent, Geninho Thomé, o novo sistema é a grande aposta para as cirurgias em espaços limitados. “É uma solução confiável a longo prazo, que permite o tratamento de pacientes com espaços interdentários reduzidos e com os resultados estéticos e funcionais esperados. O desenho do implante estreito apresenta estabilidade primária adequada, que permite a utilização de carga imediata. A versatilidade do kit cirúrgico híbrido para cirurgias guiadas e convencionais, bem como o portfólio protético abrangente, permite personalizar o planejamento cirúrgico, procurando proporcionar resultados previsíveis e de sucesso para os pacientes”, afirma.

Investimento em pesquisa

Foram necessários anos de estudo e aprimoramento para que o novo implante oferecesse a confiabilidade necessária para alcançar resultados funcionais, estáveis e estéticos a longo prazo, tanto em resistência quanto em comportamento biomecânico. O Helix Narrow 2.9 mm inclui a conexão forte e estável do GM, um sistema produzido em titânio comercialmente puro de grau 4 que possibilita a previsibilidade do tratamento devido à superfície hidrófila Acqua. Essa superfície apresenta um ângulo menor de contato quando encosta em líquidos, permitindo maior acessibilidade dos fluidos orgânicos na superfície do implante para estimular a cicatrização. No entanto, por sua especificidade, não é compatível com os demais componentes da linha GM.

Indicado para todos os tipos de osso, o produto foi especialmente concebido para atender aos desafios estéticos em situações com limitação óssea, graças ao diâmetro reduzido do implante de 2.9 mm. Além disso, também permite restaurações unitárias e múltiplas, desde próteses aparafusadas e cimentadas a próteses removíveis. O sistema também facilita apoio para fluxos de trabalho convencionais ou digitais que possibilitam restaurações com aspecto natural, utilizando protocolos convencionais ou imediatos.

Sobre a Neodent

Fundada há 30 anos por um dentista e para dentistas, a Neodent tem o propósito de criar novos sorrisos todos os dias. Líder em implantes no Brasil e uma das maiores empresas do segmento no mundo, a Neodent oferece um portfólio completo de soluções odontológicas diretas, progressivas e acessíveis. É responsável pela criação de produtos originais, como o Grand Morse e o Neodent Ceramic Implant System, entre outros que hoje estão presentes em mais de 80 países. O propósito da marca faz parte da cultura organizacional e do cotidiano dos seus mais de dois mil colaboradores, que trabalham com orgulho de pertencer à empresa. A inovação também faz parte também do DNA da empresa, assim como a constante busca por aprendizado e crescimento.

A Neodent, que faz parte do Grupo Straumann (SIX: STMN), líder global em odontologia, acredita que a diversidade, a colaboração e o desenvolvimento contínuo dos colaboradores são a chave do sucesso, e o êxito da marca se deve aos seus produtos e soluções odontológicas de alta tecnologia, com excelentes resultados, que permitem que milhares de pessoas sorriam.

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Ovodoação é uma das alternativas eficazes para infertilidade  

Ovodoação é uma das alternativas eficazes para infertilidade

Especialista em reprodução humana, Dra. Paula Fettback, esclarece como funciona e a eficácia desse procedimento

Ter um filho é o sonho de muitas famílias. No entanto, alguns fatores podem interferir para que esse sonho se realize naturalmente. Felizmente, com o avanço da medicina, especialmente nos casos de infertilidade, a tão esperada chegada de um bebê pode ser possível. Dentre os procedimentos que auxiliam casais neste processo está a doação de óvulos ou ovodoação, que é quando a mulher decide doar óvulos para outra, a fim de serem fertilizados pelo sêmen do marido da receptora ou por esperma também doado. de doadores.

Segundo a Dra. Paula Fettback, especialista em reprodução humana e infertilidade com ênfase em alta complexidade, esta é uma técnica indicada para mulheres que não produzem mais óvulos por conta da idade avançada, mulheres com baixa qualidade dos embriões devido a qualidade do óvulo, casais com falhas repetidas de tratamento avançada ou que tiveram diminuição do potencial de fertilização ou em casos de serem portadoras de genes determinantes de doenças graves. “A doação de óvulos é indicada quando não há outras possibilidades de tratamento para infertilidade com os próprios óvulos”, explica a médica.

Para que o resultado seja eficaz, a médica destaca que a doadora dos óvulos deve possuir características genéticas semelhantes às da mulher que os receberá. “A estatura, etnia e grupo sanguíneo deve ser o mesmo. Para certificar a semelhança, é necessário realizar uma consulta para recolhimento de dados físicos e amostra de sangue da mulher”, afirma a especialista.

Recentemente, o exame cariótipo foi obrigatoriamente incluído na triagem dos doadores de óvulos e sêmen. Com este procedimento, é possível avaliar todos os cromossomos e verificar se há alguma alteração que possa levar a uma menor qualidade embrionária, como forma de garantir mais segurança a este processo.

De acordo com a médica, após esta coleta, os óvulos de doadoras são previamente selecionadas e passam por todo o procedimento de indução da ovulação. “Os óvulos são encaminhados por uma série de processos para que possam ser utilizados na receptora, quando há uma preparação do endométrio e, após em média 18 dias após a menstruação uma ou duas semanas, ela começa a receber os os embriões são transferidos ao útero da mãe ”, explica.

Segundo Dra. Paula, qualquer mulher pode doar os óvulos, desde que esteja saudável e possua menos de 35 anos. “Após os 35 anos, a chance de sucesso no procedimento diminui. Por isso, quanto mais jovem, melhor”, destaca a especialista.

Embora a prática possa soar para alguns como uma grande novidade, Dra. Paula afirma que a ovodoação é regulamentada pela resolução 2121/2015 do Conselho Federal de Medicina – CFM, por Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa e pela Lei de Biossegurança. “Para garantir que o procedimento esteja dentro do estabelecido pela Lei, não é permitido doar óvulos para uma pessoa específica. Além de que a ação deve ser sigilosa, não pode ser remunerada e nem ter caráter lucrativo ou comercial, a última resolução de 2021 permitiu que doadora de óvulos e espermatozoides de parentes até quarto grau também fosse permitido. Desde que dentro dos mesmos critérios clínicos orientados pelo CFM.” esclarece a médica.

Sobre a genética entre a receptora e a criança, a especialista diz que há muitos casos de pacientes que não aderem ao procedimento por acreditarem que a criança não terá qualquer elo genético com ela. “Foi comprovado cientificamente que na fase de desenvolvimento do embrião dentro do útero, há a determinação de vários fatores genéticos, conhecido como epigenética, além disso inclusive a troca de sangue entre o feto e a mãe durante a gestação. Sendo assim, quem opta por este procedimento pode ter certeza de que há um elo, assim como na gestação convencional”, ressalta a Dra. Paula.

Por fim, a médica diz que toda a ideação de um procedimento para infertilidade deve ser avaliada por um profissional especializado, que indicará o melhor tratamento de acordo com as condições físicas de cada paciente. “O mais recomendado é que a mulher procure uma clínica especializada para saber mais sobre os procedimentos e realizá-los com segurança”, finaliza.

Sobre

Dra. Paula Fettback é ginecologista, especializada em reposição hormonal e infertilidade com ênfase em alta complexidade. Doutora pela Faculdade de Medicina da USP, a Dra. Paula atua com reprodução assistida desde 2006, atendendo pacientes em São Paulo e no Paraná. Além disso, tem no portfólio algumas famosas como Rosana Jatobá, Tânia Kalil, Angelita Feijó, Mariana Kupfer, entre outras.

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Caminho para diagnóstico e tratamento de Chagas passa pela atenção primária  

Caminho para diagnóstico e tratamento de Chagas passa pela atenção primária

No Dia Mundial da doença, organizações defendem protagonismo da saúde básica para dar visibilidade e ofertar cuidado de qualidade a pacientes

Mais de um século depois da descoberta da Doença de Chagas, milhões de pessoas ainda permanecem infectadas, principalmente na América Latina, e a grande maioria delas não sabe sequer que tem a doença. Para tentar reverter essa situação de desconhecimento em relação ao problema e escassez de oferta de cuidados e diagnóstico aos pacientes, um grupo de organizações se une nesse 14 de abril, Dia Mundial da Doença de Chagas, para chamar a atenção para a necessidade de integrar o atendimento de pacientes de Chagas à Atenção Primária à Saúde.

Se devidamente implantada, a integração permitirá que uma pessoa com Chagas tenha sua condição detectada no nível mais elementar de atendimento, que no Brasil é realizado nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), passando a ter acesso a diagnóstico oportuno, tratamento da doença e acompanhamento em estruturas de saúde perto dos lares dos pacientes.

A experiência de organizações como DNDi, Médicos Sem Fronteiras (MSF) e CUIDA Chagas, no Brasil e em outros países, tem demonstrado ser primordial implementar, já na saúde básica, ações de prevenção e de vigilância de pessoas e territórios em risco para doença de Chagas. Da mesma forma, a saúde básica deve ter mais protagonismo em políticas de diagnóstico, tratamento e cuidado das pessoas acometidas.

“Entendemos que a detecção e o tratamento de Chagas podem e devem ser feitos na Atenção Básica de Saúde. Atualmente, só existem cuidados para esses pacientes em centros especializados, que ficam distantes de seus locais de moradia. Eles precisam viajar para conseguir tratamento ou ficam sem atendimento,” explica Andrea Silvestre, Investigadora Principal do CUIDA Chagas.

Chagas é uma doença tropical negligenciada (DTN) de abrangência global, mas que afeta principalmente as populações vulneráveis da América Latina, onde estima-se que apenas 10% de seus portadores sabem de sua condição e só 1% recebe tratamento. No mundo todo, de 6 milhões a 8 milhões de pessoas são acometidas e mais de 75 milhões moram em áreas de risco de contágio, sendo que 1,12 milhão são mulheres em idade fértil.

Na América Latina, aproximadamente 12 mil pessoas morrem todos os anos por causa dessa doença e entre 8 mil e 15 mil bebês são infectados por meio da chamada transmissão vertical, aquela que pode acontecer durante a gravidez ou o parto. Sem tratamento, entre 30% e 40% dos afetados desenvolvem sérias complicações de saúde, principalmente no coração e no sistema digestivo. Mesmo diante de um cenário comum a outras DTNs, de pouco investimento em pesquisa e desenvolvimento de medicamentos, há tratamentos disponíveis que permitem controlar e até mesmo curar a doença, se ela for diagnosticada cedo, em sua etapa inicial.

“Nossa única chance de retirar do esquecimento milhões de pessoas é a implementação de metas e incentivos para notificação, controle e eliminação da doença a partir da atenção primária de saúde, apoiada em Linhas de Cuidado que fortaleçam uma atenção descentralizada”, afirma Sergio Sosa-Estani Diretor Executivo da DNDi na América Latina. Ele também chama a atenção para a queda dos investimentos no desenvolvimento de novos fármacos e provas diagnósticas para Chagas e DTNs em geral. “É essencial a implantação de mecanismos de financiamento para pesquisas relacionadas a essas doenças, pois somente com um fluxo de recursos contínuo conseguiremos atingir as metas de controle e eliminação”, diz ele.

O diagnóstico, o tratamento e o cuidado integral da doença de Chagas trazem benefícios importantes, incluindo a prevenção da transmissão vertical, a grande possibilidade de cura em bebês e o controle e redução da progressão para formas avançadas da doença em adultos. Todos esses benefícios podem ser conquistados caso exista conhecimento sobre as particularidades de cada contexto epidemiológico, protocolos adequados, conscientização social e maior investimento público e privado. Para isso, mecanismos de articulação institucional, pesquisa científica e inovação tecnológica são fundamentais para melhorar a informação disponível sobre o impacto socio-sanitário da doença e para viabilizar a implementação de mais ações e políticas concretas.

“É importante reconhecer que alguns avanços estão ocorrendo, mas é preciso ir além”, afirma Clara Alves, especialista de advocacy e assuntos humanitários de MSF. “É necessário garantir atendimento para todos em todo o país, e só será possível alcançar esse objetivo com a capacitação adequada dos profissionais de saúde e trazendo o atendimento para a ponta, ou seja, para as Unidades Básica de Saúde. Também é urgente avançar em estratégias de busca ativa para diagnóstico e garantir a sustentabilidade da oferta de tratamento ", afirma Clara.

Para marcar o Dia Mundial da Doença de Chagas, o Ministério da Saúde por meio do GT Chagas, realiza um evento internacional, que acontece nesta sexta-feira, dia 14, em Brasília.

Na abertura, haverá representantes do Ministério, da OPAS/OMS, do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS) e da Federação Internacional de Associações de Pessoas Afetadas pela Doença de Chagas (FINDECHAGAS). Na sequência, ocorrem duas mesas de debate: uma sobre a importância da inserção da doença na atenção primária e outra para tratar sobre os avanços na prevenção das diversas formas de transmissão. Para acompanhar os debates, é necessário cadastrar-se no link https://webinar.aids.gov.br

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