Metodologia educacional brasileira chega na Europa  

Metodologia educacional brasileira chega na Europa

Plataforma De Criança Para Criança está sendo aplicada em escolas da Alemanha, Finlândia, Dinamarca, Espanha e Ucrânia

Presente em 95 escolas brasileiras, a metodologia educacional infantil De Criança Para Criança (DCPC) chegou na Europa, começando pela Espanha, agora com sede na Finlândia, indo para a Alemanha, Dinamarca e Ucrânia. Como explica Giba Barroso, cofundador e CEO do DCPC, e seu sócio Vitor Azambuja, cofundador e diretor criativo do DCPC, a sede na Finlândia com o apoio do governo local será a base para levar o programa para outros países do continente.

“Nossa metodologia inova no sentido de transformar as histórias criadas pelos alunos em desenhos animados narrados ou jogos (gamificação) e o governo finlandês tem interesse em desenvolver esse conhecimento”, diz Giba.

O convite para abrir uma empresa em Helsinque (capital finlandesa) surgiu em dezembro de 2023, quando os fundadores do DCPC participaram do HundrED Innovation Summit 2023 (como destaque de projeto brasileiro em educação), que acontecia na cidade. O DCPC terá mentoria do governo finlandês e Giba se mudou para a Finlândia, de modo a estruturar o projeto in loco.

Segundo o HundrED, organização global de educação situada na Finlândia, cuja missão é ajudar a melhorar a educação por meio de inovações importantes, o DCPC está entre as 100 melhores e mais brilhantes inovações mundiais para a educação.

Na metodologia do DCPC, crianças do Ensino Fundamental usam a criatividade e ferramentas tecnológicas para criar histórias com roteiro, desenhos e narração em sala de aula com os conteúdos aprendidos. Os arquivos digitalizados são enviados à plataforma do DCPC para serem transformados em animação. Ao todo, o DCPC já produziu 2,8 mil animações infantis e atendeu mais de 75 mil alunos. Os vídeos podem ser assistidos no canal do DCPC no YouTube (https://www.youtube.com/@decriancaparacrianca).

Nas escolas da Europa, o diretor criativo revela que já foram produzidas 32 animações em cerca de 30 escolas, envolvendo 400 alunos e 35 professores. “Estamos crescendo muito rápido e esperamos atingir por volta de 100 escolas até o fim do ano”,continua Vitor.

Sobre Giba Barroso - Especialista em educação e gamificação, um dos responsáveis pelo projeto Criando Juntos, do De Criança Para Criança, que tem como um dos objetivos a autonomia das crianças em sala de aula quando falamos de aprender por meio de games, vídeos, histórias e o digital. É brasileiro nascido em São Paulo. Formado em Administração, trabalhou em diversos segmentos, mas se especializou no segmento de Pay Tv, atuando desde seu início no Brasil, distribuindo HBO até ser diretor da Sony Pictures. Lançou vários canais como AXN, Warner, Sony, Cinemax, HBO, E!, History Channel e E!. Em 2015 largou o segmento de Pay Tv para lançar o programa De Criança para Criança. Gilberto é o presidente da empresa e tem como propósito fazer com que crianças do mundo todo aprendam e compartilhem conhecimento de forma criativa e democrática.

Sobre Vitor Azambuja - Especialista em criação, diretor de arte e artista plástico. Formado em publicidade e piano clássico, trabalhou em diversas agências de propaganda, criando filmes e anúncios para grandes anunciantes. Um dos criadores do programa De Criança Para Criança, é sócio e diretor criativo da empresa. Foi premiado em festivais de propaganda no Brasil e no exterior. Realizou exposições de pinturas em São Paulo, Rio de Janeiro, Nova Iorque, Miami e Paris. Seu propósito é fazer com que as crianças do mundo inteiro aprendam desenvolvendo a sua criatividade.

Sobre o De Criança para Criança

O programa De Criança para Criança (DCPC) oferece um leque de metodologias de educação híbrida para escolas de todo o mundo. Do futuro para a escola, a proposta é oferecer às crianças a oportunidade de serem protagonistas, colocando-as no centro da aprendizagem. Através de uma plataforma simples, os professores são orientados a serem mediadores, fazendo com que os próprios alunos desenvolvam conhecimento sobre temáticas diversas. A partir de discussões, constroem coletivamente histórias, fazem desenhos e gravam locuções relativas às narrativas criadas, que posteriormente serão transformadas em animações feitas pelo DCPC, expandindo os horizontes educacionais.

Site: https://www.decriancaparacrianca.com.br/pt/

Instagram: https://www.instagram.com/decriancaparacrianca/

YouTube: https://www.youtube.com/user/decriancaparacrianca

Facebook: https://www.facebook.com/DeCriancaParaCrianca/

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Natura Kaiak apresenta ao público de Florianópolis fragrâncias criadas com tecnologia exclusiva que traduz sons e cores capturados em uma expedição marítima  

Natura Kaiak apresenta ao público de Florianópolis fragrâncias criadas com tecnologia exclusiva que traduz sons e cores capturados em uma expedição marítima

Público poderá conhecer de 11 a 13 de outubro, no Jurerê Open, a tecnologia VibraScent em imersão dentro de uma cabine, além de participar de game com a chance de ganhar uma fragrância, feminina ou masculina, e descontos

Natura Kaiak desembarca em Floripa neste fim de semana, de 11 a 13 de outubro, para apresentar as novas fragrâncias de Natura Kaiak em ativação no Jurerê Open. O público poderá conhecer a tecnologia exclusiva que traduz sons e cores em notas olfativas, em imersão dentro de uma cabine, experimentar os produtos e participar de game que dá a possibilidade de ganhar uma fragrância, feminina ou masculina, além de faturar descontos para compras nas lojas físicas e online da Natura.

Criada e desenvolvida em sua totalidade por cientistas e pesquisadores da marca, a Tecnologia VibraScent*, como foi batizada, é a primeira tecnologia com patente requerida da perfumaria Natura. O anúncio vem acompanhado do lançamento de Kaiak Sonar, nova linha de fragrâncias de Natura Kaiak, marca líder em perfumaria nos lares brasileiros*.

De acordo com Artur Placeres Neto, Ph.D. em Ciências Naturais e Gerente Científico Sênior da Natura, a inovação relaciona a frequência das vibrações em moléculas olfativas, tornando possível para a Natura traduzi-los em fragrâncias onde 100% dos ingredientes vibram na mesma frequência que sons e cores do mar. Desenvolvida com base em um estudo imersivo a respeito do funcionamento do sistema olfativo, VibraScent* parte da premissa de que tudo no mundo é feito de átomos e moléculas que vibram. A partir da medição das frequências dessas vibrações, pode-se realizar uma correlação entre moléculas de sentidos diferentes (visão, audição e olfato).

Tatiana Ponce, vice-presidente de Marca e Inovação da Natura, destaca que, assim como o oceano, o novo Kaiak Sonar não tem barreiras para oferecer uma verdadeira experiência sensorial. “Ao integrar as vibrações do mar na composição das fragrâncias, criamos uma sinfonia de cheiros que encantam os sentidos”, ressalta. “Traduzimos os sons e cores que viajam pelas águas para uma essência vibracional que estimula os sentidos mais profundos e fazem essa ponte entre o mundo real e as nossas experiências pessoais”, complementa.

Inspirada no conceito de Blue Mind, ciência que aborda os benefícios emocionais e psicológicos que os ambientes aquáticos têm sobre os seres humanos, como efeitos revitalizantes e de bem-estar sobre o cérebro e sistema nervoso, a nova fragrância foi elaborada para ativar os sentidos de maneira inovadora.

A perfumista exclusiva da Natura, Verônica Kato, em colaboração com perfumistas nacionais e internacionais, selecionou ingredientes traduzidos pela Tecnologia VibraScent* que foram capturados em uma expedição marítima da Voz dos Oceanos da família Schurmann e criou duas fragrâncias, Masculina e Feminina, que vibram na mesma frequência do mar. Uma verdadeira viagem sensorial. “Kaiak Sonar é uma celebração da inovação e da conexão com a natureza, elevando a marca para outra dimensão”, comenta. “A ideia foi criar fragrâncias que representam a diversidade de sensações do mar, e que materializam essa magia entre os sentidos: o que você escuta e vê, para o que você cheira. A Tecnologia VibraScent* associada a travessia marítima foram fundamentais para atingir esse objetivo e permitir com que eu co-criasse com o mar uma fragrância multifacetada e com toda a potência do frescor para o público brasileiro”, finaliza.

A experiência sensorial inédita oferecida pela Colônia Kaiak Sonar está disponível em embalagens de 100ml, proporcionando uma duração de até 8h na pele, reunindo notas marinhas e aquosas, semelhantes à maresia. A masculina possui um toque amadeirado e a feminina possui um toque floral. As fragrâncias são uma homenagem ao espírito aventureiro e à conexão entre ser humano e a natureza aquática, refletindo o compromisso da Natura com a regeneração e a inovação. 

Diretrizes sustentáveis da linha Kaiak

Assim como as demais fragrâncias da marca, Kaiak Sonar conta com as tampas das embalagens feitas com mais de 50% de plástico reciclado retirado do litoral brasileiro.

Desde seu relançamento em 2022, a marca foi responsável por utilizar mais de 230 toneladas de plástico reciclado em suas embalagens - o equivalente ao peso de 115 milhões de tampinhas plásticas, evitando que alcancem o destino mais comum: o mar, reafirmando seu compromisso de apoiar a regeneração do oceano.

Toda a circularidade envolvida em Kaiak corrobora com as metas da Visão 2030 da Natura América Latina. Até 2030, a empresa tem o compromisso de tornar 100% de suas embalagens recicláveis, reutilizáveis ou biodegradáveis; e 50% de todo o plástico usado deverá ter sua origem na reciclagem pós-consumo. O lançamento de Kaiak Sonar marca um novo capítulo para a Natura, oferecendo aos consumidores opções que combinam tradição e inovação, e que reforçam o compromisso da empresa com produtos que respeitam e celebram a natureza. 

*Patente requerida em: Brasil, Argentina, Chile, México, Equador, Colômbia, Peru, Bolívia, Malásia, EUA, União Europeia, Canadá.

*Fonte: Kantar, Divisão Worldpanel | Painel de Consumidores l Participação do Mercado em Valor, Volume e Penetração | T. Canais entre Categorias de Beleza | Total Brasil l Categoria: Perfumaria l Ano Móvel Junho 2024. 

Sobre a Natura

Fundada em 1969, a Natura é uma multinacional brasileira de higiene e cosmética. Conta com 2 milhões de consultoras na América Latina, sendo líder no setor de venda direta no Brasil. Faz parte de Natura, resultado da combinação entre as marcas Avon e Natura. A Natura foi a primeira companhia de capital aberto a receber a certificação de empresa B no mundo, em dezembro de 2014, o que reforça sua atuação transparente e sustentável nos aspectos social, ambiental e econômico. É também a primeira empresa brasileira a conquistar o selo "The Leaping Bunny", concedido pela organização de proteção animal Cruelty Free International, em 2018, que atesta o compromisso da empresa com a não realização de testes em animais de seus produtos ou ingredientes. Com operações na Argentina, Chile, Colômbia, Estados Unidos, França, México, Peru e Malásia, os produtos da marca Natura podem ser adquiridos com as Consultoras de Beleza, por meio do e-commerce, app Natura, nas lojas próprias ou nas franquias "Aqui tem Natura". Para mais informações, visite www.natura.com.br ou acesse os perfis da empresa nas redes sociais: LinkedIn, Facebook e Instagram. 

Natura no Rock in Rio Brasil 2024

Natura e Rock in Rio se unem pela terceira vez em mais uma parceria de sucesso. Em 2024, a Natura, marca líder em beleza e cuidados pessoais no Brasil e na América Latina, se junta ao maior festival de música e entretenimento do mundo com o convite "E se nosso corpo pudesse sentir mais o Rock in Rio?", que traduz a combinação da potência sensorial de seus produtos com a potência da música para despertar emoções, gerando o festival mais memorável de todos os tempos. Com a parceria, a Natura co-patrocina o Palco Sunset, o palco dos grandes encontros e queridinho do público e da crítica, e que chega na edição que celebra os 40 anos do Rock in Rio com a mesma boca de cena que o gigante Palco Mundo, reforçando seu propósito de despertar sensações que tiram as pessoas da apatia, promovendo a união coletiva por um mundo melhor e de melhores relações entre as pessoas, proporcionando bem-estar por meio de seus produtos e experiências

 

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Profissionais com mais de 40 e 50 anos ganham espaço no mercado de trabalho  

Profissionais com mais de 40 e 50 anos ganham espaço no mercado de trabalho

Pesquisa mostra que a participação de trabalhadores com 40+ chegou a 44,1% no segundo trimestre de 2024

Mesmo em meio às dificuldades econômicas intensificadas pela pandemia, o mercado de trabalho brasileiro registra um crescimento na participação de profissionais com mais de 40 anos. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que essa faixa etária passou de 42,9% no quarto trimestre de 2019 para 44,1% no segundo trimestre de 2023, representando um aumento de 1,7 milhão de pessoas. Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta que 57% da força de trabalho no Brasil será composta por indivíduos com mais de 45 anos até 2040.

Segundo o consultor de carreira e negócios da ESIC Internacional, Alexandre Weiler, as empresas estão percebendo que a maturidade dos profissionais 40+ é uma vantagem competitiva. “Diferente dos profissionais mais jovens, os 40+ já enfrentaram diferentes crises e têm uma habilidade natural de adaptação que os mais jovens ainda não adquiriram, sendo esse um ponto importante quando olhamos para dentro das organizações modernas. Além disso, a inclusão de profissionais mais maduros é uma oportunidade de trazer equilíbrio para as equipes e melhorar a performance da empresa", afirma.

Fatores por trás do envelhecimento da força de trabalho

O aumento da longevidade, a queda nas taxas de natalidade e as recentes mudanças nas regras de aposentadoria são alguns dos fatores que explicam esse fenômeno. Segundo projeções do IBGE, até 2060, um quarto da população brasileira terá mais de 65 anos. Além disso, a reforma da Previdência introduziu a necessidade de permanecer mais tempo no mercado de trabalho, e a crise econômica tem levado muitas pessoas a buscarem uma renda complementar. “Com o envelhecimento da população brasileira, torna-se imperativo que o mercado de trabalho se adapte para incluir e valorizar os talentos maduros, garantindo que a experiência e a sabedoria desses profissionais contribuam para o desenvolvimento econômico e social do país. Além disso, é possível notar que as empresas enfrentam dificuldades na retenção de jovens qualificados, especialmente em áreas como tecnologia. Isso tem forçado muitas delas a reconsiderar os profissionais mais velhos, que oferecem resiliência e experiência acumulada, duas características essenciais para enfrentar períodos de instabilidade econômica, como o que estamos vivendo”, explica o consultor.

Ainda que a valorização dos profissionais mais maduros esteja acontecendo, ela não acompanha a velocidade do envelhecimento da população. Pesquisa do InfoJobs, realizada em 2021, que revelou que 70% dos profissionais com mais de 40 anos relataram ter sofrido preconceito etário em processos seletivos ou no ambiente de trabalho. “Esse fenômeno, conhecido como etarismo, ainda representa um grande obstáculo para a inclusão plena de talentos 40+. No entanto, algumas grandes organizações já estão se movimentando para corrigir essa miopia”, afirma Weiler.

Diversidade etária: um diferencial estratégico

Apesar das dificuldades, um estudo da Deloitte, realizado com 215 empresas, revelou que 25% dessas companhias já possuem grupos de afinidade voltados para profissionais com mais de 50 anos, e 37% desses grupos foram criados em 2021. Além disso, 34% das empresas que ainda não têm uma estratégia voltada para a diversidade etária planejam adotar ações nesse sentido nos próximos dois anos. "O preconceito etário é uma barreira que ainda precisa ser quebrada, mas já estamos vendo sinais positivos de mudança. Empresas que adotam políticas de diversidade etária estão percebendo um aumento na inovação e na capacidade de resposta às demandas do mercado", reforça o consultor.

Embora ainda haja um longo caminho a ser percorrido, algumas empresas começam a reconhecer que a diversidade etária é um diferencial estratégico, especialmente em tempos de incertezas. "Há uma vertente ainda míope, mas há empresas saindo na frente com ações concretas que vão torná-las mais preparadas para a mudança demográfica. Diversidade traz inovação, e isso começa a ser estratégico Essas iniciativas não apenas ajudam a combater o preconceito, mas também tornam as empresas mais competitivas, à medida que profissionais experientes contribuem com sua capacidade de adaptação e sua visão de longo prazo, promovendo um ambiente de trabalho mais equilibrado e produtivo", afirma.

Weiler reforça que com o envelhecimento da população brasileira, é essencial que o mercado de trabalho se adapte para incluir e valorizar os talentos maduros, garantindo que a experiência e a sabedoria desses profissionais contribuam para o desenvolvimento econômico e social do país. "Não se trata apenas de inclusão por justiça social, mas de uma estratégia de negócios. Empresas que souberem aproveitar a diversidade etária estarão mais bem posicionadas para enfrentar os desafios futuros", finaliza.

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Redução na tributação do ganho de capital imobiliário: uma janela de oportunidade  

Redução na tributação do ganho de capital imobiliário: uma janela de oportunidade

No último dia 16 de setembro, foi publicada a Lei nº. 14.973/2024, que recebeu grande atenção da mídia pelo fato de ter trazido regras de transição para a chamada “reoneração” da folha de pagamentos, programada para ocorrer, de forma progressiva, até o fim de 2027.

Ocorre que, além dessa alteração, a nova lei veiculou uma série de outras modificações na legislação tributária, às quais se deu destaque muito menor.

Dentre elas está uma importante previsão relacionada à tributação sobre o ganho de capital na venda de bens imóveis (arts. 6º ao 8º da lei).

Isso porque a lei abre uma janela de oportunidade para as pessoas físicas e jurídicas atualizarem o valor dos seus imóveis a valor de mercado, arcando, nessa atualização, com uma tributação significativamente menor do que a que incidiria se promovessem, neste momento, a alienação ou baixa desses bens.

Trazer esses bens a valor de mercado implica a perspectiva de os seus titulares experimentarem, no futuro, um impacto tributário muito menor do que o que sofreriam se os mantivessem, na declaração de ajuste anual, ou na contabilidade, pelos valores atuais.

Segundo a nova lei, para as pessoas físicas que promoverem essa atualização, a diferença entre o valor constante da última declaração e o valor de mercado será tributada, em caráter definitivo, à alíquota de 4%; já para as pessoas jurídicas que assim procederem, a diferença entre o custo de aquisição e o valor de mercado será tributada à razão total de 10%, sendo 6% relativos ao imposto de renda (IRPJ) e 4% relativos à contribuição social sobre o lucro (CSLL).

Ou seja, há, aí, a perspectiva de uma redução de cerca de 70% em relação à tributação ordinariamente aplicável à alienação de bens imóveis. Afinal, nas pessoas físicas, o ganho de capital (diferença entre o custo de aquisição e o valor de alienação) é tributado à razão de 15% a 22,5%; já nas pessoas jurídicas, como regra, ele é tributado à razão de aproximadamente 34% (sendo 25% do IRPJ e 9% da CSLL) sobre a diferença entre o valor de alienação e o valor contábil.

Naturalmente, a benesse não vem de graça. Há uma importante condição para o aproveitamento integral do benefício: o imóvel deve permanecer no patrimônio do declarante pelos próximos 15 anos, contados do momento em que se fizer a atualização. Se o imóvel for alienado antes desse prazo, o impacto positivo dessa atualização será total ou parcialmente perdido. Aliás, em alguns casos, promover a atualização pode resultar, no todo, numa tributação até pior do que a que seria aplicável mantidas as coisas como estão.

Por exemplo, caso a alienação do bem cujo valor tenha sido atualizado a valor de mercado ocorra em até 3 anos contados dessa atualização, a apuração do ganho de capital será feita considerando “... o custo do bem imóvel antes da atualização”. Ora, num caso assim, os tributos pagos agora, em razão da atualização, terão sido suportados a custo perdido. Afinal, a tributação paga agora será definitiva e, no futuro, a atualização não terá impacto algum na definição da base de cálculo do tributo.

Considerando os percentuais de aproveitamento da atualização a que a lei se refere, promover essa atualização só fará algum sentido se o titular do imóvel não tiver a intenção de aliená-lo antes de decorridos pelo menos cinco anos. Afinal, se assim proceder, ele aproveitará menos de 32% da diferença entre o valor original e o valor atualizado na apuração do seu ganho de capital e, portanto, perderá toda a vantagem concedida pela lei – que é de aproximadamente 70%, como mencionado.

E a tomada de decisão torna-se ainda mais difícil quando se leva em consideração a necessidade de sua compatibilização com outras regras do sistema tributário.

Por exemplo, a lei nº. 14.973/2014 não distingue as pessoas jurídicas segundo o regime tributário. Trata todas da mesma forma. Ocorre que as pessoas jurídicas optantes pelo Simples Nacional não se sujeitam às mesmas regras de tributação sobre o ganho de capital que as demais. Aplicam-se ao ganho de capital por elas auferido as mesmas alíquotas previstas para as pessoas físicas (Lei nº. 13.259/2016, art. 2º), entre 15% e 22,5%, contra os cerca de 34% aplicáveis às demais pessoas jurídicas. Isso deve reduzir significativamente o interesse de qualquer pessoa inscrita nesse regime a aderir à oportunidade de atualização concedida pela lei.

A seu turno, as vendas de bens imóveis rurais são geralmente tributadas em função da diferença entre o valor da terra nua (VTN) do ano de aquisição e o VTN do ano de alienação (art. 19 da Lei nº. 9.393/1996). Assim, para os titulares de imóveis rurais, a atualização do valor declarado ou do valor contábil do imóvel a montantes de mercado tende a ser completamente irrelevante para fins tributários.

Outro ponto a observar é que as pessoas físicas cujos imóveis têm data de aquisição mais antiga já contam com importantes fatores de redução do ganho de capital, como os previstos no art. 18 da Lei nº. 7.713/1988 e no art. 40 da chamada “Lei do Bem” (Lei nº. 11.196/2005). E há, no mínimo, severa dúvida a respeito da possiblidade de cumular a aplicação desses fatores de redução com os da nova lei. Mesmo que se possa cogitar de uma interpretação nesse sentido, não há previsão expressa que forneça segurança quanto a isso.

Além disso, há, ao que parece, uma incongruência na lei quando permite a atualização incentivada, a valor de mercado, do “... valor dos bens imóveis constantes no ativo permanente...” das pessoas jurídicas – isto é, permite a atualização do valor contábil desses bens – mas só permite tributar de forma incentivada “... a diferença [do valor de mercado] para o custo de aquisição...”. Ora, o ganho de capital das pessoas jurídicas não é calculado pela diferença entre o valor de alienação e o custo de aquisição, mas, sim, pela diferença entre o valor de alienação e o valor contábil (Lei nº. 8.981/1995, art. 32, §2º e Lei nº. 9.430/1996, arts. 25, §1º e 27). E o valor contábil, com grande frequência, não corresponde ao custo de aquisição, pois considera, por exemplo, a influência da depreciação, que geralmente não alcança terrenos, mas alcança edificações. Diante disso, a pergunta que fica é a seguinte: o que fazer com a diferença entre o custo de aquisição e o valor contábil? Não tributa? Tributa pelas regras gerais? Segue a mesma regra da lei nova, interpretando-se “custo de aquisição” com o sentido de “valor contábil”?

Finalmente, também não se deve perder de vista a possibilidade de, no futuro próximo, haver alterações na legislação tributária que maximizem ou minimizem os efeitos da escolha feita nesse momento. Essa dificuldade é inerente a praticamente todo planejamento tributário, mas, num período de reforma tributária, é também conveniente ficar de olho nas notícias.

Enfim, como dito, há uma janela de oportunidade, cujas dimensões, no entanto, são relativamente incertas.

Certa, mesmo, é a curtíssima extensão temporal dessa oportunidade, pois, segundo a lei, não apenas a opção por promover a atualização, como o pagamento dos tributos dela resultantes deverão ser feitos em até 90 dias contados da publicação da lei, ou seja, até 14/12/2024.

A Receita Federal deve regulamentar a questão, mas isso, ao que parece, não ocorreu até o momento.

Não há, portanto, muito tempo para o cálculo de custo-benefício, de modo que, quem considerar que se pode beneficiar da possibilidade franqueada pela lei deve apressar-se em promover essa análise.

Advogado especialista em Direito Tributário da Assis Gonçalves, Nied e Follador – Advogados, Guilherme Follador

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Estratégias autênticas de marketing digital são essenciais para se diferenciar no setor da saúde, afirma especialista  

Estratégias autênticas de marketing digital são essenciais para se diferenciar no setor da saúde, afirma especialista

Éber Feltrim, CEO da SIS Consultoria, explica como campanhas digitais inovadoras ajudam a criar uma imagem de confiança, atrair pacientes e se destacar no mercado

O setor de saúde enfrenta uma crescente competitividade impulsionada pelos avanços tecnológicos e uma mudança significativa nas expectativas dos pacientes. De acordo com um relatório da Press Ganey deste ano, 71% dos pacientes consideram o atendimento ao cliente tão importante quanto a qualidade do tratamento. Além disso, uma pesquisa da Salesforce revelou que 92% dos profissionais de marketing da área da saúde têm focado na personalização da comunicação para aumentar a fidelização e captação de novos clientes.

Os pacientes buscam apenas um atendimento médico de qualidade, mas também de uma experiência completa, que garanta sua satisfação desde o agendamento online até o pós-atendimento. Isso cria uma pressão para que clínicas e hospitais se diferenciem em um mercado cada vez mais saturado. Diante desse cenário, as instituições precisam adotar estratégias inovadoras e autênticas de marketing para se destacarem, de modo a oferecer uma jornada cada vez mais envolvente para os pacientes.

Segundo Éber Feltrim, CEO da SIS Consultoria, que oferece estratégias de qualidade para gestão de negócios na área da saúde, em um mercado onde os pacientes são mais exigentes e informados, as instituições precisam criar uma imagem de confiança e valor, indo além do atendimento clínico. “O que realmente diferencia uma clínica ou hospital é a capacidade de entregar uma experiência positiva e integrada, desde o primeiro ponto de contato digital até o acompanhamento pós-tratamento. Esse alinhamento com as expectativas dos pacientes é o que define o sucesso no setor atualmente”, explica.

Presença digital é essencial

No ambiente digital, as pessoas esperam facilidade e acesso rápido à informação, especialmente as das novas gerações. Segundo as pesquisas, mais de 70% dos pacientes da geração Y (os Millennials, nascidos entre 1981 e 1996) e da geração Z (nascidos entre 1997 e 2012) preferem agendar consultas online, e 60% deles utilizam seus smartphones para pesquisar prestadores de serviços.

Isso torna a presença digital essencial para qualquer instituição de saúde que queira atrair pacientes. “A criação de uma marca forte é fundamental. Isso inclui desde um site otimizado para dispositivos móveis até a presença ativa nas redes sociais, onde os pacientes podem se engajar com a clínica”, ressalta Feltrim.

Além disso, a adoção de plataformas de agendamento e prontuários eletrônicos não apenas melhora a eficiência operacional, como contribui para uma experiência de paciente mais dinâmica e fluida. “As empresas que adotam novas tecnologias de forma eficiente mostram para o cliente sua atuação inovadora e compromisso com o diálogo, praticidade e o cuidado centrado no paciente”, detalha o especialista.

Marketing de conteúdo personalizado

No marketing de saúde, o conteúdo educacional e campanhas publicitárias focadas em temas de interesse do público são extremamente eficazes. O uso de vídeos informativos sobre procedimentos médicos e testemunhos reais de pacientes ajuda a fortalecer a confiança e a reputação da instituição. “Vídeos sobre temas comuns como cuidados pós-operatórios ou a apresentação de um novo serviço são excelentes estratégias para mostrar o comprometimento da clínica, de forma factual e autêntica”, sugere Feltrim.

Entre as tendências de marketing atuais estão o uso de inteligência artificial (IA) e o marketing preditivo, que estão ganhando cada vez mais espaço no setor de saúde. A IA pode ser utilizada para prever a demanda por serviços de saúde, personalizar campanhas e até auxiliar na automação do atendimento através de chatbots que respondem perguntas frequentes e ajudam no agendamento de consultas. “A análise do comportamento do paciente por meio dessas ferramentas permite antecipar suas necessidades e ajustar campanhas para atendê-los da melhor forma possível”, explica o especialista.

Isso melhora a experiência do usuário ao reduzir tempos de espera e fornecer respostas rápidas e precisas. Para Feltrim, outro ponto-chave para identificar melhorias é o uso de métricas e ferramentas de análise, como o Net Promoter Score (NPS), que medem o nível de satisfação e ajudam a ajustar campanhas de acordo com o feedback dos pacientes. “Priorizar a experiência do cliente com a avaliação contínua dos serviços prestados ajuda a transformar desafios dos processos internos em oportunidades de crescimento”, ressalta.

Sobre a SIS Consultoria de Negócios

A SIS Consultoria pertence ao grupo SIS, com sede na cidade de Assis/SP. Com grande know-how e eficácia técnica na área de saúde, busca oferecer estratégias de qualidade para as empresas. Há mais de 32 anos no mercado, apresenta hoje significativa expansão e tem sua área de atuação em mais de 160 cidades do nosso país. A SIS busca, por meio de uma equipe ética e comprometida, promover o diferencial do seu negócio como ferramenta para o sucesso.

Sobre o Dr. Éber Feltrim

Especialista em gestão de negócios para a área da saúde, começou a sua carreira em Assis (SP). Após alguns anos, notou a abertura de um nicho em que as pessoas eram pouco conscientes a respeito, a consultoria de negócios e o marketing para a área da saúde. Com o interesse no assunto, abdicou do trabalho de dentista, sua formação inicial, e fundou a SIS Consultoria, especializada em desenvolvimento e gestão de clínicas.

Acesse https://eberfeltrim.com.br/.

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