Afinal, correr emagrece mesmo?

Afinal, correr emagrece mesmo?

Sucesso nas ruas e nas redes sociais, corrida é exercício aeróbico que pode ajudar na perda e manutenção do peso; especialista explica como turbinar o treino

Dos clubes de corrida ao trotezinho solitário no fim da tarde, passando pelas corridas de rua e maratonas, correr é cada vez mais pop. Sucesso na beira da praia e nas redes sociais, a prática atrai adeptos de todas as idades e tipos físicos, todos em busca de serotonina, mais saúde e, em muitos casos, do shape ideal. Especialista explica como essa prática simples pode ser eficaz para a perda de peso.

Para começo de conversa, “a corrida é um dos exercícios aeróbicos mais eficazes para o metabolismo de gordura, porque ela utiliza o oxigênio como parte do processo fisiológico e a gordura só é metabolizada na presença do oxigênio”, explica o coordenador da UPX Sports e do curso de Educação Física da Universidade Positivo (UP), Zair Cândido, ele mesmo um corredor de longa data. Além disso, correr gera um gasto calórico significativo. Dependendo da intensidade, do peso do praticante e de outras variáveis, esse gasto gira em torno de 400 a mil calorias por hora. “Mesmo depois que você faz o exercício aeróbico, o corpo segue gastando energia para restaurar o equilíbrio fisiológico”, acrescenta.

Mas o gasto calórico e o metabolismo de gordura não são os únicos responsáveis por tornar a corrida eficaz na perda de peso. Há, ainda, as liberações hormonais desencadeadas por esse tipo de exercício. “A corrida regula os níveis de glicemia e melhora a sensibilidade à insulina, que é um hormônio que controla a entrada de glicose nas células e, consequentemente, forma mais gordura em quem tem uma vida mais sedentária.” Para otimizar todos esses benefícios, no entanto, é preciso ter um treinamento planejado.

Quanto posso emagrecer correndo?

É claro que perder peso não depende unicamente do tipo de atividade física que uma pessoa escolhe fazer. Alimentação, padrão de sono, estresse e outros fatores também fazem diferença nessa conta. Também há os fatores individuais, como o metabolismo. Mas é possível fazer uma estimativa, segundo o especialista. “Se alguém gasta 500 calorias por dia com a corrida, isso dá uma estimativa de perda de meio quilo por semana. Agora, com uma intensidade maior e treinamento mais ajustado, é possível alcançar um gasto calórico de mil calorias por dia. Assim, quem correr todos os dias pode chegar a perder até um quilo de gordura por semana”, calcula.

Se uma pessoa de 70 kg, por exemplo, correr cinco quilômetros por dia, terá um gasto de 400 calorias por dia. Se essa pessoa tiver uma dieta controlada, ela pode perder de um a quatro quilos em um mês. “Costumamos falar muito do equilíbrio energético negativo, que é a relação entre as calorias ingeridas pelos alimentos em um dia e quanto é gasto, somando todas as atividades diárias mais o exercício”, detalha Cândido. Para perder peso, é preciso ter um equilíbrio energético negativo, para que o organismo comece a queimar a gordura como fonte de energia, o que configura a perda de peso.

Como estruturar a corrida para perder peso?

Se a ideia é correr para emagrecer, o acompanhamento de um profissional de educação física é indispensável. Dependendo do nível do praticante, o treino precisa ser adaptado para otimizar o gasto calórico e acelerar o metabolismo, segundo o especialista. No caso de um iniciante, por exemplo, é necessário construir uma base aeróbica, ou seja, adaptar o sistema aeróbico ao exercício. “Isso quer dizer que ele vai melhorar o consumo máximo do oxigênio, que é o VO2 - a quantidade de oxigênio gasto pelas fibras musculares durante um exercício aeróbico por minuto. Quanto mais oxigênio uma pessoa conseguir absorver, melhor será a condição aeróbica e melhor serão a performance e a metabolização de gordura”, esclarece.

Alguém que já tem alguma experiência com corridas, por sua vez, pode praticar de três a cinco vezes por semana. “Uma boa dica é iniciar com caminhadas alternadas com corridas, trotes, com uma duração de 30 a 45 minutos. Assim, é possível melhorar a capacidade aeróbica durante pelo menos uns 45 a 60 dias, até que tenha uma boa condição aeróbica e consiga manter um ritmo intermitente de exercício com uma frequência cardíaca bem controlada, durante 30 a 45 minutos.”

Por fim, quem já passou pelas duas primeiras etapas do processo pode partir para os esforços avançados, com treinos intervalados seis vezes por semana. Esse tipo de treino é caracterizado por exercícios de maior frequência cardíaca, seguidos por um período de repouso ou caminhada para que essa frequência volte ao patamar normal e, a seguir, novo esforço intenso. “Assim, você melhora seu limiar anaeróbico e a tolerância ao ácido lático, estimulando essa tolerância. Depois dos treinos intervalados, incluem-se treinos regenerativos, focados em recuperar a musculatura e reabsorver esse ácido lático”, completa Cândido. Tudo isso, porém, precisa ser planejado com a orientação de um profissional.

Sobre a UP Experience

A UP Experience é o maior e mais completo complexo cultural, esportivo e científico do Brasil. Responsável pela gestão dos espaços de locação de todas as instituições do Grupo Cruzeiro do Sul Educacional, a UP Experience é, hoje, parte indispensável do ecossistema de eventos e turismo do país, como um polo de acesso do grande público à cultura, esporte e conhecimento em todo o território brasileiro. upx.art.br

Sobre a Universidade Positivo

A Universidade Positivo é referência em Ensino Superior entre as IES do Estado do Paraná e é uma marca de reconhecimento nacional. Com salas de aula modernas, laboratórios com tecnologia de ponta e mais de 400 mil metros quadrados de área verde no campus sede, a Universidade Positivo é reconhecida pela experiência educacional de mais de três décadas. A Instituição conta com três unidades em Curitiba (PR) e uma em Londrina (PR), e mais de 70 polos de EAD no Brasil. Atualmente, oferece mais de 60 cursos de graduação, centenas de programas de especialização e MBA, cinco programas de mestrado e doutorado, além de cursos de educação continuada, programas de extensão e parcerias internacionais para intercâmbios, cursos e visitas. Além disso, tem sete clínicas de atendimento gratuito à comunidade, que totalizam cerca de 3.500 metros quadrados. Em 2019, a Universidade Positivo foi classificada entre as 100 instituições mais bem colocadas no ranking mundial de sustentabilidade da UI GreenMetric. Desde março de 2020 integra o Grupo Cruzeiro do Sul Educacional. Mais informações em up.edu.br/

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Folia para as crianças: bailinho, bloco infantil e concurso de fantasias no Carnaval da Vila Katu

Folia para as crianças: bailinho, bloco infantil e concurso de fantasias no Carnaval da Vila Katu

Especialmente pensado para as crianças, o Carnaval da Vila Katu terá uma programação completa para os pequenos curtirem muito o período de folia. Do sábado (1/3) até a terça-feira, o complexo de diversão e gastronomia, localizado em Campo Magro, preparou quatro dias recheados com uma programação intensa e divertida. Terá bailinhos infantis, desfile do bloco kids MaraKatu e concurso de fantasias, entre outras atrações, das 10h às 18h. Também não faltarão opções para os pais, como feijoada no sábado e promoções no bar.

Inaugurada em outubro passado, em meio a uma grande área verde com 30 mil metros quadrados, a Vila Katu estará com todos seus atrativos fixos funcionando no carnaval, como o Parquinho, cabo aéreo e a Fazendinha com mais de 15 espécies de animais. Monitores especializados em recreação infantil apresentam as brincadeiras.

Os ingressos para o Day Use, a partir de R$ 50, podem ser comprados antecipadamente pelo Disk Ingressos: www.diskingressos.com.br/evento/8951/01-03-2025/pr/campo-magro/vila-katu-marco

Programação

O CarnaVila, primeiro Carnaval da Vila Katu, começa no sábado com muita música de carnaval, com direito a samba e marchinhas para embalar o dia todo no espaço, a partir das 10h.

Domingo, a música carnavalesca segue animando a Vila. Para completar, nos dois dias do final de semana o restaurante apresenta no almoço o mais brasileiro dos pratos, a tradicional feijoada. Toda a gastronomia do espaço é assinada pelo buffet Marzia Lorenzetti.

A segunda-feira de Carnaval terá o Bailinho Infantil, das 14h às 17h, com pintura facial para a criançada entrar ainda mais no clima. Em paralelo, também acontece um concurso de fantasias infantil. O vencedor ganha um ano de entrada grátis na Vila Katu.

Na terça-feira, no mesmo horário de segunda, o destaque vai para o Bloquinho MaraKatu, formado pelos alunos mirins das oficinas de carnaval e música realizadas durante fevereiro e, também, por todos os foliões presentes no dia. O desfile vai percorrer os ambientes da Vila com muita animação. O último dia de carnaval terá ainda mais pinturas faciais e uma nova edição do concurso de fantasias, valendo novamente como prêmio um ano de acesso gratuito.

Enquanto a criançada pula Carnaval e brinca na Vila Katu, os pais poderão relaxar na Prainha, espaço aberto com areia de verdade, lounges e guarda-sóis, e também nos outros bares do complexo. Música ao vivo complementa as atrações do CarnaVila.

CarnaVila – Carnaval da Vila Katu

Data: de sábado (1/3) até terça-feira (4/3), das 10h às 18h.

Endereço: Rua Miguel Milone, 400 – Passaúna, Campo Magro - PR

Informações e reservas: (41) 98511-0400.

Siga: www.instagram.com/vilakatu.com.br/

Valores: day use e almoço com buffet livre incluído: adultos e crianças com mais de nove anos, R$ 130,  crianças entre três e oito anos, R$ 90. Crianças menores que três anos de idade não pagam. O preço somente do day use, sem almoço, é igual para adultos e crianças com três anos ou mais, R$ 50.

Ingressos para o Carnaval disponíveis no link: www.diskingressos.com.br/evento/8951/01-03-2025/pr/campo-magro/vila-katu-marco

 

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Conheça os novos cursos do Instituto Tomie Ohtake no 1° semestre de 2025

Conheça os novos cursos do Instituto Tomie Ohtake no 1° semestre de 2025

Com temáticas que atravessam a arquitetura, comunicação e curadoria, as aulas acontecerão no formato online, com início entre março e abril de 2025.

Partindo de assuntos de relevância para os campos da arte, da cultura e da educação, o Instituto Tomie Ohtake promove ao longo do primeiro semestre de 2025 três diferentes cursos que buscam colaborar na formação de professores, artistas, profissionais da cultura, estudantes, pesquisadores e demais interessados em arte e nas suas transversalidades.

Em formato virtual, os cursos são pagos e abertos ao público em geralmediante a matrícula. Bolsas parciais e integrais de participação serão oferecidas para grupos prioritários. Os cursos buscam proporcionar uma experiência de aprendizado dinâmica e crítica, em que todos possam constituir seu repertório a partir de um olhar diverso e plural sobre os temas tratados. Conheça cada um deles.

Curso: Em casa: Investigações sobre espaços, corpos e narrativas

Professor: Sabrina Fontenele

Período: 12 de março a 02 de abril (4 encontros)

Horário: Quartas-feiras, das 19h às 20h30

Investimento: R$ 360,00 ou 02 parcelas de R$ 180,00.

Inscrições aqui

Orientações gerais ao interessados aqui

Sinopse: Este curso discute os papéis, representações e atuações das mulheres, profissionais ou usuárias, na produção e discussão dos espaços domésticos. Se para profissionais do campo da arquitetura a casa pode ser um lugar de experimentação de formas e técnicas, para as mulheres ela representa um espaço de vida, de memória e de construção de identidade. Ao longo das aulas, Fontenele convida a um mergulho em obras de artistas plásticas como Louise Bourgeois, Lygia Clark e Tomie Ohtake e convida os participantes a pensar as relações entre corpo e casa, em projetos que desafiam convenções e propõem novas formas de habitar. O curso aborda ainda um recorte da produção literária em que autoras estimulam uma reflexão sobre o espaço doméstico e o papel da mulher na sociedade. Confira abaixo a programação aula a aula:

Sobre Sabrina Fontenele

Arquiteta e urbanista pela Universidade Federal do Ceará, com mestrado e doutorado pela FAUUSP.  Finalizou em 2019 sua pesquisa de pós-doutorado no IFCH-Unicamp sobre habitação, gênero e modernidade com apoio da Fapesp. Autora dos livros “Modos de morar nos apartamentos modernos: rastros de modernidade”, “Edifícios modernos e o traçado urbano no Centro de São Paulo” e do livro infantil “Jacaré Fujão no Triângulo”. Foi co-curadora da 13ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo - Travessias. Atualmente é professora de História da Arquitetura da Escola da Cidade. Faz parte da equipe de curadoria do Instituto Tomie Ohtake.

Curso: Curadoria, representação e política

Professor: Moacir dos Anjos

Período: 07 de abril a 05 de maio (5 encontros)

Horário: Segundas-feiras, das 19h às 20h30

Investimento: R$ 380,00 ou 02 parcelas de R$ 190,00.

Inscrições aqui

Orientações gerais ao interessados aqui

Sinopse: O curso busca situar as práticas curatoriais como práticas intrinsecamente políticas. Práticas que implicam, necessariamente, incluir e excluir aspectos da realidade para representá-la, dando visibilidade a algumas questões e gentes do mundo e deixando outras à parte. Práticas que requerem, de curadoras e curadores, a participação ativa em ambientes de disputa sobre o que importa e o que não importa socialmente para ser tomado como equivalente sensível da realidade. Neste curso, a associação do trabalho curatorial com a política será abordada menos em relação às temáticas das exposições, e mais ao fato de as curadorias poderem ser entendidas como práticas de representação do mundo. O curso abordará ainda aspectos teóricos do tema e os discutirá à luz de exposições realizadas. Confira abaixo a programação aula a aula:

Sobre Moacir dos Anjos

Moacir dos Anjos é Coordenador-Geral do Museu do Homem do Nordeste, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Foi curador da 29ª Bienal de São Paulo (2010) e das exposições Cães sem Plumas (MAMAM, Recife, 2014), A Queda do Céu (Paço das Artes, São Paulo, 2015), Emergência (Galpão Bela Maré, Rio de Janeiro, 2017), Quem não luta tá morto (Museu de Arte do Rio, 2018), Raça, classe e distribuição de corpos (2018), Educação pela pedra (2019), Necrobrasiliana (2022) – as três últimas na Fundação Joaquim Nabuco –, Língua Solta (Museu da Língua Portuguesa, São Paulo, 2021), Negros na Piscina (Pinacoteca do Ceará, Fortaleza, 2022) – as duas últimas com Fabiana Moraes –, Mutirão. MCP | Movimento de Cultura Popular 1960-1964, (Fundação Joaquim Nabuco, 2024) e Arte Subdesenvolvida (Centro Cultural Banco do Brasil, São Paulo, 2024). É autor dos livros Local/Global. Arte em Trânsito (Zahar, 2005), Arte Bra Crítica (Automática/Martins Fontes, 2010), Contraditório. Arte, Globalização e Pertencimento (Cobogó, 2017) e Ataque à Indiferença. Ensaios sobre arte e política (Cobogó, 2024, no prelo).

Curso: Comunicação como ação cultural

Professor: Adriana Ferreira Silva

Período: 01 de abril a 03 de junho, exceto dia 20 de maio (9 encontros)

Horário: Terças-feiras, das 19h às 20h30

Investimento: R$ 810,00 ou 03 parcelas de R$ 370,00.

Inscrições aqui

Orientações gerais ao interessados aqui

Sinopse: A comunicação cultural, atualmente, enfrenta alguns desafios como a descentralização dos meios de comunicação, o impacto das redes sociais e a necessidade de um olhar mais diverso e interseccional sobre a cultura. Quem trabalha com comunicação precisa não apenas entender as mudanças no ecossistema da mídia cultural, mas, também, desenvolver estratégias para produzir conteúdos relevantes, críticos e inovadores. Este curso busca oferecer ferramentas para a criação de conteúdo de qualidade, promovendo um debate sobre a relevância da comunicação cultural como uma ação de impacto social e artístico. A formatação do programa visa acolher jornalistas, artistas, criadoras/es de conteúdo, estudantes e demais pessoas interessadas em aprimorar suas habilidades na comunicação cultural, capacitando-as a desenvolver, estruturar e vender seus próprios projetos na área.

Sobre Adriana Ferreira Silva

Adriana Ferreira Silva é jornalista, escritora, mediadora e palestrante. Como entrevistadora, atuou em eventos nacionais e internacionais como Commission on the Status of Women 2024 (NYC), Rio2C, Festa Literária de Paraty - Flip, Women to Watch Summit, Feira do Livro, MMA Innovate, Women on Top, Congresso Abraji, entre outros, mediando conversas com artistas e intelectuais como Viola Davis, Angela Davis, Gilberto Gil, Djamila Ribeiro e Itamar Vieira Junior. Nos últimos 25 anos, foi correspondente internacional em Paris, editora nas revistas Marie Claire, Vogue Brasil e Veja São Paulo e colunista da rádio CBN. De 2000 a 2012, foi repórter e editora de cultura no jornal Folha de S. Paulo, nos cadernos Guia Folha, Ilustrada, Folhateen e extinta revista Serafina. Atualmente, assina uma coluna no Nexo Jornal, faz a curadoria de literatura da revista de arte e moda Numéro e colabora na revista literária Quatro Cinco Um. Adriana também é Head de Comunicação da Galápagos Newsmaking e curadora da Jornada Galápagos de Jornalismo.

Curso: Ética e estética das culturas populares brasileiras

Professor: Edmilson de Almeida

Período: 09 de maio a 13 de junho, exceto dias 16 de maio e 06 de junho

Horário: Sextas-feiras, das 19h às 20h30

Investimento: R$ 380,00 ou 02 parcelas de R$ 190,00.

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Sinopse: O que as benzeções, os ritos fúnebres, o Reinado de Nossa Senhora do Rosário e as narrativas orais revelam sobre as formas de viver, sentir e criar no Brasil? O curso pretende  investigar as culturas populares brasileiras a partir do conceito de "mundo encaixado", um modelo cultural enraizado em comunidades tradicionais de áreas rurais do país. Ao longo dos encontros, o ministrante analisa como essas práticas culturais expressam visões de mundo, modos de organização social e relações com o sagrado. Este curso é um convite para quem deseja compreender a riqueza e a complexidade das culturas populares brasileiras, refletindo sobre suas manifestações artísticas e seus sentidos profundos no presente.

Edimilson de Almeida Pereira

Poeta, ensaísta, ficcionista, professor e pesquisador da cultura e da religiosidade afro-brasileiras, é autor, entre outros, dos livros Assim se benze em Minas Gerais: um estudo sobre a cura através da palavra (2018), Os tambores estão frios: herança cultural e sincretismo religioso no ritual de Candombe (2005), O ausente (2021), Front (2021), Um corpo à deriva (2021), O som vertebrado (2022), Melro(2022) e A morte também aprecia o jazz (2023).

Curso: Moderno para quem? Indígenas e populares na institucionalização da cultura

Professor: Fernanda Pitta

Período: 22 de maio a 12 de junho (04 encontros)

Horário: quintas-feiras, das 19h às 20h30

Investimento: R$ 380,00 ou 02 parcelas de R$ 190,00.

Inscrições aqui

Orientações gerais ao interessados aqui

Sinopse: O modernismo no Brasil foi marcado por um aparente desejo de abertura e valorização das expressões populares e indígenas. Mas até que ponto essa inclusão foi genuína? E quem realmente teve voz nesse processo? O curso pretende investigar como a arte moderna no Brasil incorporou manifestações populares e indígenas por meio de exposições, cursos e atividades em museus recém-criados. A partir de estudos de caso, o curso visa refletir sobre esse processo de inserção que, se tem um caráter progressista ao instar o reconhecimento a valorização dessas manifestações artísticas, o faz sem o protagonismo de seus agentes. Inspirados pelo conceito de "universalismo estratégico", formulado por Kaira Cabañas, os participantes vão refletir sobre como essa apropriação serviu à construção de uma noção de arte nacional e da "originalidade brasileira", muitas vezes promovendo invisibilizações e violências epistêmicas. Hoje, mais do que nunca, discutir esse passado é essencial para que a reparação e o protagonismo indígena se afirmem como direitos incontornáveis.

Sobre Fernanda Pitta

Professora doutora na Divisão de Pesquisa em Arte, Teoria e Crítica do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo. É pesquisadora principal no Projeto de Pesquisa Decay Without Mourning, Future Thinking Heritage Practices (Riksbankens Jubileumsfond), dedicado a refletir sobre as relações entre museus e a arte indígena.

 

Dúvidas sobre os cursos: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Instituto Tomie Ohtake

Av. Faria Lima 201 (Entrada pela Rua Coropé, 88) - Pinheiros SP

Metrô mais próximo - Estação Faria Lima/Linha 4 – amarela

Fone: 11 2245 1900

Site: institutotomieohtake.org.br

Facebook: facebook.com/inst.tomie.ohtake

Instagram: @institutotomieohtake

Youtube: //www.youtube.com/@tomieohtake">www.youtube.com/@tomieohtake>

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Tecnologia logística é importante aliada do mercado pet em seu momento de crescimento

Tecnologia logística é importante aliada do mercado pet em seu momento de crescimento

Por Breno Michel*

Atualmente existem cerca de 160 milhões de pets no Brasil. O mercado pet brasileiro é o terceiro maior do mundo, se mantendo em crescimento constante e com perspectivas muito positivas para o futuro. Os dados, provenientes da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (ABINPET), podem ser indicadores importantes de como, graças à mudança de perspectiva na relação humano e animal, há espaço para cada vez mais tipos de serviços, especializações e produtos pensados para atender à animais de estimação e seus tutores em suas necessidades, antigas e recentes.

O pet shop já não é o único serviço/comércio direcionado a esse público. Atualmente contamos com hotéis para pets, comércios e restaurantes atrativos por serem pet friendly, produtos que imitam alimentos humanos, entre outras coisas. Há um espaço muito grande para expansão e inovação, em um movimento crescente. Para contextualizar, em 2023, o Sebrae Paraná contabilizou cerca de 38.774 mil novos CNPJ's em atividades do gênero. Atualmente, são mais de 285 mil empresas voltadas para esse mercado no Brasil, e elas demandam, com urgência, de aliados para suas demandas e crescimento.

Não basta estar à par dos últimos produtos da moda ou mesmo se apoiar em um novo e inovador serviço voltado aos animaizinhos. É preciso ter uma infraestrutura capaz de fornecer o apoio necessário para lidar com um mercado competitivo e complexo, e nesse contexto que a tecnologia logística pode ser uma importante aliada das empresas voltadas aos pets em seu momento de maior potencial de crescimento.

Um exemplo dessa realidade é a Adimax, empresa voltada a promover o bem-estar animal através de alimentos com alto padrão de qualidade. Ela encontrou nas soluções de tecnologia logística, a parceira ideal para os auxiliarem a se tornarem uma das líderes de seu segmento. Foi por meio dessas soluções que a Adimax conseguiu desenvolver uma infraestrutura robusta, digital e automatizada para sua logística, se apoiando em uma solução para gerenciamento de armazéns (WMS).

O WMS garante que não apenas haja agilidade na gestão de produtos e pedidos em um armazém, mas também organiza processos que, combinados com soluções de robótica, facilitam o manuseio desses produtos. Além disso, torna-se possível atender rapidamente às mudanças constantes que a operação apresenta, como quando chegam novos tipos de produtos ou antigos produtos são descontinuados (um movimento típico de empresas varejistas e prestadoras de serviços, que demandam flexibilidade contínua).

A Adimax, por exemplo, precisava que sua solução de WMS oferecesse flexibilidade nos modelos de atendimento das ordens de saída e na dinâmica dos processos de ressuprimento. Além disso, precisavam que a solução oferecesse dados acurados de estoque, sobretudo para possibilitar decisões de planejamento de produção, já que, de acordo com eles, sem a solução de WMS, a equipe de PCDP estava cega, pois não possuía informações confiáveis sobre o que estava ou não em estoque. Para eles, essa mudança foi crucial.

Além disso, a solução também precisava de uma redução de inventários e ter acesso a métricas para gestão, tanto para o acompanhamento do cotidiano quanto pata as perdas de estoque e tempo de operação. Após implementar essas soluções, eles notaram como faz diferença estar preparados para lidar com esse mercado em crescimento, e hoje se sentem muito mais preparados para os desafios que estão à frente.

A Adimax é um exemplo claro de onde se pode chegar com o apoio das tecnologias corretas para seu momento de negócios. Um suporte logístico adequado permite que operações inteiras sejam transformadas para melhor, garantindo um crescimento e mudança positivos para a gestão, com um reflexo de satisfação e fidelização dos clientes. As empresas pet precisam aproveitar esse momento. A tecnologia adequada fará total diferença no crescimento dessas organizações, permitindo-lhes “surfar” nessa onda de crescimento de um mercado aquecido.

*Breno Michel é Sales Director LATAM na Körber Supply Chain Software.

Sobre a Körber Supply Chain Software

A Körber Supply Chain Software é a parceira perfeita para organizações que exigem soluções abrangentes e inteligentes de software, com foco na execução da cadeia de suprimentos. Para que os clientes possam se adaptar e escalar de acordo com suas necessidades, oferece soluções completas, com maior eficiência e transparência; desde o gerenciamento de pedidos até o fluxo de estoque global de ponta a ponta nas mais complexas operações. A Körber Supply Chain Software GmbH é uma joint venture entre a Körber AG, um grupo líder de tecnologia internacional e a KKR, uma empresa líder de investimento global, que oferece soluções alternativas de gestão de ativos, mercados de capitais e seguros.

Saiba mais em: https://www.koerber-supplychain-software.com/en

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Educação inclusiva e saúde mental andam de mãos dadas

Educação inclusiva e saúde mental andam de mãos dadas

Cuidados com inclusão contribuem para ambiente mais acolhedor para todos

A educação inclusiva é um tema cada vez mais relevante nas discussões sobre o ambiente escolar, especialmente quando se considera seu impacto na saúde mental de professores e alunos. A preparação das escolas para receber todos os estudantes, independentemente de suas características, é fundamental não apenas para garantir o direito à educação, mas também para promover um ambiente mais harmonioso e seguro.

De acordo com o "Painel de Indicadores da Educação Especial" do Instituto Rodrigo Mendes, o Brasil mantém uma tendência de crescimento nas matrículas de estudantes público-alvo da educação especial, demonstrando avanços na inclusão escolar. Atender a esses estudantes é não apenas uma obrigação do Estado brasileiro e das instituições de ensino públicas e privadas, mas uma forma de promover um processo de ensino e aprendizagem mais rico para estudantes típicos e atípicos.

Quando as instituições de ensino adotam estratégias e adaptações que acolhem a diversidade,  isso gera um clima de tranquilidade que beneficia a todos os envolvidos. Professores se sentem apoiados e capacitados para lidar com as diferentes necessidades de seus alunos, ao passo que eles tendem a experimentar menos estresse e ansiedade, resultando em uma melhor saúde mental. Essa harmonia no ambiente escolar não apenas facilita o aprendizado, mas também permite que educadores e estudantes enfrentem juntos os desafios da inclusão.

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) destaca a importância da adaptação dos recursos didáticos para diferentes necessidades, como materiais em braile, adaptação de mobiliário e atividades que estimulem a inclusão de forma natural. “Quando os estudantes se sentem acolhidos e respeitados em suas individualidades, o impacto positivo na saúde mental é evidente", ressalta Sandra Hoffmann, psicóloga especializada em psicopedagogia, neuropsicologia e reabilitação cognitiva e consultora Pedagógica da Aprende Brasil Educação.

A relação entre saúde mental e aprendizado

E, se a inclusão tem o papel de permitir que as crianças e adolescentes se sintam mais acolhidos, essa sensação de acolhimento, por sua vez, contribui para um melhor aprendizado. Uma pesquisa publicada na "Revista Mindset" aponta que a implementação de programas de educação socioemocional está associada a melhorias no desempenho acadêmico e no bem-estar dos estudantes. Já um  estudo divulgado no PePSIC (Portal de Periódicos Eletrônicos de Psicologia) destaca que intervenções socioemocionais no ambiente escolar contribuem para o desenvolvimento de habilidades como regulação emocional, autoestima e empatia, impactando positivamente a aprendizagem e a socialização. Os pesquisadores destacam a importância da formação contínua dos educadores e do envolvimento da família nesse processo, reforçando a necessidade de uma rede de apoio para promover o desenvolvimento integral dos estudantes.

Segundo Sandra Hoffmann, o bem-estar emocional tem impacto direto na capacidade de aprender e socializar. "Quando uma criança se sente acolhida e segura, ela se engaja melhor nas atividades e estabelece relações mais positivas com professores e colegas", explica a psicóloga. A falta de suporte, por outro lado, pode comprometer não apenas o rendimento acadêmico, mas também o desenvolvimento emocional e social do estudante.

Os desafios da inclusão real

A inclusão escolar vai além de proporcionar o acesso de crianças com necessidades especiais às salas de aula. “É fundamental que a criança se sinta parte do grupo e que as atividades sejam adaptadas às suas necessidades", destaca Sandra. 

A especialista destaca que é necessário adaptar atividades para atender às necessidades individuais dos estudantes. Crianças com transtorno do espectro autista (TEA), transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) ou dificuldades de comunicação, por exemplo, precisam de abordagens pedagógicas diferenciadas para garantir um desenvolvimento pleno. A falta de formação adequada dos educadores e de recursos pedagógicos adaptados ainda são desafios frequentes na promoção de uma educação inclusiva.

O papel da escola e da família

A parceria entre escola e família é indispensável para o sucesso da inclusão e, consequentemente, também para a saúde mental dos estudantes. “A inclusão começa dentro de casa. Quando a família acolhe e apoia a criança, ela se sente mais segura para enfrentar os desafios na escola”, reforça Sandra. Segundo ela, a comunicação entre professores e responsáveis deve ser contínua, permitindo a identificação de necessidades e a construção de  estratégias de apoio eficazes.

Caminhos para avançar

Para que a educação inclusiva se torne uma realidade plena, é necessário investir na  formação continuada dos profissionais da educação e na contratação de equipes multidisciplinares. A presença de psicólogos e pedagogos especializados contribui para um acolhimento mais eficaz dos alunos. “A escola precisa estar preparada para lidar com a diversidade. Isso significa oferecer formação adequada, metodologias adaptadas e um olhar sensível para cada estudante”, afirma a psicóloga. “Investir na saúde mental e na inclusão é um passo essencial para garantir uma educação mais equitativa e transformadora para todos”, finaliza.

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