Volta as aulas sem o uso do celular e o impacto na saúde dos jovens  

Volta as aulas sem o uso do celular e o impacto na saúde dos jovens

Regulamentação do uso de celulares em escolas requer diálogo sobre danos à saúde e à socialização dos jovens

Projeto de Lei sancionado hoje, 13/02/25, restringe o uso de celulares nas escolas, o que demanda equilíbrio entre avanços pedagógicos e desafios tecnológicos, afirma pesquisadora da área de Educação da Unit.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sanciona nesta segunda-feira (13) o projeto de lei que restringe o uso de celulares e dispositivos eletrônicos em instituições de ensino da educação básica, abrangendo escolas públicas e privadas. A medida, aprovada pelo Congresso Nacional em dezembro, determina que o uso dos aparelhos seja permitido apenas em atividades pedagógicas, de acessibilidade ou em casos excepcionais, como condições de saúde. Especialistas e educadores destacam que a regulamentação exige equilíbrio entre os riscos do uso excessivo de telas e o potencial pedagógico da tecnologia.

Um dos temas que têm gerado muitos debates entre pais, filhos, educadores e especialistas é a proibição do uso de celulares em salas de aula, principalmente nas escolas de ensino Infantil, Fundamental e Médio. Projetos de lei neste sentido já foram aprovados e viraram leis estaduais em 21 estados brasileiros.

Essas iniciativas refletem uma preocupação crescente com os impactos negativos do uso indiscriminado de dispositivos eletrônicos no ambiente escolar, buscando equilibrar o acesso à tecnologia com a necessidade de manter a concentração e o bem-estar dos estudantes.

Entre as justificativas, estão a diminuição da dependência excessiva que crianças e adolescentes vêm desenvolvendo em relação ao uso de telas, o que é apontado como causa de transtornos e doenças mentais como depressão, ansiedade e outros problemas. A regra também seria uma forma de proteger esse público contra abusos e ataques de hackers e criminosos, bem como restringir o acesso a conteúdo considerado impróprio, como pornografia, drogas, violência, linguagem imprópria e apostas eletrônicas. Por outro lado, os contrários à proibição acreditam que ela seria um retrocesso para os estudantes, num momento em que a tecnologia e a conectividade estão se integrando cada vez mais às práticas pedagógicas e ao mercado de trabalho.

Na perspectiva da professora e pesquisadora Alana Danielly Vasconcelos, do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Tiradentes (PPED/Unit), as questões que relacionam Educação e Tecnologia demandam uma análise mais profunda do que a simples dicotomia de proibir ou liberar. “Na verdade, o que a gente precisa é compreender o papel da tecnologia na sociedade contemporânea, porque ela muda a nossa forma de vida, o modo como a gente interage e como a gente se comunica. É também uma linguagem que essas crianças e esses adolescentes possuem na sociedade atual”, opina.

Ela defende que os estudantes e professores podem lançar mão de celulares, tablets ou smartphones para acompanhar as aulas, pesquisar informações complementares e executar as atividades relacionadas ao conteúdo ministrado em sala de aula. Por outro lado, deve-se tomar cuidado para que o aparelho não se torne um fator de distração. “O professor em sala de aula precisa estar ali com uma formação adequada para utilizar esse recurso como um apoio pedagógico, para que ele não se torne uma distração do processo de aprendizagem. A gente sabe que de fato existe o bullying virtual, a falta de concentração… e isso tudo são problemas reais que afetam a criança e o adolescente quando ele leva esse recurso tecnológico para a sala de aula sem essa orientação pedagógica adequada”, observa Alana.

Educação e orientação midiática

Um dos caminhos traçados no âmbito educacional para o uso dos celulares e aparelhos é o da educação midiática, na qual as pessoas são ensinadas a lidar com os conteúdos das mídias tradicionais e on-line, filtrando a veracidade de cada conteúdo e utilizando-o de forma ativa e crítica, seja no ambiente presencial ou no digital. Este tipo de educação pode inclusive ajudar na superação de algumas dificuldades e desafios encontrados na realidade atual da educação brasileira, como as deficiências em leitura, interpretação e feitura de cálculos simples.

“A gente precisa ter um trabalho forte de fazer uma educação que prepare esses estudantes, independentemente da idade que eles tenham, para serem participantes ativos e críticos seja no ambiente presencial ou no ambiente digital. Eu acredito que o trabalho precisa ser direcionado para uma perspectiva de uma educação midiática, em que se entenda que o problema não é só a tecnologia em recurso, mas [a forma] como ela é utilizada”, diz a professora, destacando ainda que a educação midiática é um fator que precisa ser levado em conta nas políticas públicas voltadas à educação.

O caminho para lidar com o uso de celulares por crianças e adolescentes, diminuindo a dependência do uso de telas, passa por um maior diálogo e alinhamento dentro das famílias, com os pais e responsáveis orientando diretamente os filhos e estabelecendo regras e limites. Para Alana, a família é muito importante nesse contexto. “Não adianta só a gente legislar para proibir esse uso sem que a gente tenha também o diálogo com as famílias. Porque se a gente não contar com o apoio da família, de nada adianta todo um esforço educacional de trazer a perspectiva da melhoria da educação colocando um equilíbrio na utilização desses recursos digitais e consiga de fato trabalhar melhor a aprendizagem. É preciso que as frentes que estão nessa discussão se lembrem de dialogar com a família, porque faz ela parte do processo de aprendizagem”, alerta a professora.

Perfil da Professora

Alana Danielly Vasconcelos

Vice-Líder do Grupo de Pesquisa Grupo de Pesquisa em Educação, Tecnologias da Informação e Cibercultura (GETIC/UNIT).

Pedagoga formada pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), Alana também é Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente pelo (PRODEMA-UFS) e Doutora em Educação pelo PPGED (UFS).

Alana também integra o Grupo de Pesquisa Núcleo de Pesquisa em Comunicação e Tecnologia (NUCA/UFS) e é Coordenadora Editorial da Revista Internacional EDUCON (UFS).

 

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Volta as aulas e a proibição de celulares em escolas tenta reduzir dependência de telas em crianças  

Volta as aulas e a proibição de celulares em escolas tenta reduzir dependência de telas em crianças

Estudos mostram que uso excessivo de telas causa impactos na saúde mental e na capacidade criativa do público infantil, mas especialistas apontam que o controle mais eficaz e educativo deve vir dos próprios pais

A proibição de celulares em escolas públicas e particulares de todo o Brasil já está prevista em uma lei federal, que foi aprovada no mês passado pelo Congresso Nacional e sancionada nesta segunda-feira, 13, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os telefones, tablets, smartphones e outros aparelhos do tipo não poderão mais ser usados em aulas, recreios e atividades extracurriculares. A exceção da regra fica para os casos de saúde ou emergências. A previsão é de que a nova lei seja regulamentada em até 30 dias, mas entre em vigor já no início deste ano letivo de 2025.

A nova lei é uma das respostas mais significativas do poder público para uma demanda cada vez mais presente nas escolas: o uso excessivo de telas por crianças e adolescentes. Este comportamento, que já vinha se arraigando na sociedade desde a pandemia da Covid-19, é apontado por diversas pesquisas científicas e especialistas em saúde como o primeiro e principal responsável pelo aumento dos casos de doenças e transtornos de saúde mental entre o público infantil.

Uma delas, divulgada no ano passado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com base na revisão de 142 artigos científicos, mostrou que 72% dos estudos relacionados a crianças constataram aumento da depressão associada ao abuso da exposição a telas neste grupo. Os mesmos estudos apontam ainda a ocorrência de problemas como transtorno de déficit de atenção, hiperatividade e diminuição do quociente de inteligência (QI), além do desenvolvimento precoce de doenças crônicas associadas à obesidade. A tudo isso, acrescenta-se o distúrbio de uso abusivo de tecnologias, tipificado pela Classificação Internacional de Doenças (CID).

“A recomendação é que essas crianças possam utilizar de duas a quatro horas por dia no máximo de tecnologias, mas isso está aumentando muito. A consequência disso é uma maior irritabilidade, menor tolerância e frustração, dificuldade de socialização, entre outras coisas. E isso atrapalha muito a rotina porque o celular acaba ocupando muito tempo da pessoa, que deixa de lado outras atividades, principalmente as de convivência”, alerta Catiele Reis, professora do curso de Psicologia da Universidade Tiradentes (Unit) e especializada em Psicologia da Infância.

Ela aponta três fatores principais que podem explicar o uso excessivo de telas e tecnologias pelas crianças. Uma delas é a própria pandemia, que criou uma grande quantidade de situações para o livre acesso e uso dos celulares pelas crianças. Outra é o que Catiele chama de “terceirização do cuidado”, na qual os pais saem para trabalhar ou cumprir outras tarefas, deixando os filhos muito tempo no celular para suprir uma falta. “Talvez o terceiro motivo seja a demanda excessiva de vários lugares querendo trazer a tecnologia, a exemplo das escolas, entre outros lugares. Estar fora da tecnologia muitas vezes é deixar a criança de lado, e daí surge todo um mercado tecnológico por conta disso”, acrescenta ela.

E esta demanda, aplicada às práticas pedagógicas modernas acaba criando ressalvas quanto à real eficácia da nova lei contra o uso de celulares em escolas. “A proibição seria um caminho se as escolas não usassem a tecnologia como ferramenta de ensino. A criança passa um grande tempo sem uso, mas as próprias escolas têm aplicativos, têm aulas com tablet e outras ferramentas que exigem o uso de tecnologias. Então, será que está sendo um caminho ou está mascarando o problema?”, questiona a professora, ao sugerir um trabalho mais intenso de conscientização dos pais das crianças para que eles dosem mais o consumo dos aparelhos e controlem o acesso a plataformas e aplicativos.

“É controlar o tempo que a criança fica de acesso ao celular, limitando em até duas horas, é ficar de olho no que a criança está mexendo no telefone, naquilo que ela está trazendo, no que ela está vendo, com quem ela está falando, etc. E prestar atenção na classificação indicativa destes sites e aplicativos”, diz Catiele.

Brincadeiras de rua

Um caminho possível para tentar diminuir a dependência das telas é incentivar a retomada das brincadeiras e atividades de rua, que vão desde a prática de esportes como futebol, vôlei, “queimada” ou artes marciais, até a brincadeiras mais praticadas antigamente, como bola-de-gude, “pique-esconde” e o “pega-pega”, que exigem uma boa dose de energia e esforço físico. Elas foram perdendo espaço para as telas ao longo das últimas décadas, o que também impactou o “modo de brincar” das gerações mais novas.

Este detalhe foi constatado em outro estudo, feito por pesquisadores da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), ligada à Universidade de São Paulo (USP). Eles acompanharam os hábitos de recreação e consumo digital de 14 crianças entre 8 e 12 anos. Elas têm escolhido consumir conteúdos de redes sociais como YouTube, TikTok e WhastApp, em detrimento de atividades e jogos lúdicos. E relataram dificuldades em brincar sozinhas e em interagir com outras pessoas no ambiente físico, além de estarem mais expostas a situações como cyberbullying, assédio e pressões psicológicas dos mais variados tipos. Uma das consequências apontadas pelo estudo foi a “diminuição da criatividade para desenvolver brincadeiras individuais na vida real”.

“A criança acaba achando muito mais atraente as cores, o vídeo, a tecnologia que é trazida pelos elementos que a gente tem aqui. Então, o ato de brincar vem sendo moldado por essa prática, justamente por conta desses elementos que a gente tem de trazer, com uma grande quantidade de coisas, de situações que fazem com que a criança esteja sempre ligada. Sem contar o fato de elas ficarem cada vez mais perigosas. As crianças vem perdendo o espaço do brincar coletivamente e a habilidade social, ou seja, a socialização, que é um ato aprendido, enquanto vem perdendo esse espaço”, lamenta a professora Catiele, atribuindo o fato a uma “necessidade mercadológica” cada vez mais presente, com os pais querendo manter seus filhos cada vez mais ocupados o tempo inteiro.

“Perde-se a criatividade porque dão tudo de mão beijada pra essa criança, no sentido de não permitir que ela fique entediada. Ela sempre tem que estar fazendo alguma coisa e perde o espaço de criar essa ‘alguma coisa’ que ela vai fazer. Um brinquedo, quando é dado para a criança, já vem com a instrução específica de como ele deve ser usado. Esquece-se que, muitas vezes, que esse brinquedo que eu vou colocar pra essa criança, é algo que eu vou deixar ela descobrir. Tem-se um excesso de falta de paciência nessa questão, que também vem de uma geração de pais tecnológicos”, observa ela

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Corona Summer Pátio Batel chega ao último mês com música, yoga a céu aberto e coworking pé na areia   

Corona Summer Pátio Batel chega ao último mês com música, yoga a céu aberto e coworking pé na areia  

Corona Summer Pátio Batel chega ao último mês com música, yoga a céu aberto e coworking pé na areia

O espaço, instalado no rooftop do shopping, está repleto de atividades de relaxamento e bem-estar

O Corona Summer Pátio Batel, oásis urbano instalado no rooftop do shopping, divulgou a programação completa de fevereiro com atividades gratuitas para o público. O espaço, que estará disponível até 27 de fevereiro, oferece uma experiência "pé na areia" para quem busca relaxar e se conectar com o bem-estar no coração da cidade.

A programação é diversificada, com atividades voltadas para o corpo e mente mediante agendamento, e apresentações de DJs durante o Corona Sunset Hour e o Open Summer, que ocorrem ao pôr do sol das quintas e sábados, respectivamente. As atividades ocorrerão durante a semana, em horários diurnos, com capacidade limitada mediante ordem de chegada.

Confira a programação completa de fevereiro:

01/02 (sábado): 17h - Open Summer com DJ Murilo Mongelo

03/02 (segunda): 10h - Aulas de Funcional com Tonus Gym

05/02 (quarta):10h - Dalmeet Kaur Yoga

06/02 (quinta): 17h - Sunset Hour com DJ Sereia Bloom

07/02 (sexta): 15h às 20h - Spa de mãos L'Occitane

08/02 (sábado): 17h - Open Summer com DJ Babs

10/02 (segunda): 10h - Aulas de Funcional com Tonus Gym

11/02 (terça): 11h às 19h - Bruna Passaura Spa Day

12/02 (quarta):10h - Dalmeet Kaur Yoga

13/02 (quinta): 17h - Sunset Hour com show de Wes Ventura

15/02 (sábado): 17h - Open Summer com DJ Gab

17/02 (segunda): 10h - Aulas de Funcional com Tonus Gym

19/02 (quarta): 10h - Dalmeet Kaur Yoga

20/02 (quinta): 17h - Sunset Hour com DJ Babs

21/02 (sexta): 11h às 19h - Bruna Passaura Spa Day

22/02 (sábado): 17h - Open Summer com DJ Disco Veneno

24/02 (segunda): 10h - Aulas de Funcional com Tonus Gym

26/02 (quarta): 10h - Dalmeet Kaur Yoga

27/02 (quinta): 17h - Sunset Hour com DJ Titcho

Sobre o Corona Summer Pátio Batel

O Corona Summer Pátio Batel oferece um ambiente imersivo com áreas de areia e lava-pés, além de um coworking com pé na areia, climatizado e com isolamento acústico. O espaço foi idealizado para proporcionar momentos de relaxamento e bem-estar aos visitantes.
Aberto ao público de 9 de janeiro a 27 de fevereiro, o espaço está localizado no rooftop do shopping, ao lado da praça de alimentação no Piso L4.

Serviço:

Corona Summer Pátio Batel

Data: 9 de janeiro a 27 de fevereiro

Entrada gratuita

Local: Pátio Batel - Av. do Batel, 1868 - Piso L4, rooftop - Curitiba - PR

Mais informações: www.patiobatel.com.br/coronasummer 

Sobre o Pátio Batel

Entretenimento, cultura, lazer e compras em um local singular de Curitiba. O Pátio Batel é o único shopping do segmento luxo do Sul do Brasil, contando com aproximadamente 190 estabelecimentos, sendo 71 lojas exclusivas, como Prada, Burberry, Gucci, Hugo Boss, Louis Vuitton e Tiffany & Co. Em seus 10 anos de história, a marca Pátio Batel se posiciona como “única em todos os sentidos”: um espaço para ser acolhido em uma experiência de bem-estar, moda e luxo.

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Capital Concreto une forças em hub milionário e projeta faturamento de 1 bilhão para 2025

Capital Concreto une forças em hub milionário e projeta faturamento de 1 bilhão para 2025

Assinando projetos milionários e unindo grande nomes ao time, a holding impulsiona sua visão de futuro

Com mais de dez empreendimentos entregues e quatro já na fase de projeto, a Capital Concreto se mostra cada vez mais potente em meio ao ritmo acelerado de crescimento do mercado imobiliário. Com sete anos de fundação, a incorporadora ampliou sua lucratividade com a inauguração da Capital Hub, em julho do ano passado. Sob gestão de Leandro Barankiewicz, nome de peso do setor, a holding também recebeu em 2024 outro importante nome, Débora Policarpo, executiva formada em Administração pela USP, com especializações no Brasil e no exterior em Administração e Finanças, gerando experiências como líder na área administrativa e financeira para a América Latina de uma empresa alemã do setor médico, consolidando sua experiência em gestão internacional.

Marcelo Menezes, CEO e founder da Capital Concreto, cita que a estimativa do faturamento para 2025 tem previsão de chegar a 1 bilhão de reais. “O número é resultado de uma tendência crescente de lançamentos de produtos compactos muito bem localizados, ora para moradia, ora para investimentos”, explica. Essa alta contribui na empregabilidade, com aproximadamente 2,6 milhões de empregos formais na área da construção civil. A crescente do valor de mercado das empresas do setor imobiliário chegou ainda a 64,6% na Bolsa de Valores, de acordo com a ABRAINC (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias).

A Capital Concreto assina projetos inovadores como o R.496, a primeira incorporação do mundo 100% desenvolvida por mulheres. A ideia surgiu da co-fundadora Mariana Menezes, que uniu forças às empresárias Sophia Martins, Lisa Dossi, Juliê de Mattos e Juliana Ambrosio. A expectativa é de que o projeto alcance R$30 milhões dos investidores, chegando a um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$130 milhões. O Capital Hunters é outro programa transformador também assinado pela incorporadora que visa fomentar a parceria entre corretores de imóveis de todo o Brasil em um modelo de negócio com maior eficácia nas vendas.

A mais recente iniciativa é a criação do Growth Board, sistema de expansão acelerado para investidores, que tem como parceiros Márcio Kieling, trader no mercado financeiro, e Sophia Martins, um dos principais nomes do real estate. Para Barankiewicz, a Capital Concreto está se posicionando de forma estratégica ao integrar líderes como Sophia e Márcio, onde seus conhecimentos em alta performance, inovação e comunicação serão fundamentais para impulsionar nossa visão de futuro.

Serviço: https://www.cconcreto.com.br/

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Carreira internacional: falar alemão abre oportunidades para enfermeiros, cuidadores e profissionais de TI   

Carreira internacional: falar alemão abre oportunidades para enfermeiros, cuidadores e profissionais de TI  

Carreira internacional: falar alemão abre oportunidades para enfermeiros, cuidadores e profissionais de TI

Conhecimento da língua facilita o recrutamento e aumenta as chances de sucesso no país europeu

Com uma demanda crescente por profissionais qualificados, a Alemanha oferece excelentes oportunidades para enfermeiros e cuidadores de idosos que desejam construir uma carreira internacional. Os profissionais brasileiros da área podem se beneficiar de salários competitivos, condições de trabalho de alta qualidade e perspectivas de crescimento profissional.

O conhecimento da língua alemã também abre portas para universidades europeias, que oferecem bolsas e oportunidades de trabalho. Marina Ciola, professora de alemão e fundadora do Instituto Denkmal, associada da Câmara de Comércio e Indústria Brasil – Alemanha do Paraná (AHK Paraná), explica que “a área da saúde está em alta demanda devido ao envelhecimento da população alemã e ao baixo interesse dos jovens em se profissionalizar neste setor. Por conta disso, enfermeiros e cuidadores com fluência em alemão têm oportunidades imediatas de trabalho.”

A fundadora da Denkmal afirma que para trabalhar na Alemanha é necessário conhecer o processo de imigração, que consiste em diferentes etapas: primeiramente, é preciso ter conhecimento intermediário de alemão (nível B1), diploma validado e experiência profissional relevante e comprovada. Em seguida, é recomendado procurar uma empresa recrutadora confiável e inscrever-se no programa de recrutamento.

“O processo para se tornar fluente em alemão varia de aluno para aluno, mas dura, em média, 10 meses. Nosso curso é personalizado de acordo com cada necessidade e pensando também na certificação necessária (TELC ou Goethe) para poder iniciar o processo de imigração”, ressalta Marina.

Além da área de saúde, a tecnologia também tem empregado diversos brasileiros em território alemão. Os benefícios são muitos, dentre eles estão bolsas de estudo para universidades renomadas, salário em euros e suporte para moradia e passagem. Para iniciar o processo de imigração, a professora de alemão recomenda:

1. Conhecer a cultura alemã

2. Aprender frases simples e contextualizadas

3. Focar na comunicação, não apenas na gramática

4. Criar um plano de estudos com metas

“Sabemos como é difícil essa mudança, por isso, focamos na fluência funcional do aluno, ou seja, que ele consiga se comunicar sem dificuldades no dia a dia no momento de chegada na Alemanha. Entendemos que estar bem psicologicamente é fundamental e, para isso, contamos com psicólogos parceiros em nossas aulas. Trabalhamos também com uma imersão cultural nas tradições alemãs”, destaca a fundadora do Instituto Denkmal.

Inteligência Artificial no aprendizado de alemão

A Inteligência Artificial (IA) pode ser um grande aliado dos profissionais na hora de aprender uma nova língua, como o alemão. Existem plataformas de IA que proporcionam correção gramatical imediata, personalização do aprendizado e exercícios contextualizados. Aplicativos de pronúncia e conversação com robôs também ajudam a desenvolver habilidades orais e escritas.

No entanto, Marina Ciola alerta que é essencial utilizar essas ferramentas de forma equilibrada, sem substituir a interação humana e a prática ativa da língua. “O aluno deve utilizar como um material de apoio e não depender da IA para fazer todos os exercícios. Sempre reforço que a inteligência artificial veio para somar e não substituir a inteligência humana”.

AHK Paraná e intercâmbio profissional

A AHK Paraná, como representante oficial da economia alemã no estado, incentiva a imigração profissional de trabalhadores especializados. Contudo, salienta a importância da qualificação adequada e planejamento prévio para uma transição bem-sucedida. Além disso, recomenda uma rigorosa verificação da confiabilidade das recrutadoras envolvidas no processo.

Sobre a AHK Paraná - Estimular a economia de mercado por meio da promoção do intercâmbio de investimentos, comércio e serviços entre a Alemanha e o Brasil, além de promover a cooperação regional e global entre os blocos econômicos. Esta é a missão da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK Paraná), entidade atualmente dirigida pelo Conselheiro de Administração e Cônsul Honorário da Alemanha em Curitiba, Andreas F. H. Hoffrichter.

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