Substituiu a parabólica tradicional pelo modelo digital? Confira 10 dicas sobre o uso do novo equipamento

Substituiu a parabólica tradicional pelo modelo digital? Confira 10 dicas sobre o uso do novo equipamento

Famílias de baixa renda inscritas em programas sociais do Governo Federal e que tenham um modelo tradicional em funcionamento têm direito à instalação do kit gratuito com a nova parabólica

A parabólica tradicional vai deixar de funcionar. Para que a população que utiliza esse equipamento continue recebendo o sinal de TV aberta normalmente, e de graça, como sempre foi, será preciso fazer a substituição da parabólica convencional pelo novo modelo digital.

Milhares de famílias em todo o Brasil já fizeram essa troca. Quem ainda não substituiu o equipamento precisa colocar essa tarefa na lista de prioridades. Isso porque, antes mesmo de o sinal parar de funcionar, a recepção do sinal de TV poderá sofrer interferência com a chegada do 5G, pois as duas tecnologias operam na mesma frequência (Banda C). A nova parabólica digital está em outra faixa, a Banda Ku, bem distante da frequência anterior.

Curitiba e São José dos Pinhais são as cidades com maior número de famílias que devem ser atendidas na Região Metropolitana do Paraná, com 24,2 mil e 4,6 mil kits previstos, respectivamente. Na sequência, estão: Colombo (3,6 mil), Araucária (2 mil), Pinhais (2 mil), Campo Largo (1,9 mil) e Almirante Tamandaré (1,7 mil). Na lista, estão ainda outros 22 municípios do entorno.

DÚVIDAS

Com o novo equipamento instalado, é natural que surjam dúvidas sobre as novas funções. A boa notícia é que o resultado é uma nova experiência em assistir à TV. Criamos uma lista com as 10 principais perguntas e respostas sobre a nova antena.

1 – Por que a nova parabólica digital é melhor do que a tradicional?

Trata-se de uma tecnologia mais moderna, que oferece novos canais, programação regional e melhor qualidade de imagem e de som.

É importante lembrar que, em breve, a parabólica tradicional deixará de funcionar. Então, quanto antes fizer a troca, mais cedo poderá aproveitar os benefícios da nova parabólica digital.

2- Quem precisa comprar uma antena nova?

Só precisará adquirir uma parabólica digital quem faz uso da parabólica tradicional, aquela antena grande, telada, cheia de furinhos. As famílias que assistem à TV por qualquer outro meio, como TV paga, antena digital/UHF (espinha de peixe) ou streaming (internet) não precisa trocar seus equipamentos.

3- Os canais da parabólica digital costumam sumir, como acontece com a parabólica tradicional?

A nova tecnologia traz muitos benefícios, como um número fixo para cada canal e a identificação automática de novos canais. Só esses dois benefícios já garantem que ninguém se perca no controle remoto na hora de sintonizar sua programação preferida. Agora, se identificar alguma falha na sintonia, os técnicos recomendam verificar se o receptor está conectado à entrada HDMI selecionada no controle remoto.

A maioria das TVs possui mais de uma entrada HDMI, que é um conector que transmite dados de um dispositivo ao outro. Se você não consegue acessar a programação da parabólica digital, é possível que, por engano, tenha trocado a seleção. A maneira mais simples de resolver o problema é mudar do “HDMI 1” para o “HDMI 2”, ou vice-versa. Assim, você encontrará a qual delas o seu receptor está conectado.

4 – Os problemas comuns na parabólica tradicional ainda existem na nova parabólica digital?

Uma preocupação comum dos usuários de parabólicas é desconfigurar o receptor. A vantagem da nova parabólica digital é que os aparelhos são mais modernos e o menu de configurações mais técnicas é protegido com senha ou outra estratégia para que os usuários não desconfigurem o receptor sem perceber.

Outra vantagem é que a lista de canais passa a ser fixa e não é mais necessário que o instalador escolha a ordem de exibição dos canais. Cada emissora passa a ter um número fixo. Também acaba o problema dos canais repetidos, já que a atualização é feita digitalmente.

5 – O sinal de TV vai continuar falhando depois de uma ventania, como acontece com as parabólicas tradicionais?

Se depois de um período de ventos severos a sua TV ficar sem sinal, é possível que exista algum problema na fixação da parabólica. O ideal é que procure o instalador para verificar se ainda está apontando na direção certa. O problema pode ser prevenido na hora de escolher o produto, dando preferência às antenas com melhor fixação, principalmente se as ventanias são comuns na sua cidade. Também é importante que, no momento da instalação, o profissional meça a intensidade e garanta um alto nível de qualidade do sinal. A boa notícia é que a nova parabólica digital é menor, portanto, sua fixação se tonar mais simples.

6 – Existem diferenças entre modelos da nova parabólica digital? Como identificar as de melhor qualidade?

Apesar de as antenas parabólicas digitais serem muito parecidas visualmente, há diferenças importantes. Algumas não são produzidas em material com tratamento contra ferrugem. Ao adquirir sua nova parabólica digital, pergunte ao vendedor e ao técnico se ela é feita de aço galvanizado. Esse material impede que a ação do tempo gere ferrugem, mudando as características de sua superfície e prejudicando a recepção do sinal. A melhor forma de prevenir é optar por antenas de aço galvanizado.

7- Por que alguns canais ainda não pegam na nova parabólica digital?

São poucos e raros os canais que não migraram para a nova parabólica digital (banda Ku). Já são mais de 100 canais disponíveis, e muitos deles são regionais. Se algum canal que você gosta muito ainda não estiver disponível, o melhor a fazer é entrar em contato com a emissora e perguntas quando a migração deve acontecer. Agora, enquanto isso não acontece, todos os outros canais seguem transmitindo a programação melhoria de imagem e som.

8 - Como saber se entraram novos canais?

Diferentemente da antena parabólica tradicional, na parabólica digital não é preciso atualizar manualmente a lista de canais. A atualização é feita automaticamente. Então, basta conferir a lista de canais de vez em quando para encontrar as novidades. Outra vantagem é que com a nova parabólica digital é possível visualizar a programação da emissora e saber a que horas começa e termina o seu programa favorito.

9- As pessoas que têm a parabólica tradicional devem esperar detectar interferências do 5G para substituir seus equipamentos?

De jeito nenhum. Todos já podem fazer a substituição da parabólica tradicional pela nova parabólica digital. Quando o 5G for ativado na sua região e a parabólica tradicional sofrer interferência ou interrupção da recepção de sinal, você ficará sem TV até que a substituição seja feita.

10 - Quem tem direito à instalação do kit gratuito com a nova parabólica digital?

Famílias de menor renda inscritas em Programas Sociais do Governo Federal e que já tenham a parabólica tradicional instalada e funcionando têm direito à substituição gratuita do equipamento. Para saber se você tem direito, basta acessar o site sigaantenado.com.br ou ligar para 0800 729 2404.

A substituição dos equipamentos é realizada pela Siga Antenado, a Entidade Administradora da Faixa criada por determinação da Anatel, responsável por apoiar a população durante a migração do sinal de TV utilizado pelas parabólicas tradicionais (Banda C) para o sinal das parabólicas digitais (Banda Ku). A Siga Antenado é formada pelas operadoras Claro, TIM e Vivo, que foram as vencedoras dos blocos nacionais do leilão do 5G, com as licenças da faixa 3,5 GHz.

Add a comment

Cervejaria Dádiva participa da 38ª Festa da Uva

Cervejaria Dádiva participa da 38ª Festa da Uva

Evento acontece em Jundiaí até o dia 05 de fevereiro

Os visitantes da 38ª edição da Festa da Uva, que acontece até o início de fevereiro em Jundiaí, no Parque Comendador Antônio Carbonari, podem degustar quatro cervejas da Dádiva no stand localizado no Palco do Samba: a Session IPA, a Witbier, a Premium Lager e a Pink Lemonade, uma sour com amora adição de amora, framboesa e limão, marcante pela sua acidez e extrema refrescância.

A Dádiva é uma produtora artesanal cuja fábrica está instalada em Várzea Paulista. Foi escolhida por dois anos consecutivos (2019/20) como a melhor cervejaria do Brasil pelo Rate Beer. Sua participação na Festa da Uva é fruto de uma parceria com o Polo Cervejeiro de Jundiaí, a Rota da Cerveja Artesanal Jundiaí, o Paulista FC e a organização do evento.

A Festa da Uva acontece nos dias 20 a 22/01, 27 a 29/01 e 03 a 05/02. Às sextas, o evento funciona das 18h às 22h, e aos sábados e domingos, das 10h às 22h. A entrada é gratuita, mas durante o evento serão arrecadados alimentos não perecíveis para destinação ao Fundo Social de Solidariedade de Jundiaí. Para saber mais, acesse o site da Festa da Uva.

Add a comment

Alta temporada aquece movimentação no BH Airport

Alta temporada aquece movimentação no BH Airport

São esperados cerca de 1 milhão de passageiros até o fim de janeiro, em função do aumento da conectividade e expansão da malha aérea

Cerca de 1 milhão de passageiros deve passar pelo BH Airport neste mês, evidenciando o crescimento de 25% no comparativo com janeiro de 2022. Já em relação ao mesmo período pré-pandemia (janeiro de 2020), esse índice representa uma retomada de 94%. Entre pousos e decolagens, o BH Airport prevê a operação de 8,7 mil aeronaves neste mês. Somente no dia de pico, 2 de janeiro, o terminal internacional mineiro registrou um fluxo superior a 31 mil passageiros e movimentou quase 2 mil aeronaves, entre pousos e decolagens.

Durante a alta temporada, período compreendido entre 1º de dezembro de 2022 e 31 de janeiro de 2023, o BH Airport deve receber aproximadamente 2 milhões de passageiros, demonstrando a progressiva evolução na movimentação em relação aos anos anteriores, apesar dos reflexos da pandemia da Covid-19 nas operações. Na alta temporada 2021/2022, o BH Airport recebeu cerca de 1,8 milhão de passageiros. No mesmo período de 2020 para 2021, o fluxo foi de cerca de 1,3 milhão. A meta para 2023 é fechar o ano com a movimentação de 11,3 milhões, alcançando patamares pré-pandemia.

Além do aumento da frequência dos voos para as cidades litorâneas na alta temporada, os passageiros têm novas opções de destinos para as cidades mineiras de Juiz de Fora, Paracatu, Patos de Minas, Teófilo Otoni e Varginha, voando pela Azul Conecta. Em média, são duas partidas, por semana, para cada cidade. A retomada do voo para Lençóis (BA) e as novas rotas para Aracaju (SE), Caldas Novas (GO), Navegantes (SC) e Santarém (PA) também são novidades da Azul.

Nova rota para o Piauí

A partir do dia 2 de março, os mineiros também poderão voar para Parnaíba, no Piauí, com escala em Jericoacoara, no Ceará. Parnaíba, o segundo município mais populoso do Piauí, é conhecido por ser uma das paradas da Rota das Emoções. Localizada no extremo norte do Piauí, o principal atrativo turístico da cidade é o belo cenário natural do Delta do Parnaíba. O destino ainda contempla um tour pelas ilhas que rodeiam as dunas, além de pequenas excursões de barco, lancha e jipe.

O voo AD4510 da Azul partirá do BH Airport, às quintas-feiras e aos domingos, às 9h20, pousando em Jericoacoara, às 12h05. O mesmo voo decola do município cearense às 12h55, chegando em Parnaíba às 13h40. Logo em seguida, o AD 4510 sai da cidade piauiense às 14h30 e retorna ao BH Airport, com chegada prevista às 17h35. Os voos serão realizados por aeronaves Embraer E2, com capacidade para transportar até 136 passageiros.

“Um dos pilares da nossa gestão é fortalecer o BH Airport como hub doméstico e oferecer as melhores soluções para nossos clientes, ampliando opções de rotas e destinos para todo o país, com conforto, tranquilidade e praticidade para os passageiros”, ressalta o diretor de Operações e Infraestrutura do BH Airport, Herlichy Bastos. “A nova opção de decolagem é mais uma demonstração desse compromisso em impulsionar a conectividade, com alternativas diferenciadas para todas as regiões do país, e proporcionar a melhor experiência aeroportuária aos clientes”, reforça.

Dicas para o embarque tranquilo e seguro

Antes da viagem, é fundamental conferir a validade de toda a documentação necessária para o embarque, como RG, passaporte e visto. A atenção deve ser redobrada para os documentos de identificação dos menores de 18 anos. Autorizações específicas são exigidas para o caso do menor desacompanhado dos pais ou responsáveis nas viagens.

Chegar ao aeroporto com antecedência, para acelerar o processo de check-in e inspeção de segurança, também garante a tranquilidade no embarque. O BH Airport recomenda que os passageiros tenham atenção especial em relação aos horários dos voos e cheguem ao aeroporto com antecedência mínima de duas horas, para viagens domésticas, e três horas, para viagens internacionais, principalmente quando ocorre a maior incidência de chuvas, que torna o trânsito mais lento nas rodovias.

Além da comodidade, chegar com antecedência também proporciona uma experiência única de viagem. Quem passar pelo aeroporto nesta alta temporada, poderá desfrutar dos espaços inaugurados recentemente: novas operações do mix comercial, totalmente ampliado, e o Terminal de Passageiros 1, com a primeira fase da reforma concluída.

O BH Airport conta agora com um embarque doméstico mais moderno, com destaque para o canal de inspeção centralizado e os portões 3, 4, 5 e 6 em uma sala de embarque repaginada. Uma das novidades da infraestrutura comercial é o lançamento da megastore Dufry, em formato walkthrough, com quase mil metros quadrados. O empreendimento é a porta de entrada para a nova sala de embarque do aeroporto.

Uma última dica: a máscara continua sendo obrigatória. Seguindo a decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o uso de máscaras para os passageiros que embarcam e desembarcam no terminal internacional mineiro é imprescindível. A obrigatoriedade abrange o interior das aeronaves e a sala de embarque. Atento à segurança das pessoas, o BH Airport segue todas as recomendações dos órgãos de saúde e orienta passageiros e visitantes a manterem os protocolos de higienização das mãos, o uso de álcool em gel e o distanciamento.

Destinos atendidos

Entre voos extras e regulares, o BH Airport está conectado a 50 destinos em janeiro. Além das rotas internacionais para Lisboa (Portugal) e Panamá, os destinos domésticos são: Aracaju (SE), Belém (PA), Barreiras (BA), Brasília (DF), Cabo Frio (RJ), Caldas Novas (GO), Campinas (SP), Carajás (PA), Comandatuba (BA), Congonhas (SP), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Foz do Iguaçu (PR), Guanambi (BA), Guarulhos (SP), Governador Valadares (MG), Goiânia (GO), Ilhéus (BA), Imperatriz (MA), Ipatinga (MG), Jericoacoara (CE), João Pessoa (PB), Juiz de Fora (MG), Lençóis (BA), Maceió (AL), Marabá (PA), Montes Claros (MG), Natal (RN), Navegantes (SC), Paracatu (MG), Patos de Minas (MG), Porto Alegre (RS), Porto Seguro (BA), Recife (PE), Ribeirão Preto (SP), Salvador (BA), Santarém (PA), Santos Dumont (RJ), São José do Rio Preto (SP), São Luís (MA), Teófilo Otoni (MG), Uberaba (MG), Uberlândia (MG), Varginha (MG), Vitória (ES) e Vitória da Conquista (BA).

Sobre o BH Airport

Único aeroporto internacional de Minas Gerais, com localização estratégica e um dos principais hubs do país que atende a cerca de 50 destinos nacionais e internacionais. Desde 2014, o terminal é administrado por uma concessão, formada pelo Grupo CCR, uma das maiores companhias de concessão de infraestrutura da América Latina, e por Zurich Airport, operador do Aeroporto de Zurich, o principal hub aéreo da Suíça e considerado um dos melhores aeroportos do mundo, além da Infraero, estatal com experiência de mais de 40 anos na gestão de aeroportos no Brasil.

Add a comment

Entidades da advocacia se manifestam contra retorno do voto de qualidade no CARF

Entidades da advocacia se manifestam contra retorno do voto de qualidade no CARF

Também foi solicitada audiência pública para apresentação de sugestões de ajustes em prol do melhor equilíbrio entre as partes do processo administrativo fiscal

A Associação dos Advogados de São Paulo (AASP), juntamente com outras oito entidades representativas da advocacia, enviou ofício ao Ministério do Planejamento e Orçamento e ao Ministério da Fazenda, manifestando-se sobre as alterações veiculada pela Medida Provisória nº 1.160, de 12 de janeiro de 2023 (MP 1160/2023). Na manifestação, as entidades questionam as justificativas apresentadas para o retorno do voto de qualidade a favor da Fazenda no caso de empate nos julgamentos do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) e o aumento do valor – para até mil salários mínimos – como limite de acesso ao CARF.

De acordo com as entidades, o aumento no acervo de processos do CARF, ocorrido nos últimos anos, não decorre do fim do voto qualidade a favor da Fazenda, mas sim da somatória de diversos fatores, tais como: a greve dos Auditores Fiscais Federais, que culminou na suspensão – pelo período de 8 meses – das sessões de julgamento, em 2022; e a pandemia de COVID19, que paralisou as sessões de julgamentos, por quatro meses, durante o ano de 2020. Também foi apontada como causa geradora do aumento de acervo, a limitação das sessões virtuais para processos de baixo valor.

Para os signatários da manifestação, o retorno do voto de qualidade a favor da Fazenda não resultará em receita para a União. Pelo contrário, as discussões fiscais migrarão para o Poder Judiciário, aumentando a litigiosidade – efeito oposto ao desejado pelo programa “Litígio Zero”. Além disso, as entidades consideram que a definição de contencioso administrativo fiscal de baixa complexidade, inserida pelo art. 27-B da Lei nº 13.988/2020, é ilegal e inconstitucional, pois afronta os princípios da isonomia, do contraditório e da ampla defesa, limitando acesso ao órgão.

Ao final, as entidades pedem a designação de audiência pública para que possam apresentar sugestões de ajustes em prol do melhor equilíbrio entre as partes do processo administrativo fiscal, acompanhando seus desdobramentos.

Confira os documentos enviados aos Ministério do Planejamento e Orçamento https://aaspsite.blob.core.windows.net/aaspsite/2023/01/14-Oficio-Retorno-do-Voto-de-Qualidade.pdf e ao Ministério da Fazenda https://aaspsite.blob.core.windows.net/aaspsite/2023/01/13-Oficio-Retorno-do-Voto-de-Qualidade.pdf.

AASP EM AÇÃO

A Associação dos Advogados de São Paulo (AASP) atua de forma ininterrupta e firme em prol da advocacia e da sociedade brasileira. Acreditamos que o profissional deve se dedicar ao que faz melhor: advogar. Atuamos em defesa dos direitos e dos interesses da classe, em todo o território nacional, além de termos o compromisso de esclarecer, provocar o debate e cobrar o Poder Público sobre decisões que beneficiem toda a sociedade civil. Para saber mais sobre nossa atuação, acompanhe nosso Portal AASP (www.aasp.com.br) e nossas mídias sociais. AASP: potencializando e facilitando o exercício da advocacia.

Add a comment

O Lean Construction como ferramenta para aprendizagem organizacional

O Lean Construction como ferramenta para aprendizagem organizacional

*Bernardo Etges

A Construção Civil é um setor de grande impacto na geração de receita e emprego em todo o mundo. Enquanto no Brasil, a construção civil representa cerca de 6% do PIB nacional, é também, um dos setores com menor emprego de tecnologia, com avanços lentos em termos de produtividade e ainda é reconhecido pelos próprios profissionais como um setor carente no desenvolvimento de conhecimento inovador e propenso ao empreendedorismo. Dados de uma pesquisa realizada com startups do setor da construção em 2020, revelaram uma preocupação quanto ao comportamento dos profissionais da construção civil em aceitar o uso de tecnologia nos canteiros de obra quanto ao perfil dos engenheiros formados com baixa predisposição à inovação.

Posso afirmar, ao longo desses mais de 10 anos de experiência no mercado, que o conhecimento é um insumo de grande valor para as empresas que desejam ser mais inovadoras, produtivas e criar maior impacto no setor. Acompanhar as mudanças na sociedade, principalmente com os avanços tecnológicos não tem sido uma tarefa fácil atualmente, mas percebe-se uma motivação para movimentar algumas empresas do setor.

Acredito que a visão ampliada sobre as atividades produtivas é um dos fatores mais importantes para o avanço nesse sentido. Sendo assim, o Lean Construction não é apenas sobre ensinar e aplicar ferramentas: a construção enxuta é a própria ferramenta, capaz de criar um ambiente colaborativo entre as pessoas envolvidas no projeto, onde a informação é compartilhada, e mais do que isso, transformada em práticas de melhoria contínua e aprendizado.

Então, como podemos explorar esse conhecimento de forma dinâmica?

Através das oportunidades de inovação, a construção enxuta proporciona momentos de discussão e interação, terreno fértil para gerar soluções e aprendizado. É claro que o aprendizado depende de dois tipos de domínios diferentes, um mais teórico, e outro que demanda um contato com os valores, atitudes, ideais e ações, ou seja, que é adquirido apenas com a experiência.

Em um estudo recente, publicado junto da Bianca Trentim no Congresso do IGLC (International Group for Lean Construction) de 2021, analisamos a aplicação do Lean Construction quanto a sua capacidade de criar e gerar conhecimento para as organizações. Avaliamos a interação entre oconhecimento tácito, obtido através da experimentação e workshops e conhecimento explícito, transmitido através de treinamentos e capacitações formais. No caso, foi avaliado a geração do conhecimento entre as equipes de diferentes canteiros de obra quanto ao conceito e utilização de práticas como Last Planner System, Takt Time Planning, Value Stream Mapping, dailys, check-ins, check-outs.

Os resultados observados mostram que durante a implementação das ferramentas Lean Construction, é melhor que exista a oportunidade de cada um expor as suas competências a respeito da execução das obras e sobre a empresa onde trabalham, podendo assim partilhar os seus pontos de vista. Já tive a oportunidade de ver diversas ideias apresentadas contribuírem para ações de melhoria de diversos projetos, e tenho certeza que a colaboração e compartilhamento de informações entre uma equipe se traduz em conhecimento para a empresa.

Os resultados da pesquisa mostram que 92,6% dos respondentes identificaram que na maioria dos casos, quando as ferramentas do Lean Construction foram aplicadas na prática, seu conhecimento foi aprimorado, o que permite inferir que, nesses casos, houve transferência de conhecimento tácito e geração de conhecimento pela experiência. Conforme mencionado anteriormente, embora o conhecimento explícito, gerado por meio de treinamento formal, tenha retornos extremamente expressivos, o conhecimento tácito surge como um grande agregador de resultados no ambiente de trabalho.

Mesmo com o emprego das ferramentas do Lean promovendo a integração entre múltiplos níveis da organização, ainda sim, foi percebido que a maior parcela de geração de acontece mais facilmente entre pessoas que ocupam cargos de liderança do que com pessoas que ocupam cargos operacionais. Diante de um cenário como esse, é importante que as lideranças se esforcem para desenvolver contextos construtivos, onde os colaboradores possam se engajar com o propósito de discutir livremente questões de trabalho. O Lean Construction, por ser adaptável, é a oportunidade perfeita para reduzir obstáculos e melhorar a comunicação entre as áreas.

Dar voz ao time de produção, do escritório ao canteiro de obras, é uma das formas de aumentar consideravelmente o nível de excelência operacional, trabalhando em conjunto para manter a competitividade do negócio. Criar, aprender e gerar colaboração nas frentes de serviço e nos últimos níveis da operação é um desafio que, sem dúvida, vai trazer impactos positivos perceptíveis à gestão da construção.

Por fim, deixo aqui a minha provocação: de que forma a criação de conhecimento eficiente pode aumentar a inovação nas construtoras, resolvendo problemas e eliminando desperdícios? Para isso, precisamos entender que a aplicação de dinâmicas colaborativas e práticas com respaldo teórico é uma maneira de motivar o setor a ser mais inovador e produtivo.

*Bernardo Etges é Engenheiro Civil formado pela UFRGS e Co-fundador da Climb Consulting. É Mestre em Lean Construction e Doutorando em Gestão da Construção com foco em Inovação no PPGCI-UFRGS. Possui mais de 10 anos de experiência em implementação de projetos de consultoria de Lean Construction e Excelência Operacional em obras de incorporação e infraestrutura no Brasil, África e Caribe. Desde 2018 atua de forma engajada nos processos de inovação aberta e incentiva a implementação da tecnologia na construção

Add a comment

Subcategorias

X

Buscar artigos