BH Airport é o sexto mais pontual do mundo

BH Airport é o sexto mais pontual do mundo

Reconhecimento foi apontado em relatório de 2022 da Cirium, que classificou os aeroportos mais pontuais em escala global

O OTP Performance Awards, relatório de performance de pontualidade de aeroportos e companhias aéreas, publicado pela Cirium, empresa especializada em dados para a aviação, reconheceu o BH Airport como o sexto mais pontual do mundo em 2022, na categoria aeroportos de média escala. No ranking mundial, o BH Airport representa o Brasil com o OTP (On-Time Performance) de 87,93%, seguindo o Guararapes-Gilberto Freyre International Airport, quarto colocado, com o OTP de 88,95%.

O japonês International Chubu Centrair vem mantendo o primeiro lugar. O aeroporto alcançou o índice de 94,21%. Os também japoneses Sendai Airport, com 91,44% de pontualidade, e Kagoshima Airport, com 89,74%, ficaram com o segundo e terceiro lugar no ranking, respectivamente. “Na contramão dos desafios impostos pelo cenário econômico pós-pandemia, seguimos em evolução, comprometidos em oferecer a melhor experiência aos passageiros, mantendo a eficiência operacional e alta performance em pontualidade”, ressalta o diretor de Operações e Infraestrutura do BH Airport, Herlichy Bastos.

“Nos fortalecendo como hub de conexões – um centro de distribuição de voos pronto para encurtar distâncias e aproximar as pessoas, fechamos o ano com a movimentação de cerca de 10 milhões de passageiros e 50 destinos atendidos, entre voos domésticos e internacionais”, reforça. “Para 2023, estamos prevendo uma movimentação anual de 11,3 milhões de pessoas, retornando aos patamares pré-pandemia”, complementa.

Os relatórios da Cirium são projetados com base em informações e análises precisas do desempenho dos aeroportos e companhias aéreas, com o objetivo de garantir a confiabilidade dos dados apresentados no On-Time Performance Report. Em cada relatório, os resultados dos aeroportos são classificados em quatro categorias: global, grande, média e pequena escala. Os japoneses lideram o ranking: Haneda Airport foi o vencedor na categoria global, com 90,33%. O Osaka International Airport alcançou 94,06% na categoria grande. Em pequena escala, quem ficou com o primeiro lugar foi o Miyazaki Airport, registrando 93,29% de desempenho.

Sobre o BH Airport

Único aeroporto internacional de Minas Gerais, com localização estratégica e um dos principais hubs do país que atende a cerca de 50 destinos nacionais e internacionais. Desde 2014, o terminal é administrado por uma concessão, formada pelo Grupo CCR, uma das maiores companhias de concessão de infraestrutura da América Latina, e por Zurich Airport, operador do Aeroporto de Zurich, o principal hub aéreo da Suíça e considerado um dos melhores aeroportos do mundo, além da Infraero, estatal com experiência de mais de 40 anos na gestão de aeroportos no Brasil.

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Multimilionário, mercado de naming rights vai de arenas esportivas a setor de eventos  

Multimilionário, mercado de naming rights vai de arenas esportivas a setor de eventos

Um dos elementos mais importantes dentro da gestão organizacional, escolha do nome deve ser feita com base nos valores do parceiro e seus públicos-alvo

Allianz Parque, AT&T Center, Emirates Stadium: a prática de rebatizar uma propriedade com o nome de uma marca ou produto, conhecida como naming rights (ou direito de nome, em tradução livre), tem se espalhado dos Estados Unidos para o mundo. Lá, atualmente, a grande maioria das franquias esportivas das quatro principais ligas do país - basquete, beisebol, futebol americano e hóquei - já leva nomes de empresas de diversos ramos em seus estádios e arenas. Nos últimos anos, os naming rights começaram a se tornar mais comuns também no Brasil - e não apenas nas arenas esportivas. Espaços de eventos também adotam a estratégia para melhorar gestão e ampliar arrecadação em um mercado que movimenta milhões de dólares todos os anos.

O milênio ainda não tinha virado quando, em 1999, foi inaugurado em São Paulo uma das maiores casas de show do país, conhecida então como Credicard Hall. O tempo passou e o mesmo espaço recebeu o nome de Citibank Hall e Unimed Hall, antes de ser fechado por um período e reabrir, em 2022, sob o nome de Vibra São Paulo, patrocínio da Vibra Energia. Em outra capital brasileira, Curitiba, o mesmo modelo também tem sucesso no setor de eventos. Em 2008, quando foi inaugurado, um dos centros de eventos da UP Experience, complexo de eventos situado na Universidade Positivo, em Curitiba, recebeu o nome de Expo Unimed, mediante contrato de concessão de naming rights. Quatorze anos depois, encerra-se o contrato da Unimed com a UP Experience e o espaço ganha um novo nome a partir de janeiro de 2023, resultado de uma parceria com o Grupo Viasoft, uma das maiores holdings nacionais de tecnologia. “Dentre as propostas de naming rights que recebemos, aceitamos a que tinha maior adesão à universidade, pela conexão com inovação, tecnologia e sustentabilidade. Além disso, essa parceria com a Viasoft não só vai agregar inovação ao centro de eventos, como ainda vai beneficiar toda a comunidade acadêmica do nosso campus sede”, detalha o diretor da UP Experience, Eduardo Faria Silva.

Também foi em Curitiba que o primeiro acordo brasileiro do tipo no universo esportivo foi firmado. Em 2005, a empresa japonesa Kyocera comprou os naming rights do estádio do Athletico Paranaense, que passou a ser chamado de Kyocera Arena. Embora o acordo tenha durado apenas três anos, foi o suficiente para tornar a prática conhecida no país. Hoje já são quatro estádios de futebol no Brasil com seus naming rights vendidos: Allianz Parque, do Palmeiras, Neo Química Arena, do Corinthians, Itaipava Arena Fonte Nova, do governo da Bahia, e Itaipava Arena Pernambuco, do governo pernambucano. E o número deve crescer em breve. O novo estádio do Atlético-MG, que ainda está em construção, já tem um acordo para ser chamado de Arena MRV, e o próprio Athletico-PR entrou em negociações com a Ligga Telecom para os novos naming rights da Arena da Baixada. Neste último caso, nenhum acordo oficial foi anunciado até o momento.

Ferramenta de gestão

Mais que uma prática comercial, a venda de naming rights é um dos elementos mais importantes dentro da gestão organizacional. De acordo com o especialista em Comunicação e Marketing e professor de pós-graduação e MBA da Universidade Positivo (UP), Sérgio Czajkowski Júnior, não se trata mais apenas de uma ação complementar, mas essencial. “As empresas devem estar cada vez mais preocupadas com seu posicionamento estratégico no imaginário de seus públicos-alvo, a fim de que sua marca se destaque, principalmente, em mercados com uma saturação um pouco mais elevada”, aponta.

O especialista destaca que a escolha das empresas que dão nome aos locais não é feita de forma aleatória, pois os dois lados da negociação devem levar em conta e definir, de forma concisa, dois pilares: os valores que vão sustentar ao atrelar seu nome com a outra marca e seus principais públicos-alvo. “Os envolvidos na negociação devem se perguntar se sua empresa tem, de fato, uma ligação forte e permanente com a outra marca. Atualmente, as empresas devem se preocupar com um conjunto de stakeholders cada vez maior e, por isso, é preciso entender se esse acordo vai ser bem visto por todos os públicos envolvidos”, ressalta Sérgio.

A gerente de marketing no Grupo Viasoft, Natalia Festinalli, evidencia, ainda, o quanto ações de marketing como apropriação de naming rights não são apenas relacionadas à comunicação. “Nossa intenção não é apenas utilizar deste movimento para comunicar relação com o setor de eventos. Assim como levamos soluções alinhadas às melhores práticas de gestão para cada cliente Viasoft, também queremos tornar mais inteligente o processo de comercialização do centro de eventos”, adianta.

Dinheiro não é tudo

Por conta disso, o valor oferecido, ainda que expressivo, nem sempre é um fator determinante para o aceite da empresa. Um exemplo disso é o Everton, time de futebol do Reino Unido, que está construindo um novo estádio e recebeu uma proposta de 200 milhões de libras - cerca de R$ 1,2 bilhão – para vender os naming rights de sua nova casa para um site de pornografia. Mesmo com esses valores astronômicos, o clube inglês não aceitou a oferta.

Nesse exemplo específico dos naming rights no meio esportivo, em que a prática é mais comum, as empresas devem ficar atentas a questões que podem abrir caminho para problemas de imagem da marca. Sérgio detalha o caso do relacionamento construído entre a Parmalat e o Palmeiras durante a década de 1990. A empresa de laticínios veio ao Brasil e sentiu que precisava marcar seu posicionamento no país, escolhendo, para isso, o futebol. “Por ser uma empresa italiana, nada mais lógico do que se afiliar ao Palmeiras, que tem um histórico de ligações com o país europeu. No primeiro momento, foi bastante interessante para a Parmalat, porém, como seu investimento no Palmeiras rendeu títulos importantes ao clube, os torcedores dos times rivais começaram a boicotar os produtos da marca”, aponta o professor, explicando que, por conta disso, a empresa italiana rompeu seu vínculo com o Palmeiras após menos de uma década de parceria, ressaltando a importância da análise do prazo de validade deste tipo de parceria.

Olhando para além dos esportes, o especialista recomenda que pode ser interessante para as empresas estabelecerem naming rights com ações relacionadas à responsabilidade social. “Especialmente a partir do início da década de 2010, tudo que é vinculado a questões do Terceiro Setor, meio ambiente e comunidades carentes são bem vistas pelos públicos-alvo. Certamente são elementos que podem fortalecer o nome da empresa no mercado”, finaliza.

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Reabertura da China dá fôlego à economia mundial e abre caminho para empreendedores

Reabertura da China dá fôlego à economia mundial e abre caminho para empreendedores

Por Vinícius Lisboa*

Os negócios internacionais ganham fôlego em 2023 com a reabertura da China. O país reabriu suas fronteiras no início de janeiro após três anos de fechamento e eliminou a exigência de quarentena obrigatória para entrada no país. Foi decretado o fim das restrições de viagens para passageiros domésticos e internacionais, o que representa um estímulo significativo para viagens de negócios e turísticas. Ou seja, está aberta a temporada de fortalecimento da relação comercial sino-brasileira que gerará negócios e parcerias.

No âmbito comercial, as restrições prejudicaram, principalmente, o fluxo da diversidade de matéria-prima, além do petróleo e da rede de suprimentos. Os extensos lockdowns, ainda em nossa memória recente, impuseram limitações nas importações e exportações que agora, gradativamente, voltam à normalidade, pois a reabertura impacta positivamente no mercado logístico global e melhora a expectativa para o desempenho da economia chinesa. Instituições internacionais, como Goldman Sachs e Morgan Stanley, projetam que o PIB chinês pode crescer entre 4,4% e 5,5% em 2023.

Dessa maneira, empresas de todos os portes poderão se reestruturar e retomar as negociações no comércio exterior após uma demanda reprimida, especialmente daquelas que dependiam das viagens internacionais e participações em feiras e eventos. De acordo com o Xinhua, o portal de notícias do governo chinês, a expectativa é de que mais de 2 bilhões de viagens sejam realizadas durante a alta temporada da Festa da Primavera de 2023, aumentando 99,5% em relação ao ano passado e retornando em 70% ao número registrado antes da pandemia. A dinâmica impulsionou que modais de transporte férreo e aéreo tivessem sua capacidade ampliada.

Mas é necessário atuar de maneira estratégica e aproveitar, especialmente, que a reabertura permite visitas nas linhas de manufaturas e que reuniões presenciais sejam realizadas. Na China isso é primordial, pois nessas reuniões se negociam custos, acabamentos e modelos de produção. Também são discutidas demandas e experiências pessoais e profissionais. A lição de casa, para aproveitar o contexto, é participar de viagens que incluem visitas aos fornecedores chineses e eventos de negócios. O que é uma oportunidade para negociar com os fornecedores os melhores preços, garantir compras de acordo com as variações de disponibilidade e de custos dos produtos, buscar novos acordos logísticos e avaliar com mais profundidade cada detalhe do processo de compra.

Quero aqui chamar a atenção dos empreendedores, um setor que pode se beneficiar e que chegou a aproximadamente três milhões de novos registros em 2022, de acordo com levantamento do Sebrae. O número de novos pequenos negócios soma a abertura de empreendimentos nos três portes – microempreendedor individual (MEI), microempresa (ME) e empresa de pequeno porte (EPP). No entanto, boa parte desses empreendedores ainda pensa que negociações internacionais são destinadas apenas a grandes empresas, o que não é verdade. O comércio internacional vem se tornando uma saída para empreendedores, que vêm na importação de mercadorias, por exemplo, uma oportunidade de ampliar sua atuação no mercado interno. É aí que a reabertura da China gera uma excelente oportunidade, mas para garantir bons resultados é importante contar com o suporte necessário, o que, sem dúvida, pode ser uma alternativa em tempos de crise.

*Vinícius Lisboa – é consultor internacional e CEO da Victoria Advisory

Sobre a Victoria Advisory

Consultoria de comércio exterior criada em 2007 em Curitiba, a Victoria Advisory disponibiliza ao mercado brasileiro serviços de estratégia de compras e logística internacional. Entre eles está a importação de peças e maquinários certificados e de alta qualidade provenientes da Europa e da Ásia, além dos serviços de inspeção de fábrica e pedidos. Também atua na verificação das autorizações governamentais e dos impostos que recaem sobre os processos de importação e é especialista na verificação de Licença de Importação prévia ou no embarque e na elaboração da planilha prévia de custos de chegada do Valor Aduaneiro (VA) e estimativa de compra/venda.

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Probióticos, bactérias intestinais ajudam na perda de peso?

Probióticos, bactérias intestinais ajudam na perda de peso?

Especialista da Mayo Clinic esclarece dúvidas sobre uso probióticos no processo de emagrecimento

Existe realmente uma conexão entre as bactérias “do bem” e o emagrecimento? O uso de suplementos de probióticos e bactérias intestinais vem ganhando bastante atenção nos últimos tempos daqueles que desejam emagrecer, muitos acreditam que eles podem melhorar a absorção de nutrientes e reduzir os processos inflamatórios nas células de gordura, o que favoreceria perda de peso. A endocrinologista da Mayo Clinic, Dra. Meera Shah, explica qual seria o real impacto do uso de probióticos em forma de suplementos na dieta.

“ A população bacteriana em pessoas obesas realmente difere da população em pessoas não obesas. Mas ainda não sabemos se essa diferença contribui para a obesidade ou se é uma consequência dela. Até agora, as pesquisas ainda não forneceram respostas claras. Apesar de a ingestão de probióticos provavelmente não fazer nenhum mal, ela pode não ajudar a combater a obesidade.”

Dra. Meera Shah, também, ressalta que é importante entender que o ganho de peso é basicamente uma função de desequilíbrio de energia. “Você ganha peso quando ingere mais calorias do que o seu corpo gasta. E há algumas evidências de que as bactérias intestinais desempenham um papel na eficiência com que o corpo extrai energia dos alimentos que chegam ao intestino delgado.

O trato digestivo, também chamado de intestino, contém trilhões de bactérias. Muitas dessas bactérias têm funções úteis para o corpo, incluindo metabolizar os nutrientes dos alimentos. Apesar de muitas das bactérias do intestino serem importantes, algumas não são. Foram realizados estudos sobre como o desequilíbrio entre bactérias intestinais boas e ruins pode contribuir para determinados distúrbios médicos.”

A especialista lembra que ingerir alimentos, como iogurte ou repolho, que contêm probióticos, um tipo de bactéria “boa”, ou tomar suplementos de probióticos têm benefícios comprovados para a saúde e que, apesar de ser necessário realizar mais pesquisas, há algumas evidências de que os probióticos podem melhorar a saúde intestinal. “Até o momento, no entanto, os únicos estudos que mostraram resultados convincentes de que alterar a composição das bactérias intestinais, também chamadas de microbioma intestinal, afeta o peso foram realizados usando camundongos livres de germes. Por outro lado, os dados em humanos são imprecisos em relação ao papel dos probióticos em ajudar a perda de peso.”afirma.

Uma análise dos resultados de estudos publicados que investigaram probióticos e perda de peso foi feita, porém se mostrou inconclusiva. Isso se deve em parte porque os métodos de pesquisa variaram muito entre os estudos e uma variedade de probióticos diferentes foi incluída.

“O que está claro é que o fator mais importante que determina a composição do microbioma intestinal é a dieta. Mas, como dito anteriormente, isso coloca em questão o que vem primeiro. A obesidade leva a determinados tipos de microrganismos? Ou um determinado tipo de microrganismo leva à obesidade? Neste momento, isso é desconhecido.”

A Dra. Shan ressalta, ainda, que tomar medidas para manter um microbioma intestinal saudável, podem ajudar na jornada da perda de peso. Por exemplo, comer muitas frutas e vegetais parece ajudar o desenvolvimento das bactérias boas no intestino. E isso pode ser benéfico para a sensação de saciedade e para limitar a ingestão excessiva de lanches fora da dieta e outras calorias desnecessárias. Além disso, limitar gordura, açúcar e proteína de origem animal também pode ajudar a manter um microbioma intestinal mais saudável, porque pesquisas mostram que dietas ricas nesses alimentos estão relacionadas com uma composição bacteriana intestinal mais desfavorável.

“Tomar um suplemento probiótico também pode melhorar a saúde do seu microbioma intestinal, mas não está claro qual o papel deles na perda de peso. A maneira mais confiável de perder peso é ter uma dieta saudável e praticar exercícios regularmente, para que você gaste mais calorias do que consome. Eu sempre recomendo que você faça perguntas específicas sobre dieta e prática de exercícios para a sua equipe de cuidados primários de saúde.” conclui.

Sobre a Mayo Clinic

A Mayo Clinic é uma organização sem fins lucrativos comprometida com a inovação na prática clínica, educação e pesquisa, fornecendo compaixão, conhecimento e respostas para todos que precisam de cura. Visite a Rede de Notícias da Mayo Clinic para obter mais informações sobre a Mayo Clinic.

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Viagem enogastronômica pela Ilha da Madeira

Viagem enogastronômica pela Ilha da Madeira

Arquipélago português oferece culinária típica e tradicional que transforma qualquer visita em uma experiência única

As refeições são parte importante de qualquer viagem, pois fazem com que os turistas conheçam melhor o destino e a sua cultura. Na Ilha da Madeira, arquipélago português em meio ao Oceano Atlântico, a enogastronomia é um atrativo à parte e sempre encanta os viajantes que buscam por sabores típicos.

O destino conta com um dos vinhos mais famosos do mundo, o vinho Madeira, e a deliciosa culinária é servida em diversos restaurantes da ilha, seja em pequenos empreendimentos familiares ou em elegantes restaurantes de alta gastronomia, que dão um toque moderno à cozinha tradicional.

Para ir ao encontro destes sabores, basta o visitante fazer em passeio pelos vários pontos da ilha e provar suas iguarias. Confira nove destinos e o que provar em cada um deles.

Porto Moniz - arroz de lapas

Apesar de popular por toda a ilha, foi na vila de Porto Moniz que o prato tradicional teve origem. Depois de lavadas e escovadas, as lapas são cozidas e servidas com tomate, cebola e salsa picada. O vinho Madeira é adicionado ao cozimento do arroz, conferindo-lhe uma identidade única.

São Vicente - Quinta do Barbusano

Situada na costa norte da ilha, nesta vinícola encontram-se vinhas de várias castas. Ainda que a casta mais proeminente seja o Verdelho, base para a produção de vinhos brancos de referência, também são produzidos excelentes tintos e rosés. A Quinta do Barbusano oferece provas de vinho e organiza refeições. Outra atividade que desperta o interesse dos visitantes é a participação na pisa da uva durante as vindimas.

Curral das Freiras - licores

Dois licores típicos desta região são destaque: o licor de castanha e a célebre ginja (fruto semelhante à cereja). A ginjinha é uma bebida obtida a partir da fermentação alcóolica da ginja. Os licores de eucalipto e noz também são muito apreciados entre os visitantes.

Câmara de Lobos - espetada, poncha e nikita

A espetada é uma especialidade da Madeira e típica da Câmara de Lobos. A simplicidade do tempero e o preparo fácil tornam este prato muito popular. Consiste em pequenos cubos de carne de vaca, temperados com folhas de louro, sal e alho, distribuídos em um espeto e grelhados na brasa. O prato acompanha bolo de caco, batata frita, milho frito e salada.

A poncha é uma das bebidas mais típicas da Madeira, feita com aguardente de cana, mel de abelhas, suco de limão e laranja. Já na poncha à pescador, o mel é substituído pelo açúcar. Quem preferir algo mais suave pode experimentar os sabores de tangerina, maracujá, hortelã, kiwi ou morango. A nikita é uma mistura cremosa e gelada de rodelas de abacaxi, cerveja e vinho branco.

Funchal - vinho Madeira, frutas e bolo de mel

A Madeira Wine Company - Blandy's Wine Lodge, instalada no antigo Convento de São Francisco do século 17, possui as mais antigas adegas de vinho Madeira do mundo. A visita ao local compreende uma passagem pelas salas de prova, armazéns, áreas de exposição e loja de conveniência.

Já no Mercado dos Lavradores encontram-se as frutas tropicais do arquipélago, sempre frescas e deliciosas. As mais populares são o tabaibo (figo-da-Índia), a pera-abacate, o maracujá banana, o tomate inglês e a fruta-do-conde. O aroma do interior do mercado é inconfundível tal a variedade de legumes, frutas, peixes, mariscos e até flores exóticas.

Com mais de 120 anos de tradição, a Fábrica Santo António dedica-se à doçaria tradicional madeirense. Esta é uma das mais antigas fábricas artesanais da ilha de onde saem diariamente fornadas de bolos de mel, bolachas, broas e compotas.

Porto da Cruz - rum

O rum da Madeira, também conhecido como aguardente de cana ou aguardente de cana sacarina, é resultado da fermentação alcoólica e destilação do suco da cana-de-açúcar. Sua produção natural faz parte das tradições da ilha há várias gerações e é uma especialidade de Porto da Cruz. O rum é a base da famosa receita de poncha da Madeira.

Machico - bife de atum

O prato é bem típico por toda ilha, mas em Machico conquista os apreciadores da boa gastronomia. O atum é cortado em bifes, temperado com sal e marinado com vinagre, azeite, alho, orégano e pimenta, criando o famoso molho vilão. Para acompanhar, basta cozinhar farinha de milho em azeite, misturar alho, segurelha (especiaria), couve picada e, depois, cortar em cubos e fritar para dourar.

Caniçal - lapas grelhadas, castanhetas e caramujos

As lapas são uma típica entrada da Madeira. Servidas quentes, as lapas são colocadas na frigideira de ferro com a concha para baixo e temperadas com manteiga, alho e sal. Depois de prontas, são regadas com limão. As lapas são comuns na região, encontradas em cavidades rochosas e poças.

A castanheta é um peixe em abundância na orla da ilha, temperada com sal e frita em óleo fica excelente com limão. Os caramujos são muito comuns de serem servidos como entrada. Cozido em água com alho e sal, basta adicionar limão e deliciar-se com a iguaria.

Porto Santo - bolo do caco

Sua origem vem da colonização do Porto Santo, a partir de 1425. A receita era simples e o pão de aspecto achatado era cozido num caco de basalto colocado diretamente nas brasas quentes. Geralmente servido com manteiga e alho, é ideal também com uma fatia de carne com salada, ovo, queijo e presunto. Vai bem ainda com um filete de peixe-espada, polvo guisado em tomate e cebola ou língua estufada.

Sobre a Ilha da Madeira

Considerado o melhor destino insular do mundo, a Madeira é um pequeno paraíso português situado em meio à imensidão do Oceano Atlântico. De origem vulcânica, sua localização privilegiada proporciona clima ameno e mar com temperatura agradável o ano inteiro, além de impressionantes cenários de montanhas, vales e penhascos, todos cobertos pela exuberante vegetação Laurissilva, nomeada Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco. O arquipélago é formado por um conjunto de ilhas, sendo Madeira e Porto Santo as principais e únicas habitadas. Há excelentes opções em balneários, monumentos históricos e ótimos hotéis e restaurantes, onde se pode provar a deliciosa gastronomia e os premiados vinhos madeirenses. Para mais informações acesse www.madeiraallyear.com

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