Professores criam e usam inteligência artificial brasileira para otimizar avaliações aplicadas em sala de aula  

Professores criam e usam inteligência artificial brasileira para otimizar avaliações aplicadas em sala de aula

Startup criada por professores está sendo certificada pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), no Paraná, e tem a missão de aproximar o segmento educacional da IA

Flávia Jeanne Ferrari é professora do curso de graduação de Direito em uma faculdade no Paraná e faz parte do grupo de docentes que têm utilizado a inteligência artificial na prática do ensino. “Sempre converso muito sobre inteligência artificial com meus alunos. Entendo que é de extrema importância que todos tenham esse conhecimento, pois ele é o futuro e temos que acompanhar as evoluções na educação”, diz. A docente está entre os professores brasileiros que têm testado a ferramenta chamada Maieutics, que através da inteligência artificial gera questões inéditas para avaliações, a partir do próprio material didático do professor. Criada por três empreendedores que são netos e filhos de professores e que também já lecionaram, Rafael, Rodrigo e Victor Streithorst – a startup deve fazer parte da vida de milhares de usuários muito em breve.

De forma online, é acessada por meio de um site (Maieutics.ai) que teve aproximadamente três anos de estudo para ser lançado ao mercado e traz como proposta a resolução de um dos principais problemas vividos pelos professores e observado ao longo da vida familiar dos idealizadores: a falta de tecnologia para o segmento educacional que torne a rotina do professor mais produtiva. “Eu e meus irmãos, que nascemos em meio a uma família de professores e atualmente trabalhamos com tecnologia, passamos um longo período aprendendo e fazendo testes sobre como a tecnologia e a inteligência artificial poderiam contribuir com a educação; mais especificamente, com a rotina de milhares de professores. Se outros segmentos podem usar inúmeras ferramentas para uma gestão mais eficiente do tempo, por que no ensino tem que ser diferente?!”, diz o CEO, Rodrigo Streithorst.

“Eu demoro aproximadamente um dia e meio para fazer uma avaliação. A Maieutics demorou menos de 5 minutos. Contudo eu não acredito na inteligência artificial como substituta do meu trabalho e nem de outros docentes, eu gostei muito de ter a liberdade de editar tudo que foi gerado pela ferramenta. Apesar de ter revisado todas as questões e não encontrado nenhum erro, fiz questão de deixar a prova com o meu estilo. Essa parte humana a ferramenta não substitui, mas a parte braçal, que leva tempo para fazer e que não envolve esse raciocínio do professor, com certeza a inteligência artificial veio para contribuir”, explica a professora Marina Machado que começou a utilizar a ferramenta recentemente.

Antes mesmo do lançamento, a Maieutics já recebeu mais de 1.200 mil interessados de diferentes países e atualmente são mais de 10 mil cadastros na plataforma. “Apenas no Brasil, estamos falando de um público de mais 323 mil professores no ensino superior, segundo o Censo Escolar 2021 e do Censo da Educação Superior 2020, e cerca de 579 mil professores no Ensino Médio (Censo Escolar de 2020). Ainda é cedo para conseguir dizer, mas pretendemos alcançar pelo menos 20% do número total desse público ainda em 2024”, adianta Streithorst.

A partir da análise, classificação e conexão entre as palavras dentro de contextos diversos de mídia - áudio, vídeo ou texto - o sistema é capaz de formular avaliações fiéis aos materiais programáticos inseridos, tendo como base um conteúdo global de dados. “Eu tive conhecimento da ferramenta com a postagem de uma colega também professora e resolvi testar. Por ser uma tecnologia nova e que nunca tinha usado nada parecido, achei que poderia ser difícil, mas não. Me adaptei facilmente e atualmente utilizo para as avaliações dos meus alunos. A inteligência artificial, quando trabalhada em conjunto com a inteligência humana, se torna uma ferramenta muito importante para tornar nossa rotina mais eficiente”, argumenta a professora Flávia.

A ferramenta se baseia em materiais que são inseridos pelos próprios professores e gera as questões inéditas, "como questões de múltipla escolha, dissertativas, verdadeiro ou falso, entre outras. O software é capaz de analisar as informações contidas nas questões, identificar padrões e criar novas perguntas que estejam alinhadas com o conteúdo abordado”, explica o Tech Lead do sistema e CTO Victor Streithorst.

A tecnologia de inteligência artificial também foi adaptada para criar avaliações adequadas ao Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (ENADE) e deve contribuir para a preparação dos alunos e o desenvolvimento do ensino de forma geral. “Avaliações eficientes conseguem mensurar o aprendizado. Tudo está conectado. Além disso, desejamos também incentivar o professor a usar a inteligência artificial não apenas em relação a Maieutics.ai, mas em diferentes situações, pois é uma realidade que bate à nossa porta”, afirma o COO da empresa, Rafael Streithorst.

Para ter acesso a ferramenta online, o professor pode optar por planos mensais que podem ser acessados levando em consideração a demanda. Após o sistema elaborar as questões, de acordo com o direcionamento dado pelo professor, elas podem ser editadas, salvas ou ainda, criar a sua prova e exportá-la na versão para o aluno ou para o professor – o conteúdo passa o tempo todo pela “relatoria” do usuário que consegue adequá-lo às suas necessidades. A ferramenta também está sendo certificada pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) “Seguimos todos os critérios e estamos em conformidade com a Lei Geral da Proteção de Dados tanto a nível nacional quanto internacional, pois a Maieutics já é utilizada também por profissionais de fora do país”, finaliza Streithorst.

Sobre a Maieutics.AI

A Maieutics é uma startup brasileira que tem como missão transformar a educação por meio da inteligência artificial voltada ao professor. Criada por três jovens empreendedores que são netos e filhos de professores, a tecnologia revoluciona a forma como as avaliações são elaboradas por meio de um software de inteligência artificial que cria provas com base em materiais que são inseridos pelos próprios professores, como questões de múltipla escolha, dissertativas, verdadeiro ou falso, entre outras. O software é capaz de analisar as informações contidas nas questões, identificar padrões e criar novas perguntas que estejam alinhadas com o conteúdo abordado. Acesse e saiba mais: https://maieutics.ai

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Inteligência financeira: como padrões e crenças sabotam o bem-estar financeiro  

Inteligência financeira: como padrões e crenças sabotam o bem-estar financeiro

Especialista explica como promover a inteligência financeira por meio do autoconhecimento 

A inteligência financeira vai além da simples capacidade de lidar com números e gerir dinheiro. Ela envolve um entendimento profundo dos padrões e crenças inconscientes que influenciam nossas decisões financeiras diárias. Um estudo publicado pelo economista, Sendhil Mullainathan, e pelo psicólogo Eldar Shafir, no artigo Understanding the Psychology of Scarcity, mostra que nossas atitudes e comportamentos financeiros são moldados por padrões enraizados e crenças inconscientes, muitas vezes estabelecidos durante a infância. Essas crenças podem ser formadas por observações dos comportamentos financeiros dos pais, experiências pessoais e mensagens culturais. 

Segundo a empresária, coach, palestrante e diretora da Febracis Paraná, Daniella Kirsten, embora muitas pessoas se esforcem para alcançar estabilidade e independência financeira, poucos reconhecem que os maiores obstáculos podem estar dentro de suas próprias mentes. “Se alguém cresceu ouvindo que "dinheiro é a raiz de todos os males" ou que "ricos são gananciosos", é provável que essa pessoa desenvolva uma relação negativa com o dinheiro, dificultando sua capacidade de acumular riqueza e gerir suas finanças de maneira saudável. Desenvolver inteligência financeira desde cedo pode fazer uma grande diferença”, explica. 

Daniella conta que esses padrões e crenças inconscientes podem levar a comportamentos sabotadores, como o gasto impulsivo, a incapacidade de poupar, o medo de investir ou a procrastinação na gestão das finanças pessoais. “Nossos valores e crenças, muitas vezes inconscientes, desempenham um papel importante nas nossas decisões financeiras. Se você cresceu ouvindo que “dinheiro não traz felicidade”, pode ter desenvolvido crenças limitantes que afetam negativamente sua relação com as finanças. Essas crenças podem ser verdadeiras sabotadoras da nossa vida financeira, minando nossa confiança e impedindo que tomemos as rédeas das nossas finanças. Frases como “não sou bom com dinheiro” ou “nunca vou conseguir economizar” são profecias auto-realizáveis que precisam ser identificadas e substituídas por pensamentos mais positivos e empoderadores, permitindo uma mudança significativa na nossa vida e na nossa conta bancária”. 

Valores e decisões financeiras

Além das crenças limitantes, nossos valores também exercem uma grande influência sobre nossas decisões financeiras. Por exemplo, se damos mais valor a experiências do que a posses materiais, podemos ser mais propensos a gastar dinheiro em viagens e eventos sociais, em vez de economizar para o futuro. “Compreender nossos valores nos ajuda a alinhar nossas ações financeiras com o que realmente importa para nós, o que é parte integrante da inteligência financeira e nos permite tomar decisões mais informadas e coerentes com nossos objetivos e prioridades. Inteligência financeira, portanto, envolve a capacidade de identificar e reprogramar essas crenças limitantes, substituindo-as por uma mentalidade mais positiva e construtiva em relação ao dinheiro”, afirma a coach. 

O impacto das emoções sobre as finanças

A falta de dinheiro pode gerar medo, ansiedade e insegurança, enquanto o excesso pode trazer culpa e inveja, ambos os cenários criam problemas nos relacionamentos e na saúde mental. “Essas emoções podem influenciar nossas decisões financeiras, levando-nos a escolhas mais conservadoras quando sentimos medo ou ansiedade, ou a riscos excessivos quando estamos eufóricos. Desenvolver inteligência financeira é fundamental para equilibrar essas emoções e tomar decisões saudáveis. Isso pode ajudar a superar o medo e a insegurança relacionados à falta de dinheiro, ou a culpa e a inveja associadas ao excesso, permitindo-nos alcançar uma relação mais equilibrada e saudável com as finanças”, conta Daniella. 

O medo de tomar decisões erradas também pode levar à procrastinação, adiando ações importantes e nos mantendo presos em um ciclo de indecisão, o que pode resultar em falta de controle financeiro e no adiamento de metas importantes. “A procrastinação é uma armadilha comum quando se trata de finanças pessoais, fazendo com que adiemos a criação de um orçamento, a revisão de gastos ou a busca por melhores investimentos, o que pode parecer menos estressante a curto prazo, mas a longo prazo resulta em grandes perdas financeiras. Para superar essa procrastinação, é essencial enfrentar esses medos e tomar decisões proativas para garantir a saúde financeira, desenvolvendo inteligência financeira para tomar controle de nossas finanças e alcançar nossos objetivos”, afirma a coach. 

Desejos e recompensas: um desafio à inteligência financeira

A gratificação imediata é um dos principais motores das compras impulsivas e das dívidas, sendo que a busca por recompensas instantâneas pode levar a decisões financeiras que prejudicam nossos objetivos de longo prazo. “Promoções e liquidações podem intensificar a busca por gratificação imediata, tornando mais fácil cair em compras impulsivas. É preciso reconhecer que a busca por recompensa imediata está profundamente enraizada no nosso cérebro, onde a liberação de dopamina, o hormônio do prazer, pode nos levar a buscar constantemente essa sensação de prazer”, explica Daniella. 

Nesse panorama, a chave para superar esse desafio está em desenvolver inteligência financeira e encontrar maneiras de obter prazer e satisfação que não comprometam as nossas finanças. “Isso permite que tomemos decisões mais informadas e coerentes com nossos objetivos e prioridades, ao invés de ceder às emoções e aos gatilhos que nos levam a compras impulsivas e à acumulação de dívidas. Com inteligência financeira, podemos aprender a controlar esses desejos e recompensas, alcançando uma relação mais saudável com as finanças”, reforça a coach. 

Como promover a inteligência financeira

1 - Identifique as suas crenças limitantes

Faça uma auto análise para identificar quais são suas crenças inconscientes sobre dinheiro. Pergunte a si mesmo quais mensagens sobre dinheiro você internalizou ao longo da vida. 

2 - Faça uma reprogramação mental

Substitua crenças negativas por afirmativas positivas. Por exemplo, mude a crença "dinheiro é escasso" para "há abundância de recursos e oportunidades". 

3 - Invista em educação financeira

Invista em sua educação financeira para compreender melhor como o dinheiro funciona, incluindo aspectos de poupança, investimento e gestão de dívidas. 

4 - Defina de metas

Estabeleça metas financeiras claras e alcançáveis. Metas bem definidas ajudam a direcionar seu comportamento financeiro e manter o foco. 

5 - Faça acompanhamentos e ajustes

Monitore regularmente seu progresso financeiro e esteja disposto a ajustar suas estratégias conforme necessário.

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Música e sabor, a melhor combinação: Jovem Pan FM dá o cardápio  

Música e sabor, a melhor combinação: Jovem Pan FM dá o cardápio

1º Festival Gastronômico Jovem Pan Curitiba será de 9 a 29 de setembro com playlist exclusiva e preços especiais

Algumas das melhores experiências reúnem música e sabor. E é justamente essa a proposta do Festival Gastronômico Jovem Pan Curitiba, o primeiro promovido por uma emissora de rádio na capital paranaense. Aos 30 anos, completados neste ano, líder em audiência, a Jovem Pan FM 103.9 convida o público a degustar um cardápio especial.

O slogan da rádio que trintou é “Sempre Jovem, Sempre Pan”. Ou, traduzindo para a linguagem gastronômica: “Descobrir novos sabores é jovem, apreciar cada sabor é Pan”.

A cereja do bolo do Festival Gastronômico Jovem Pan Curitiba é uma playlist com músicas selecionadas pelos restaurantes participantes, que pode ser degustada aqui. “Você pode ouvir as músicas antes, durante ou depois. Só não pode perder essa jornada deliciosa pelos restaurantes mais badalados da cidade. Um breve spoiler revela que a lista abraça gostos musicais variados - assim como a gastronomia”, diz Fernandinho Eufrasio, gerente de rádios do Grupo Ric e apresentador do programa Boa da Pan, líder absoluto em audiência na faixa de 17 às 19h, em Curitiba.

De 9 a 29 de setembro, menus exclusivos criados especialmente para o 1º Festival Gastronômico Jovem Pan podem ser saboreados por valores fixos de R$ 89,90, R$ 109,90 e R$ 129,90. São entradas, pratos principais e sobremesas que traduzem a essência da boa gastronomia.

Os melhores restaurantes da cidade esperam os ouvintes da Pan e o público em geral, de segunda a segunda, para um almoço descontraído ou um jantar inesquecível, convida Mariah Luz, do IG @O que fazer Curitiba, influenciadora oficial do evento. 

Acompanhe também o @jovempancuritiba1039 da rádio Jovem Pan, com bastidores irados e também a cobertura exclusiva do festival.

O 1º Festival Gastronômico Jovem Pan FM é realizado pela Jovem Pan FM e apresentado por Gold Food e Pride Construtora. A água oficial é Font Life e o apoio é da Agita Aí. Os parceiros de mídia são Jovem Pan News e o portal ric.com.br.

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Vacinação: a importância de combater as notícias falsas  

Vacinação: a importância de combater as notícias falsas

Pesquisa mostra que entre 3 mil entrevistados, 21% relataram ter deixado de vacinar devido a informações negativas em redes sociais

A desinformação sobre vacinas coloca em risco a saúde de crianças e adultos, conforme revela uma pesquisa recente do Conselho do Ministério Público, em parceria com o Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe) e a Universidade Santo Amaro (Unisa). O levantamento, realizado entre janeiro e fevereiro deste ano, mostrou que 21% dos 3 mil entrevistados em todas as regiões do país deixaram de se vacinar ou de vacinar seus filhos após terem sido expostos a informações negativas sobre imunizantes em redes sociais ou no WhatsApp. Além disso, 27% dos entrevistados admitiram sentir medo de vacinas, enquanto 19% as consideram pouco ou nada seguras.

Para a enfermeira especialista em vacinação da Clínica Vacinne, Elisa Lino, essa hesitação em relação à vacinação é preocupante, especialmente quando se considera que a maioria dos brasileiros confia nas vacinas e reconhece sua importância para a saúde pública. "É fundamental que as pessoas entendam que as vacinas passam por rigorosos testes de segurança e eficácia antes de serem disponibilizadas ao público. Os efeitos colaterais graves são extremamente raros e os benefícios da vacinação superam em muito os riscos", afirma.

Responsabilidade social

Elisa explica que a hesitação vacinal não afeta apenas os indivíduos que escolhem não se vacinar, mas também toda a comunidade. “A imunização é uma ferramenta fundamental para a erradicação de doenças e para a proteção das populações mais vulneráveis, como as crianças, idosos e grupos de risco. Quando a cobertura vacinal diminui, aumentam os riscos de surtos de doenças que poderiam ser evitadas, sendo um problema de saúde que afeta toda a população”, comenta.

A queda no número de vacinação é preocupante e tem ajudado na disseminação de doenças que já estavam sob controle, como é o caso da coqueluche, que segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), teve aumento de de 500% no Paraná entre janeiro e a primeira quinzena de junho deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado. "A vacinação é a nossa melhor defesa contra a coqueluche e outras doenças infecciosas. A vacina protege não apenas o indivíduo, mas também garante uma proteção coletiva e ajuda a combater a transmissão. Além disso, quando há um número expressivo de pessoas vacinadas, o vírus encontra dificuldades para circular. Por isso, é fundamental buscar informações corretas e se imunizar conforme o calendário vacinal. A vacinação salva vidas. É uma responsabilidade de todos garantir que as informações corretas prevaleçam e que todos tenham acesso à proteção que as vacinas oferecem", afirma Elisa.

Dicas para combater notícias falsas sobre a vacinação

1. Busque fontes confiáveis

É fundamental consultar as fontes oficiais de saúde, como o Ministério da Saúde, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Sociedade Brasileira de Imunização (SBIM). Além disso, é importante buscar informações em centros de pesquisa reconhecidos, que oferecem estudos e dados comprovados. Outra fonte confiável são os profissionais de saúde, como médicos e enfermeiros, que podem fornecer informações precisas e atualizadas sobre vacinas.

2 - Utilize as redes sociais com responsabilidade

Ao utilizar as redes sociais, é fundamental fazê-lo com responsabilidade em relação às informações sobre vacinas. Para isso, é essencial compartilhar apenas conteúdo verificado e fontes confiáveis. Além disso, denuncie as fake news, utilizando as ferramentas das plataformas sociais para denunciar conteúdos falsos ou enganosos sobre vacinas. Ao fazer isso, você estará contribuindo para a disseminação de informações precisas e ajudando a prevenir a propagação de fake news que podem causar confusão e danos à saúde pública.

3 - Promova diálogos abertos

Para promover a conscientização e a educação sobre vacinas, é fundamental promover diálogos abertos e construtivos. Isso pode ser feito por meio de conversas construtivas, estando aberto a discutir dúvidas e preocupações sobre vacinas com amigos e familiares de maneira respeitosa e informada, fornecendo informações precisas e atualizadas. Além disso, compartilhe experiências positivas sobre vacinação, demonstrando os benefícios reais e a segurança das vacinas, o que pode ajudar a inspirar confiança e persuadir os outros a se vacinarem.

4 - Mantenha-se atualizado

Acompanhe as novidades e atualizações sobre vacinas e saúde pública através de fontes confiáveis e profissionais de saúde.

5 - Incentive a consulta com profissionais de saúde

Incentive amigos e familiares a consultarem seus médicos para obterem informações corretas e atualizadas sobre vacinas e sempre que possível, reforce a mensagem de que a vacinação é uma prática segura e eficaz para prevenir doenças graves.

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Quais erros as startups devem evitar na parceria com grandes empresas  

Quais erros as startups devem evitar na parceria com grandes empresas

*Por Fabiano Nagamatsu, CEO da Osten Moove

Na corrida por reconhecimento e crescimento acelerado, muitos fundadores de startups veem as grandes empresas como uma “tábua de salvação”. No entanto, a realidade não é bem assim: fechar uma parceria com uma grande companhia pode ajudar uma startup a ganhar escala, mas também pode prejudicar seu desenvolvimento e inovação e, nos casos mais extremos, até mesmo acabar com o seu negócio.

Um exemplo marcante de uma startup que, ao se associar com grandes empresas, acabou falindo, é o caso do Quibi. Lançado em abril de 2020, o Quibi era um serviço de streaming que visava oferecer conteúdo de vídeo em formato curto, ideal para consumo em dispositivos móveis. A plataforma recebeu um investimento significativo de cerca de US$ 1,75 bilhão e estabeleceu parcerias com grandes estúdios de Hollywood para a produção de conteúdo exclusivo.

Porém, em outubro de 2020, apenas seis meses após seu lançamento, o Quibi anunciou que estava encerrando suas operações. A combinação de alto investimento, parcerias desbalanceadas e falta de adaptação ao mercado levou a startup ao fracasso, apesar do apoio de organizações importantes. Portanto, existem momentos e formas adequadas para buscar essas parcerias, que, se não forem bem manejadas, podem ser prejudiciais para as startups.

O momento certo para buscar parcerias

É crucial considerar o momento certo para buscar uma parceria com companhias consolidadas. Na maioria das vezes, quanto mais tarde, melhor. Startups muito jovens ainda não têm um produto ajustado ao mercado (market fit), e ter uma corporação grande por trás pode resolver problemas, mas também pode sufocar a empresa se a atitude não for adequada.

Para startups que já possuem um produto validado no mercado, a parceria com grandes organizações pode começar em outro patamar. Empresas grandes podem trazer valor significativo ao se tornarem clientes, endossando e distribuindo produtos. No entanto, há exceções para startups que demandam grande capital, como as de hardware, onde uma parceria inicial pode ser benéfica.

Um exemplo real dessa dinâmica bem-sucedida é a Slack, uma plataforma de comunicação empresarial que se tornou uma das ferramentas mais populares para colaboração no ambiente de trabalho. Em 2020, a Slack anunciou uma parceria significativa com a IBM, uma das maiores companhias de tecnologia do mundo. A IBM decidiu implementar o Slack como a plataforma principal de comunicação interna para todos os seus 350 mil funcionários em todo o mundo. Esse movimento não apenas validou a eficácia e a utilidade do produto da Slack, mas também solidificou sua posição no mercado como uma ferramenta essencial para grandes corporações.

Evitando ofertas de serviços gratuitos

Um erro comum é a oferta de serviços gratuitos por períodos longos. Se uma solução resolve um problema real e vale a pena o investimento de tempo e recursos, é importante que o serviço seja pago. Testar a solução por dois ou três meses é razoável, mas oferecer serviços gratuitos por mais tempo pode gerar problemas de caixa para as startups, além de criar uma relação desequilibrada.

Lembre-se do que aconteceu com a Homejoy, uma startup lançada em 2010 que rapidamente cresceu oferecendo serviços de limpeza residencial com bons descontos e, em muitos casos, serviços gratuitos para atrair novos clientes. A empresa conseguiu levantar US$ 38 milhões em investimentos de capital de risco e expandiu suas operações para várias cidades nos Estados Unidos.

Essa estratégia inicial ajudou a empresa a aumentar rapidamente sua base de clientes, mas também criou uma série de problemas. Ao oferecer serviços gratuitos ou com descontos consideráveis, a Homejoy lutou para gerar receita suficiente para cobrir seus custos operacionais. Isso levou a um esgotamento rápido de seus recursos financeiros.

Além disso, os clientes se acostumaram a pagar pouco pelos serviços, tornando difícil para a Homejoy ajustar os preços para um nível sustentável sem perder uma parte significativa de sua base de usuários. A estratégia de preços baixos criou uma relação desequilibrada, onde os clientes esperavam serviços de alta qualidade por preços muito baixos, colocando pressão adicional sobre os funcionários e afetando a qualidade do serviço.

Em julho de 2015, apenas cinco anos após seu lançamento, a Homejoy anunciou que estava encerrando suas operações. A organização citou desafios financeiros e ações legais relacionadas à classificação de seus trabalhadores como contratados independentes em vez de empregados como razões para o fechamento.

Defendendo o valor do produto

No início das parcerias, é fundamental que as startups defendam o valor de seus produtos. Quando alguém deseja usar o serviço de graça, o empreendedor deve se levantar e defender o valor que está criando e a qualidade dos seus serviços. Se a empresa quiser estabelecer uma parceria, ela precisa pagar o valor justo pelo serviço.

O Foursquare, lançado em 2009, rapidamente se tornou popular por permitir que os usuários fizessem check-ins em diferentes locais e compartilhassem suas atividades com amigos. A startup chamou a atenção de grandes organizações que queriam usar seus dados de localização para direcionar campanhas de marketing e melhorar suas estratégias de negócios.

No início, companhias de renome tentaram utilizar os dados e serviços do Foursquare gratuitamente, na esperança de explorar a nova tecnologia sem custo. No entanto, os fundadores, Dennis Crowley e Naveen Selvadurai, entenderam a importância de defender o valor de seu produto. Eles insistiram que as empresas pagassem pelo acesso aos dados e serviços, destacando a qualidade e a exclusividade das informações que o Foursquare oferecia.

Essa postura firme ajudou o Foursquare a estabelecer parcerias lucrativas com grandes organizações como Starbucks e Microsoft. Ao defender o valor de seu serviço, o Foursquare não só garantiu uma fonte sustentável de receita, mas também solidificou sua posição no mercado como uma ferramenta valiosa para marketing baseado em localização.

Portanto, as parcerias entre startups e grandes empresas podem ser extremamente benéficas quando feitas no momento certo e de maneira equilibrada. Mas lembre-se de que essas gigantes não são um “senhor bonzinho” que deseja ajudar sua startup a crescer apenas porque ama fazer o bem. Elas têm metas e interesses e estão em busca de uma parceria comercial que seja benéfica para elas. Desse modo, não caia em ilusões; adote uma abordagem estratégica e consciente, para que essas parcerias possam alavancar o crescimento e o sucesso de ambas as partes.

*Fabiano Nagamatsu é CEO da Osten Moove, empresa que faz parte da Osten Group, é uma Aceleradora Venture Studio Capital focada no desenvolvimento de inovação e tecnologia. Conta com estratégias e planejamentos baseados no modelo de negócio de startups voltadas ao mercado gamer – Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Sobre a Osten Moove

A Osten Moove faz parte da Osten Group. Trata-se de uma Aceleradora Venture Studio Capital focada no desenvolvimento de inovação e tecnologia. Conta com estratégias e planejamentos baseados no modelo de negócios de startups voltadas ao mercado gamer. Além de realizar networking com o ecossistema de empreendedorismo e comunidades de startups do Brasil, conta com um time de especialistas prontos para oferecer desenvolvimento tecnológico, gestão estratégica e mentorias focadas em estrutura de governança.

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