Alzheimer canino: como melhorar a qualidade de vida do pet?

Alzheimer canino: como melhorar a qualidade de vida do pet?

Por Nathali Vieira

O melhor amigo do homem também envelhece, e pode apresentar certas predisposições a doenças que irão demandar um cuidado bem maior no dia a dia. O Alzheimer canino é uma delas, a qual, apesar de não ter cura nem tratamento, pode ser retardada a partir de estímulos simples feitos com o animal desde cedo, fora demais adaptações no lar como forma de garantir uma maior qualidade de vida nesta fase que, por si só, já é bem difícil de lidar.

Formalmente conhecida como Síndrome da Disfunção Cognitiva Canina, essa doença neurodegenerativa costuma afetar grande parte do sistema nervoso central e do encéfalo do pet, responsáveis pela coordenação motora e emoções, causando processos degenerativos encefálico progressivos e irreversíveis.

Apesar de ser mais vista em cães a partir dos sete anos de idade, um estudo da Dog Aging Project identificou que este risco de declínio cognitivo aumenta cerca de 52% para cada ano adicional de idade após os 10 anos, independente da raça.

Quem já conheceu uma pessoa acometida por essa doença, sabe que os sintomas acabam por transformar, totalmente, a relação de dependência com o paciente. Assim como nos humanos, os cães com Alzheimer apresentam desorientação, uivos e latidos excessivos, trocam o dia pela noite, podem deixar de reconhecer seus tutores e, nos casos mais graves, enfrentar incontinência urinária e fecal.

Ao menor indício de comportamento parecido, é crucial levar o pet ao veterinário para realizar os exames solicitados e confirmar o diagnóstico - até porque não há um exame específico voltado ao Alzheimer. É um diagnóstico desafiador, no qual se faz exclusão de outras possíveis doenças encefálicas que poderiam desencadear sinais parecidos.

O ideal é solicitar o histórico completo do animal e, se necessário, utilizar ressonância ou tomografia para diferenciar de outras doenças encefálicas, como presença de neoformações ou inflamações no SNC.

Por mais que não haja nenhum tipo de prevenção contra essa Síndrome, o enriquecimento ambiental é uma estratégia altamente eficaz para manter o pet ativo desde cedo e, com isso, retardar o início desses sintomas, caso já tenha uma pré-disposição natural. Assim como os gateiros costumam ter em seus lares os arranhadores para esses bichinhos, os pais e mães de cães podem ter uma série de brinquedos que os entretenham no dia a dia, além de levá-los para passear, correr e se manter em constante movimento.

Uma alimentação balanceada e rica em nutrientes para o animal, incluindo senil, antioxidante, vitaminas, complexo B e ômega 3, por exemplo, também faz parte desse conjunto de cuidados. E, caso venha a ser diagnosticado, a casa precisa ser adaptada para essa nova realidade, o mantendo em segurança diante da inevitável desorientação do pet.

Em lares que tenham muitas escadas, como exemplo, é crucial colocar porteiras ou cercas que impeçam o cão de cair e se machucar. Tapetes antiderrapantes também são muito bem-vindos, evitando que escorreguem. Fora, é claro, de toda a atenção mais presente dos tutores ao longo do dia, ajudando que continuem se alimentando bem e estejam protegidos dentro de casa.

Todo cão com Alzheimer se tornará bem mais dependente quanto aos cuidados rotineiros. Por isso, ao perceberem qualquer mudança de comportamento, busque orientação veterinária imediatamente, sem esperar que os sintomas se agravem. Quanto antes forem orientados quanto ao acompanhamento adequado, mais o pet poderá viver com conforto, segurança e dignidade. A doença pode ser inevitável, mas o sofrimento não precisa ser.

Nathali Vieira é médica veterinária na Pet de TODOS.

Sobre a Pet de TODOS: https://petdetodos.com.br/

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Swadisht, tradicional restaurante indiano, celebra o Festival das Cores com lançamento de drinks autorais

Swadisht, tradicional restaurante indiano, celebra o Festival das Cores com lançamento de drinks autorais

Swadisht, tradicional restaurante indiano, celebra o Festival das Cores com lançamento de drinks autorais

Celebração do Happy Holi acontece na quarta-feira (4/3) e o público poderá provar seis novos drinks e curtir a noite com dança e comidas típicas

No dia 4 de março, o Swadisht promove a quarta edição do Happy Holi, uma noite especial que une gastronomia, lançamento de drinks autorais e manifestações culturais para celebrar o Festival das Cores da Índia.

Símbolo de alegria, renovação e boas energias, o Holi é uma das festas mais populares da cultura hindu. Tradicionalmente celebrado com cores vibrantes, o festival representa a vitória do bem sobre o mal e convida todos a deixarem para trás as energias negativas. Para marcar a data, o restaurante lança uma carta exclusiva com seis novos drinks autorais, criados especialmente para o Happy Holi. Refrescantes e vibrantes, os coquetéis levam a assinatura do bartender Antônio Carvalho que tem mais de 10 anos de experiência, e foram inspirados nas especiarias que dão identidade à culinária indiana e às suas festas tradicionais.

Nesta noite especial, os clientes ganharão um drink da nova carta, podendo escolher entre duas opções disponíveis.

Cultura e tradição em destaque

Além da experiência gastronômica e dos coquetéis, a noite contará com apresentação de dança indiana, proporcionando uma imersão cultural e reforçando o clima festivo do Happy Holi.

Reconhecido como o primeiro restaurante indiano de Curitiba, o Swadisht carrega mais de duas décadas de história e tradição. O cardápio é assinado pelo chef Ravi Shinde e o sous-chef Shivam Takkur, ambos nascidos na Índia, e que trouxeram para o Brasil conhecimentos milenares herdados de suas famílias.

A trajetória do Swadisht é marcada por reconhecimento do público e da crítica especializada. Entre os destaques, o restaurante foi vencedor do prêmio Veja Comer e Beber 2017/2018 na categoria oriental e recebeu recente indicação ao Bom Gourmet 2025, na categoria asiático.

No dia 04/03, o restaurante abrirá normalmente, mas recomenda-se que façam reservas de mesas antecipadamente no WhatsApp 41 98735-9386.

Serviço:

Happy Holi no Swadisht – 4ª edição

Quando: 04 de março

Horário: das 19h às 23h30

Endereço: Av. Vicente Machado, 2036 – Batel – Curitiba/PR

Reservas: WhatsApp 41 98735-9386

Welcome drink: 1 drink da nova carta por cliente 

Imagens: divulgação Swadisht

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Dia Mundial da Obesidade: Hospital Cardiológico Costantini alerta que excesso de peso é um dos principais fatores de risco para doenças do coração  

Dia Mundial da Obesidade: Hospital Cardiológico Costantini alerta que excesso de peso é um dos principais fatores de risco para doenças do coração

Especialistas reforçam que a obesidade sobrecarrega o coração, favorece doenças silenciosas e pode acelerar quadros como infarto e AVC

No Dia Mundial da Obesidade, celebrado em 4 de março, o Hospital Cardiológico Costantini chama a atenção para um dado que preocupa a comunidade médica: o excesso de peso é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, que seguem entre as maiores causas de morte no Brasil e no mundo. Mais do que uma questão estética, a obesidade é uma condição clínica que impacta diretamente o funcionamento do coração e compromete a qualidade e a expectativa de vida.

De acordo com especialistas, cada quilo a mais representa também uma sobrecarga adicional ao sistema cardiovascular. O coração precisa bombear sangue para uma quantidade maior de tecido corporal, aumentando a demanda cardíaca, elevando a pressão arterial e favorecendo alterações metabólicas que criam um ambiente propício para doenças graves. “O coração é um órgão resiliente, mas ele também tem limites. O excesso de peso sobrecarrega seu funcionamento e cria condições propícias para o surgimento de doenças silenciosas, que muitas vezes só se manifestam em fases avançadas”, alerta a Dra. Bianca Prezepiorski, médica cardiologista e Diretora de Governança Clínica do Hospital Cardiológico Costantini.

Como a obesidade compromete o sistema cardiovascular

O acúmulo de gordura corporal está diretamente relacionado a uma série de alterações que impactam o sistema circulatório. Entre as principais consequências estão:

Hipertensão arterial, resultado do aumento da demanda sanguínea e da maior resistência nos vasos.

Dislipidemia, com elevação de colesterol e triglicerídeos.

Diabetes tipo 2, frequentemente associada à resistência à insulina em pessoas com obesidade.

Apneia do sono, distúrbio que agrava a pressão arterial e prejudica a oxigenação do organismo.

Essas condições formam um cenário de risco elevado para infarto, insuficiência cardíaca e acidente vascular cerebral (AVC). “A obesidade é um dos principais inimigos silenciosos do coração. Muitas vezes o paciente não percebe danos imediatos, mas ao longo dos anos o excesso de peso favorece o acúmulo de placas de gordura nas artérias e pode levar a complicações graves”, explica Dra. Bianca.

Doença crônica e risco progressivo

Especialistas destacam que a obesidade deve ser compreendida como uma doença crônica, multifatorial, e não apenas como resultado de hábitos inadequados. Fatores genéticos, ambientais, hormonais e comportamentais influenciam no ganho de peso e na dificuldade de controle.

O impacto no coração é progressivo: o aumento constante da pressão sobre o órgão pode levar ao espessamento do músculo cardíaco, à perda de eficiência no bombeamento do sangue e, em casos mais graves, à insuficiência cardíaca.

“Não se trata apenas de emagrecer por estética. O controle do peso corporal reduz significativamente o risco de infarto e AVC, melhora o controle da pressão e do diabetes e amplia a expectativa de vida”, reforça a cardiologista.

Prevenção: pequenas mudanças, grandes resultados

A boa notícia é que a prevenção é possível. Alimentação equilibrada, prática regular de atividade física e acompanhamento médico periódico são pilares fundamentais para reduzir riscos.

Segundo a especialista do Hospital Cardiológico Costantini, mudanças graduais, porém consistentes, no estilo de vida têm impacto direto na saúde cardiovascular.

“Cada quilo a menos pode representar um alívio real para o coração. Controlar o peso é um gesto de autocuidado e uma estratégia concreta de prevenção. Quanto antes essa consciência for incorporada ao dia a dia, maiores são as chances de manter o coração saudável ao longo da vida”, afirma.

Sinais de alerta

Embora a prevenção deva ser prioridade, alguns sintomas exigem atenção imediata. Dor no peito, falta de ar, palpitações, cansaço excessivo e inchaço nas pernas devem ser investigados.

“O acompanhamento médico regular é essencial, especialmente para quem já apresenta fatores de risco. Identificar alterações precocemente pode evitar complicações graves e salvar vidas”, conclui Dra. Bianca.

Sobre o Hospital Cardiológico Costantini

Fundado pelo médico cardiologista Dr. Costantino Costantini, há 27 anos, o Hospital Costantini é referência em atendimento cardiológico de alta complexidade, com destaque para a excelência em cardiologia. Localizado em Curitiba (PR), o hospital alia tradição, inovação e atendimento humanizado, sendo reconhecido por sua estrutura moderna, equipe especializada e compromisso com a vida. Ao longo de sua história, consolidou-se como centro de referência em diagnósticos e tratamentos de urgência, com tecnologia de ponta e foco na qualidade assistencial.

Mais informações podem ser obtidas em: https://hospitalcostantini.com.br/

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Inclusão começa pela regulação emocional — e a arte é ferramenta, não enfeite  

Inclusão começa pela regulação emocional — e a arte é ferramenta, não enfeite

*Por Professor Sampaio

O debate sobre inclusão escolar avançou no discurso, mas ainda patina na prática. O número de diagnósticos de Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) cresce, as salas de aula estão mais diversas e os professores mais pressionados, mas seguimos insistindo em soluções superficiais. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o TEA afeta cerca de 1 em cada 100 crianças no mundo. O TDAH atinge aproximadamente 5% da população infantil global. Nos Estados Unidos, dados do Centers for Disease Control and Prevention indicam que 1 em cada 36 crianças foi diagnosticada com autismo. No Brasil, embora ainda faltem levantamentos nacionais consolidados e atualizados, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística já identificou crescimento no número de estudantes que necessitam de atendimento educacional especializado.

Esses números não são abstratos. Eles estão sentados nas carteiras das escolas. Estão nas famílias que relatam crises sensoriais frequentes. Estão nos professores que não sabem como manter a atenção de um aluno que se dispersa a cada estímulo externo. E aqui está o ponto central: não há aprendizagem possível sem regulação emocional. Muitas vezes, comportamentos como agitação, impulsividade, isolamento ou explosões emocionais são tratados como indisciplina. Mas, em grande parte dos casos envolvendo TEA e TDAH, o que existe é desorganização interna diante de excesso de estímulos, dificuldade de previsibilidade e sobrecarga sensorial. Antes de exigir desempenho acadêmico, é preciso organizar o cérebro. É nesse contexto que a arte precisa deixar de ser vista como atividade complementar e passar a ser compreendida como ferramenta pedagógica estruturada.

Quando utilizamos música com ritmo constante e repetição planejada, por exemplo, criamos um padrão previsível que auxilia na organização neural. Crianças com TDAH, que apresentam dificuldade de atenção sustentada em aulas exclusivamente expositivas, frequentemente conseguem manter foco por mais tempo quando o conteúdo é mediado por ritmo, batidas marcadas ou sequências sonoras estruturadas.

Nas artes visuais, a divisão clara em etapas, como planejamento, execução e finalização, oferece previsibilidade. Para uma criança com TEA, saber exatamente o que vai acontecer reduz ansiedade antecipatória. Um simples roteiro visual do processo pode diminuir significativamente episódios de desregulação. O teatro pedagógico, quando conduzido com roteiro definido e turnos organizados de fala, permite ensaiar habilidades sociais. Em vez de exigir interação espontânea, que pode gerar insegurança e sobrecarga, o ambiente estruturado oferece segurança para experimentar comunicação, expressão facial e contato visual de forma gradual.

Em todos esses exemplos, a palavra-chave é estrutura. Arte improvisada pode ser recreativa. Arte estruturada é intervenção pedagógica. Infelizmente, muitas escolas ainda restringem a inclusão à adaptação de avaliações ou à presença de um acompanhante terapêutico. São medidas importantes, mas insuficientes. Se o aluno não está regulado emocionalmente, nenhuma adaptação curricular será plenamente eficaz. Também é preciso romper com a ideia de que a arte é um recurso apenas “sensível” ou “expressivo”. Neurociência e educação já demonstram que ritmo, repetição e previsibilidade contribuem para organização cognitiva, memória e atenção. A arte, quando planejada, atua diretamente nesses pilares. Ignorar esse potencial é manter a inclusão no campo do discurso.

Estamos diante de um cenário em que diagnósticos são cada vez mais frequentes, famílias buscam respostas e professores pedem formação prática. A pergunta que precisamos fazer não é se devemos incluir. A pergunta é como incluir de forma eficaz. Incluir não é apenas permitir presença física na sala de aula. É garantir condições reais de aprendizagem. E aprendizagem começa pela regulação. Se quisermos avançar para uma inclusão consistente, precisamos incorporar metodologias que organizem emoção antes de cobrar desempenho. A arte, aplicada com método e intencionalidade pedagógica, é uma das ferramentas mais acessíveis e potentes para cumprir esse papel.

Não se trata de transformar a escola em ateliê. Trata-se de reconhecer que, para muitos alunos neurodivergentes, o caminho para o conteúdo passa primeiro pela organização interna. Inclusão não é concessão. É estratégia. E estratégia exige método.

*Nilson Sampaio é artista plástico e arte-educador, especialista em inclusão de pessoas com TEA e TDAH. Criador do Método PAE (Paciência, Amor e Empatia), utiliza a arte como ferramenta estruturada de autorregulação e aprendizagem. É formado em Artes Visuais e possui especialização em Educação Especial e Inclusão.

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Serra Verde Express abre temporada 2026 de visitas à fábrica da BMW em Manaus  

Serra Verde Express abre temporada 2026 de visitas à fábrica da BMW em Manaus

A Serra Verde Express anuncia a abertura do calendário 2026 para o programa "Por Dentro do BMW Group Brasil", em Manaus. O roteiro, que transforma a rotina da única planta de motocicletas da BMW fora da Alemanha em um atrativo turístico de alto padrão, reafirma a expertise da empresa em formatar produtos que unem tecnologia e lazer. Este é o segundo projeto fabril operado pela Serra Verde Express para o BMW Group, consolidando o modelo de sucesso iniciado na unidade de automóveis em Araquari (SC).

O programa convida apaixonados por duas rodas a vivenciarem os bastidores da produção dos modelos que compõem o portfólio premium da marca no país. Durante o tour de 90 minutos, os visitantes percorrem as etapas de pré-montagem, montagem de motores, chassi e os rigorosos testes de qualidade. A operação em Manaus utiliza o mesmo padrão de excelência logística da unidade catarinense, garantindo uma experiência segura em grupos de até 15 pessoas.

Para Adonai Arruda Filho, diretor-geral da Serra Verde Express, a nova temporada marca a maturidade de um nicho em expansão. “Ao levarmos para Manaus o know-how que desenvolvemos no tour de Araquari, criamos uma ponte entre a engenharia de ponta e o entusiasta da marca. Nossa missão é oferecer uma jornada que conecte o público à precisão técnica e à paixão que movem o setor, transformando o ambiente fabril em um destino turístico estratégico para o Brasil”, afirma o executivo.

A planta de Manaus, com 15 mil metros quadrados e capacidade para 17 mil unidades anuais, opera sob rígidos protocolos de sustentabilidade, utilizando energia 100% renovável.

Serviço:

Evento: Temporada 2026 - Tour Por Dentro do BMW Group Brasil (Manaus)

Local: Fábrica do BMW Group – Manaus (AM)

Horário: Sob agendamento prévio (grupos às 9h, 10h30, 13h e 14:30)

Preço: R$ 90,00 por pessoa (Idade mínima: 10 anos)

Informações e Reservas: www.visitabmwgroupbrasil.com.br 

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