Dia Mundial do Meio Ambiente: como as empresas podem fazer a sua parte?

Dia Mundial do Meio Ambiente: como as empresas podem fazer a sua parte?

Com foco no desenvolvimento responsável, a Mercur, empresa gaúcha de 98 anos, avança nas suas práticas socioambientais para reduzir os impactos no planeta

No próximo dia 5 de junho, celebra-se o Dia Mundial do Meio Ambiente. Essa data tornou-se referência para a sensibilização ambiental, mobilizando milhões de pessoas por meio de atividades, eventos e ações de engajamento em todo o planeta. Em 2023, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) comemora 50 anos da instalação desse dia para fomentar a reflexão e a ação mundial em prol do meio ambiente.

Com uma atuação direcionada em reduzir seus impactos ambientais, a Mercur, indústria das áreas da saúde e educação, tem focado seus negócios em soluções em que a cadeia produtiva, a sociedade e o meio ambiente sejam beneficiados. Para isso busca cocriar aquilo que faz sentido na vida das pessoas ao fomentar o cuidado e a proteção ao meio ambiente como um Jeito Mercur de ser e fazer.

Na sua evolução empresarial, o cuidado passou a ser prioridade nos processos de relação com o meio natural, com as comunidades, com a cocriação e legitimação de soluções e de inovações empreendidas em seus produtos e serviços. Dessa forma, cada uma das ações da Mercur passou a ser questionada e refletida com o propósito de fomentar um mundo adequado para todas as pessoas e também para o meio ambiente. “Percebemos que poderíamos fazer a diferença tendo um olhar mais atento para as matérias-primas que utilizamos em nossos processos. Assim, passamos a buscar soluções mais responsáveis que passam pela redução dos impactos socioambientais da Mercur”, explica Jorge Hoelzel Neto, Facilitador da Direção da Mercur.

Diante desse cenário, a empresa tem adotado diversas práticas de gestão socioambiental que buscam diminuir e compensar o impacto da Mercur no meio ambiente e apoiar na regeneração do planeta. Iniciativas estruturantes como a redução do uso de água potável em mais de 60% entre os anos de 2009 e 2022, por meio da coleta das águas das chuvas, possibilitam à empresa a fazer o reuso de água em diversos banheiros, por exemplo. Desde 2016, a empresa não faz testes em organismos vivos e realiza ensaios biológicos, um tipo de experimento científico que investiga os efeitos de uma substância em testes in vitro. Outras ações realizadas pela empresa gaúcham também podem servir de inspiração para outras indústrias brasileiras:

Redução do uso de plástico nas embalagens: desde 2012, a Mercur reduziu e eliminou o uso de plástico nas suas embalagens dos produtos de saúde. Em nove anos, deixou de utilizar mais de 370 toneladas de plástico. As embalagens de plástico dos produtos para a área da saúde foram substituídas por caixas de papel cartão reciclável, de fonte renovável, muitas com certificação FSC (Forest Stewardship Council ou Manejo Florestal). A impressão é feita com tinta atóxica e o acabamento em verniz à base d'água, para evitar a contaminação ao meio ambiente após o uso e facilitar a reciclagem.

Insumos renováveis: A Mercur alterou a formulação das borrachas de apagar naturais e substituiu a carga mineral não renovável por fécula de mandioca, de origem vegetal. Assim, as borrachas de apagar passaram a ter até 75% de matéria-prima renovável em sua composição, contribuindo na redução de impactos com o meio ambiente. Na área da saúde, a Ponteira Articulada é um acessório desenvolvido para proporcionar mais segurança e estabilidade ao usuário durante a caminhada com muletas. Ela é fabricada em borracha natural e sua composição apresenta sílica, de origem vegetal, extraída da cinza da casca do arroz, o que a torna cerca de 60% renovável.

Carbono neutro: Em 2009, a empresa passou a monitorar as emissões de gases causadores do efeito estufa (GEE) gerados nas suas operações e de seus parceiros. Para reduzir essas emissões, passou a utilizar modos alternativos ao rodoviário (como a cabotagem, por via marítima) para transportar produtos e matérias-primas, além de iniciar o plantio de árvores nativas, a fim de compensar os impactos negativos que não podem ser reduzidos. Para cada tCO2e (tonelada de CO2 equivalente), são plantadas 6,3 árvores, tornando a Mercur uma empresa Carbono Neutro, desde 2015.

Usina de Energia Solar Fotovoltaica: desde janeiro de 2023, a Mercur produz 50% de energia limpa utilizada nas duas plantas da empresa (centro e Distrito Industrial) localizadas em Santa Cruz do Sul/RS. A Usina gera 1.600MWh de energia por meio de 2.690 painéis em uma área de dois hectares. O impacto ambiental causado no local da construção foi compensado com o plantio de árvores nativas em um espaço de preservação da empresa. Foram realocadas jerivás e butiazeiros e plantadas 1,2 mil mudas de espécies nativas como compensação. A madeira de eucalipto retirada da área abasteceu a caldeira da empresa por mais de cinco meses.

Essas e outras práticas socioambientais da empresa são amparadas nos direcionadores e evoluem com o engajamento das pessoas que contribuem com o processo e sabem que suas atividades cotidianas estão interligadas nas transformações socioambientais da Mercur e da sociedade. Para conhecer mais sobre a Mercur acesse mercur.com.br

Sobre a Mercur

A Mercur é uma indústria brasileira, localizada em Santa Cruz do Sul (RS), que está prestes a comemorar 100 anos em 2024. Atua nos segmentos da saúde e da educação. Possui aproximadamente 600 colaboradores distribuídos em Santa Cruz do Sul e uma equipe que atua em todos os estados do Brasil. Há mais de 15 anos, iniciou uma mudança de posicionamento fundamentada nos pilares social, humano, ambiental e econômico, consolidando sua virada de chave. A empresa recriou seu jeito de ser no mundo com o foco nas pessoas: uma gestão mais horizontal e aberta ao diálogo, voltada para ações responsáveis no meio em que está presente. Por meio da cocriação, desenvolve produtos como borrachas de apagar, colas, corretivos, bengalas, muletas, bolsas térmicas, joelheiras e recursos de inclusão voltados para pessoas com deficiência. Para conhecer mais, acesse: mercur.com.br

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Ouro Roxo? The Best Açaí negocia, em média, uma loja a cada 48 horas

Ouro Roxo? The Best Açaí negocia, em média, uma loja a cada 48 horas

Nos primeiros quatro meses do ano foram 55 lojas negociadas, sendo 23 já em funcionamento e 32 em implementação; produção da fábrica foi de 350 toneladas de açaí e sorvete apenas em fevereiro

A diversidade de combinações do açaí e o modelo de franquias em self-service foi certeira: apenas nos primeiros quatro meses de 2023 a rede The Best Açaí negociou uma loja a cada 48 horas, aproximadamente. Das 55 novas unidades deste ano, 23 estão em funcionamento e outras 32 já em fase de implementação, somando 255 lojas em oito estados brasileiros. Em 2022 o mercado de franquias cresceu 14,3%, superando os R$ 211 bilhões, segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF). Aliado a isso, a comercialização do açaí cresceu 15.000% entre 2012 e 2022, de acordo com a Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa).

A marca que tem 5 anos de mercado pretende atingir 350 milhões de faturamento este ano e o CEO, Sérgio Kendy, explica que o crescimento cada vez mais acelerado faz parte de uma estratégia voltada as cidades em desenvolvimento e também aos clientes. “Grande parte dos nossos franqueados vieram da base de clientes. Arrisco em um percentual de 70%. Por isso, foi apenas este ano que nós começamos a fazer provocações como franqueadora. Até então nosso trabalho era mais reativo e a expansão aconteceu de forma natural, não olhando muito para estratégias pesadas de vendas, mas para o índice de satisfação de quem já está conosco e é responsável por indicar o negócio”, diz Kendy.

E rede não apenas comercializa as franquias, que giram em torno de R$ 230 mil de investimento, como também produz todas as opções geladas disponíveis no self-service. “Sempre digo que aqui está um dos grandes diferenciais da rede. Por nos tornarmos referência, principalmente em formato de loja e identidade visual, acabamos inspirando o mercado. Contudo acaba sendo impossível fazer algo igual, porque garantimos a qualidade dos nossos 12 sabores de açaí e 24 de sorvete em um processo lapidado com muita atenção”, revela Sérgio Kendy. Em fevereiro a fábrica Amadelli produziu 40 mil caixas de açaí e sorvetes, sendo 200 toneladas de açaí e 150 toneladas de sorvete.

De cliente à franqueada, Daniela Bona tem quatro franquias e puxou a família e amigos para o negócio. “Costumo sempre dizer que a The Best Açaí mudou nossas vidas e inclusive contribuiu para que eu e meu esposo ficássemos juntos. Conheci meu marido no início da pandemia, trabalhei em home office por 6 meses em Blumenau, Santa Catarina. Eu já era cliente e apaixonada pela marca, mas trabalhava como enfermeira viajando pelas cidades do Paraná. Em determinado momento precisei voltar a viajar. Para ficarmos juntos em Blumenau resolvemos abrir uma unidade da The Best Açaí. Seria a primeira de quatro atualmente”, resume Daniela. Ela e o marido possuem quatro unidades na região, seus sogros mais três unidades, também em Santa Catarina, e mais dois casais de amigos próximos abriram quatro unidades a partir da indicação dela.

Até o final de 2023 a rede pretende atingir 300 unidades e se posicionar nas capitais do país. “Acredito que teremos essa meta batida muito antes. O faturamento médio dos nossos franqueados é um grande diferencial competitivo no mercado, assim como a facilidade de operação de loja. Nosso alvo ainda para 2023 é São Paulo. Temos duas lojas na capital com franqueados satisfeitos e um potencial a ser explorado por lá”, argumenta Sérgio Kendy. Quando questionado sobre estratégias de venda nas regiões do país em períodos mais frios como nos próximos meses, Kendy completa, “usamos a versatilidade do açaí ao nosso favor. Por exemplo, em maio entrou nas lojas a campanha do waffle, com uma receita criada por nós e que tem grande aceitação pelo nosso público. Fica ao critério do cliente colocar as opções geladas ou seguir com frutas, chocolates, caldas e cremes”, finaliza.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, em 2021 o valor da produção de açaí foi de R$ 5.305.523 mil e a quantidade produzida, de 1.485.113 toneladas em uma área de 208.111 hectares. O Pará representa o maior produtor do mercado interno e de exportação para o mundo, dando um salto de 41 toneladas (2011) para 5.937 toneladas (2020).

Sobre a The Best Açaí

A The Best Açaí nasceu em 2017 a partir da força de vontade e olhar visionário de três jovens empreendedores e tem como propósito democratizar o consumo do açaí. Com a premissa de oferecer qualidade e diversidade de opções em torno da fruta em um modelo self-service focado na experiência do consumidor, a rede está no Paraná, São Paulo, Santa Catarina, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. A Amadelli, fábrica e distribuidora dos produtos The Best Açaí, está localizada em Londrina, no Paraná, e produz 20 toneladas de açaí e sorvete diariamente. A estrutura agrega 1.900 m² de área construída e tecnologia de ponta que garante a qualidade e o sabor incomparável dos produtos encontrados em todas as lojas The Best Açaí. Fazem parte do Grupo The Best a marca The Best Açaí, a Amadelli, o Gracco Burguer e o Gracco Express. Acesse o maior Instagram de açaí do mundo: @thebestacaiofficial

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Compromisso ambiental aliado a responsabilidade social

Compromisso ambiental aliado a responsabilidade social

Colorfix abre as portas para estudantes com objetivo de compartilhar conhecimentos sobre a sustentabilidade e as boas práticas adotadas na fábrica

Para melhor trabalhar ações de aculturamento ambiental junto aos seus colaboradores, a paranaense Colorfix Masterbatches implantou o projeto ‘Sustentabilidade em Foco’ a cerca de um ano. Como uma extensão das ações, a companhia, neste mês, abriu as portas para receber aproximadamente 120 crianças, estudantes do Colégio Sesi Internacional, localizado no Portão, e cerca de 40 participantes do Projeto ABC Vida, voltado para a inclusão social e também para a capacitação de jovens aprendizes.

Durante a visita à fábrica, as crianças puderam vivenciar bem de perto as práticas sustentáveis adotadas na companhia participando de atividades educativas e interativas. “Nosso objetivo é despertar o interesse pela preservação ambiental e pela gestão responsável dos recursos naturais. Essa visita proporcionou uma experiência enriquecedora tanto para os pequenos quanto para nossa equipe”, destaca a gerente de Meio Ambiente da Colorfix, Jackeline Campello.

As oficinas, palestras e visitas guiadas foram todas preparadas de forma educativa, sendo apresentadas de forma lúdica e didática todas as medidas que foram implementadas na empresa nos últimos anos, para minimizar o impacto ambiental durante as operações. Os estudantes tiveram a oportunidade de aprender sobre a gestão de resíduos, a importância de reduzir, reutilizar e reciclar materiais.

“Essa foi uma experiência tão positiva que pretendemos expandir essa iniciativa, inclusive estamos estudando abrir as portas não apenas para as crianças, mas também para os familiares dos nossos colaboradores. Queremos envolver toda a comunidade e proporcionar momentos de aprendizado, interação e conscientização sobre a importância do nosso trabalho e dos valores que compartilhamos. Acreditamos que essa troca de conhecimentos e experiências fortalecerá ainda mais os laços entre a empresa, colaboradores e a comunidade ao nosso redor. Estamos animados com as possibilidades futuras e em continuar fazendo a diferença na vida das pessoas”, avalia o diretor superintendente da Colorfix, Francielo Fardo.

Atualmente a empresa já está em negociação com novos parceiros para expandir o projeto junto à comunidade. “É uma experiência enriquecedora essa interação com a comunidade, além de ser um momento de muito aprendizado para todos”, diz Fardo ao acrescentar: “A partir de iniciativas como essas, estamos construindo uma ponte entre as crianças da comunidade e o mundo do trabalho, despertando aspirações e proporcionando modelos de referência para o seu futuro”.

Durante a visita, os colaboradores ficaram encantados com a curiosidade e o engajamento das crianças. Suas perguntas e o interesse demonstrado deixaram claro o quanto é importante investir em educação ambiental desde cedo.

Confira:

“Aprendi que o plástico não é o verdadeiro vilão, somos nós que não sabemos usá-lo”. Luiz Antonio Todoroski Pacheco, 9 anos.

“Eles têm uma borrachinha, que se chama masterbatch e com um pouquinho desse material eles conseguem colorir um monte de coisas. Achei muito interessante ainda é que no chão tem um buraco que a empresa mede o lençol freáticos para ver se não estão poluindo o solo”. Pietra Nogueira Godoi, 9 anos.

“As cores da natureza podem ser criadas na Colorfix”, Giovanna Rolim de Moura, 10 anos.

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Cabe toda a doçura desse amor: Jockey Plaza Shopping apresenta campanha compre e ganhe de Dia dos Namorados

Cabe toda a doçura desse amor: Jockey Plaza Shopping apresenta campanha compre e ganhe de Dia dos Namorados

Com R$600 em compras, os clientes ganham um combo doce de leite Havanna; no dia 12 de junho, o shopping apresenta seu tradicional Jardim do Amor

A partir de 1º de junho, o Jockey Plaza lança a campanha de Dia dos Namorados “Cabe toda a doçura desse amor”: com R$ 600 em compras, os clientes poderão trocar suas notas por um kit da tradicional marca argentina de alfajores, cafés e doce de leite Havanna, composto por um pacote de bombons pouch mini corazon misto e um pote do famoso doce de leite Havanna 420g.

“O Jockey traz a lembrança que a doçura tem tudo a ver com o amor e pode estar presente todos os dias nas relações. No Dia dos Namorados, nosso tradicional Jardim do Amor completa o presente especial dos apaixonados”, afirma a gerente de marketing, Michelle Cirqueira.

Para garantir o presente, basta somar notas de compras nas lojas participantes e realizar a troca no posto da promoção, localizado no piso L2. O cadastro pode ser feito também pelo aplicativo PODI, disponível para Android e IOS. Após o cadastro, que pode ser feito de qualquer lugar pelo aplicativo, é preciso ir até o posto de trocas e retirar o presente, até o dia 12 de junho ou enquanto durarem os estoques, limitado a um kit por CPF. No site do shopping é possível acessar o regulamento da campanha.

E pelo quarto ano consecutivo, no dia 12 de junho, mais de mil balões vermelhos em formato de coração estarão no jardim externo do Jockey Plaza Shopping, em frente à entrada da Victor Ferreira do Amaral. Os balões podem ser retirados do jardim do Jockey a partir das 11h, horário de abertura do empreendimento. A ação é gratuita e visa marcar o dia especial dos apaixonamos, com um presente que já virou marca registrada do Jockey para a data.

Além de inúmeras opções para presentear, como vestuário, acessórios, cosméticos, eletrônicos, calçados e serviços para todos os estilos de casais, o Jockey conta com mais de 30 operações gastronômicas para um almoço ou jantar comemorativo, restaurantes com áreas exclusivas e ainda opções de lazer, como uma sessão de cinema, uma divertida disputa em jogos de realidade virtual ou airsoft. No feriado do dia 8 de junho, o shopping funciona em seu horário regular.

O Jockey Plaza Shopping fica no Tarumã, na Rua Konrad Adenauer, 370 e tem estacionamento com valor de R$8, por até 30 min, e R$14 por todo o período de utilização dentro da mesma diária, e taxa de R$20 de pernoite. As lojas funcionam de segunda a sexta, das 11h às 23h, aos sábados, das 10h às 22h e aos domingos, das 14h às 20h. E as operações de alimentação de segunda a sexta, das 11h às 23h, aos sábados, das 10h às 23h, e aos domingos, das 11h às 22h.

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Tabagismo está associado a dor crônica

Tabagismo está associado a dor crônica

Conforme a médica intervencionista em dor, dra. Amelie Falconi, estudos científicos revelaram que o tabagismo está relacionado ao desenvolvimento de dores nas costas e de várias neuropatias, que apresentam entre seus sintomas a dor crônica

O Ministério da Saúde adverte há anos: fumar causa diversos males à saúde. Entre as doenças mais associadas ao tabagismo estão as relacionadas ao coração e a vários tipos de câncer, tais como o de pulmão, pâncreas, bexiga, e até leucemia. Nas mensagens estampadas no verso dos maços de cigarro, contudo, somos informados a respeito de outros diversos problemas decorrentes do vício, entre os quais: impotência sexual, envelhecimento precoce, aborto espontâneo etc.

Conforme a médica intervencionista em dor e autora do livro "Existe vida além da dor", dra. Amelie Falconi, o que não é muito difundido é que fumar pode ser um problema para quem sofre de uma doença invisível: a dor crônica. “Pesquisas científicas já revelaram que o tabagismo é um dos fatores que está relacionado ao desenvolvimento de diversos tipos de neuropatia, doença que atinge o funcionamento dos nervos periféricos e pode afetar tanto a sensibilidade quanto a motricidade e não raramente ocasiona dor crônica”, afirma.

Entre as neuropatias mais comuns relacionadas ao tabagismo, conforme os estudos científicos, estão: a síndrome do túnel do carpo, nervo comprimido no punho que causa dormência e formigamento na mão e no braço; a síndrome do túnel cubital, compressão do nervo cubital no cotovelo, que acarreta dormência ou formigamento nos dedos anelar e mínimo, dor no antebraço e fraqueza na mão; e a neuropatia diabética, complicação do diabetes, que pode ocasionar dor, falta de sensibilidade, formigamentos e falta de força nas mãos e nos pés.

Dra. Amelie ressalta que os trabalhos científicos apontam ainda para a ligação entre o tabagismo e dores nas costas e dores decorrentes de hérnias de disco, a famosa “dor no ciático”. “Os estudos confirmam que o tabagismo diminui a circulação sanguínea nos platôs do disco intervertebral, o que causa má nutrição do disco e pode induzir a sua degeneração, que por sua vez, pode acarretar dor nas costas e a formação da hérnia de disco”, explica.

As pesquisas constatam também que pode haver uma relação entre o tabagismo e a intensidade da dor dos pacientes que sofrem das neuropatias. “Pessoas que fumam relataram maiores níveis de dor crônica em comparação com pacientes não fumantes”, diz a médica intervencionista em dor. Nesse sentido, adeptos do tabagismo que sofrem com dor crônica costumam consumir mais analgésicos do que aqueles que não têm o hábito de fumar.

Para dra. Amelie, as informações coletadas pelos levantamentos científicos corroboram duas mensagens que ela busca transmitir diariamente a seus pacientes. A primeira é a de que o estilo de vida interfere na dor. De acordo com a médica intervencionista em dor, não apenas o hábito de fumar pode piorar a intensidade desta doença invisível, mas também, uma alimentação pobre em nutrientes e baseada em industrializados, uma higiene do sono ruim, e a não prática de exercícios físicos.

A segunda mensagem, consequência da primeira, é de que o tratamento da dor crônica não se resume a ingestão de medicamentos. Conforme dra. Amelie, é preciso atuar de forma integrada, para mitigar esta doença invisível, buscando intervir nos fatores de risco e também em outros dois pontos que estão intrinsicamente ligados a ela: o sono e a saúde mental. “Tratar da dor é tratar de tudo”, afirma dra. Amelie.

Sobre a Dra. Amelie Falconi

• Especialização em Medicina da Dor pela Santa Casa da Misericórdia de São Paulo

• Título de Especialista em Dor pela AMB (Associação Médico Brasileira)

• Fellow Of International Pain Practice (FIPP) pelo World Institute of Pain (WIP)

• Fellowship de Intervenção em Dor - Clínica Aliviar / sinpain Rio de Janeiro.

• Pós-graduação em Medicina Intervencionista da Dor Guiada Por Ultrassonografia - sinpain

• Pós-graduação em Anestesia Regional - Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio Libanês

• Especialização em Anestesiologia MEC / SBA

• Medicina pela Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF

• Ministra aulas na pós-graduação de medicina intervencionista da dor do Hospital Albert Einstein

• Ministra aulas na pós-graduação de medicina intervencionistada dor na Faculdade sinpain

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