Rede Windsor Hoteis apoia a 17ª edição do projeto Praia Para Todos  

Rede Windsor Hoteis apoia a 17ª edição do projeto Praia Para Todos

Organizada pelo Instituto Novo Ser, iniciativa promove atividades gratuitas na praia, para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida

A Rede Windsor Hoteis apoia mais uma nova temporada do Projeto Praia para Todos, que começou a partir de dezembro e acontece até julho de 2025 em diversas praias do Rio de Janeiro. Em sua 17ª edição, a iniciativa, promovida pelo Instituto Novo Ser, tem como objetivo promover de forma gratuita o acesso e atividades na praia para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Com patrocínio da Michelin, Shell, Vale e Lundbeck, o projeto estará presente nas praias da Barra, Copacabana, Recreio, Flamengo, Ipanema e Mangaratiba.

O projeto acontece aos sábados e domingos, das 9h às 14h, nas praias da Barra (Posto 3), de Copacabana (entre os Postos 5 e 6), do Recreio (entre os Postos 10 e 11), do Flamengo (Posto 3), Ipanema (Posto 10), e na Praia do Saco, em Mangaratiba. Dentre as atividades previstas estão: banho de mar, banho de sol, piscina infantil, frescobol adaptado, vôlei sentado, surf adaptado, stand up paddle e handbike.

“Na Rede Windsor, acreditamos que a inclusão deve estar presente em todas as esferas da sociedade, e é por isso que nos orgulhamos de apoiar iniciativas como o Praia para Todos. Estamos muito felizes em participar de mais uma edição do projeto, que realmente transforma vidas e ficará marcado na memória dos participantes. Essa é a realização de um dos principais objetivos da Rede, que é proporcionar oportunidades reais de crescimento e desenvolvimento social”, diz Vitor Almeida, gerente de Marketing da Rede Windsor Hoteis.

Ao longo de 17 anos, mais de 45 mil pessoas foram contempladas pelo projeto. Só a temporada passada recebeu, aproximadamente, oito mil participantes. “Seguimos na missão de transformar a praia em um ambiente inclusivo às pessoas com deficiência. Já alcançamos resultados significativos, até mesmo inspirando outras iniciativas similares, pois o trabalho de conscientização da sociedade requer um esforço contínuo de todos os que defendem essa causa”, salienta Nena Gonzalez, Fundadora do Instituto Novo Ser e uma das responsáveis pelo Praia Para Todos.

Entre fisioterapeutas, professores de educação física, terapeutas ocupacionais e voluntários, a edição atual contará com 150 pessoas envolvidas direta ou indiretamente. 

Serviço:

Projeto Praia Para Todos

Data: A partir de 07 de dezembro de 2024 até julho de 2025

Dias e horários: sábados e domingos: das 9h às 14h

Locais: Praias da Barra (Posto 3), Copacabana (entre os Postos 5 e 6), do Recreio (entre os Postos 10 e 11), do Flamengo (Posto 3), de Ipanema (Posto 10) e Praia do Saco (Mangaratiba). 

Atividades por praias: 

Barra da Tijuca: banho de mar, banho de sol, piscina infantil, frescobol adaptado, vôlei sentado e surf adaptado.

Copacabana: banho de mar, banho de sol, piscina infantil, frescobol adaptado, handbike e stand up adaptado. 

Recreio dos Bandeirantes: banho de mar, banho de sol, piscina infantil, frescobol adaptado e vôlei sentado.

Flamengo: banho de mar, banho de sol, piscina infantil, frescobol adaptado, vôlei sentado e handbike. 

Ipanema: banho de mar, banho de sol, piscina infantil e surf adaptado.

Sobre o Praia para Todos

O Praia Para Todos (PPT) foi criado em 2008 pelo Instituto Novo Ser e tem como objetivo principal promover a acessibilidade nas praias cariocas às pessoas com deficiência e mobilidade reduzida e oferecer a inclusão social através do esporte e lazer.

Nasceu de um sonho de transformar as praias em um local realmente democrático e inclusivo, onde as pessoas com deficiência pudessem frequentar com autonomia e dignidade. O PPT é pioneiro na promoção da acessibilidade das praias no Brasil, oferecendo uma alternativa concreta e inovadora para a falta de oportunidades para uma demanda de público, que até então estava excluído do ambiente praiano.

Sobre a Rede Windsor Hoteis

Há 38 anos como referência no setor de turismo, a Rede Windsor possui 17 hotéis de três a cinco estrelas. Dona de um dos maiores grupos hoteleiros do país, tem 15 unidades no Rio de Janeiro – entre Zona Sul, Barra da Tijuca e Centro –, além de duas unidades em Brasília.

O Centro de Convenções & Hotéis Windsor tem 25 mil metros quadrados distribuídos em 98 salões multiusos. A maior plenária do espaço comporta até 2.500 pessoas, porém o maior evento realizado no ambiente já alcançou um público flutuante de 7 mil pessoas. Como reconhecimento por excelência em prestação de serviços de hospedagem, gastronomia e eventos, figura em premiações nacionais e internacionais.

A Rede Windsor também pretende investir em novas frentes, que reforçam a sua solidez no mercado, assim como no cuidado com os hóspedes e com o aspecto social. Com esse posicionamento, a empresa reforça alguns dos seus principais valores, como excelência, sustentabilidade e solidariedade. E com o objetivo de atrair mais hóspedes e por acreditar em novas modalidades de comercialização, buscando sempre uma personalização no atendimento, a área de Vendas da Rede Windsor adotou uma flexibilização nas tarifas dos seus hotéis, disponibilizando valores das diárias com e sem café da manhã incluído.

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Descarte de medicamentos: o que fazer com comprimidos que não serão mais usados?  

Descarte de medicamentos: o que fazer com comprimidos que não serão mais usados?

Brasil está entre os países que mais consomem medicamentos; conheça três formas seguras de descarte

Com o crescimento do consumo de medicamentos, aumenta a preocupação com o descarte e o gerenciamento adequado desses resíduos. Isso reforça a necessidade de medidas eficazes para evitar impactos ambientais e sanitários. Segundo o Conselho Federal de Farmácia, o Brasil está entre os 10 países que mais consomem medicamentos no mundo, atingindo a marca de 162 bilhões de doses comercializadas.

Você já encontrou um medicamento vencido no fundo da bolsa ou esquecido em uma gaveta? Nesses momentos, surge a dúvida: qual é a forma correta de descarte? Seria no lixo comum, na descarga do banheiro ou existe um local apropriado?

“De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os medicamentos são classificados como Grupo de Risco B. Isso significa que são resíduos que contêm produtos químicos que podem oferecer riscos à saúde pública e ao meio ambiente, dependendo de características como inflamabilidade, corrosividade, reatividade e toxicidade”, explica a supervisora de produção da Prati-Donaduzzi, Graziele Brezolin.

Três formas para o descarte correto

Muitas pessoas acreditam que descartar medicamentos pela descarga evita a contaminação de profissionais que lidam com o lixo comum. No entanto, essa prática pode contaminar a água e o solo. Por isso, é fundamental adotar métodos que minimizem os riscos.

1- Pontos de coleta em farmácias

As farmácias geralmente possuem locais específicos para coleta de medicamentos vencidos ou em desuso, que são encaminhados ao lixo hospitalar. “O lixo hospitalar é direcionado a aterros sanitários apropriados, onde os resíduos são incinerados ou esterilizados, reduzindo as substâncias presentes nos medicamentos”, acrescenta Graziele.

2- Unidades Básicas de Saúde e hospitais

O descarte em lixo comum, seja em casa ou na rua, apresenta risco de contaminação ao ser destinado para aterros sanitários e lixões. Dessa forma, o ideal é optar por descartes em Unidades Básicas de Saúde (UBS) e hospitais, garantindo que os resíduos sejam descartados corretamente no lixo hospitalar.

3- Logística reversa na indústria farmacêutica

Outra opção é buscar uma empresa farmacêutica na sua região, caso haja alguma na sua cidade. É o que acontece para aqueles que moram na região Oeste do Paraná, onde a Prati-Donaduzzi recebe em Toledo, medicamentos da comunidade para assegurar o descarte adequado.

“Ao recebermos os medicamentos, proporcionamos à comunidade um local seguro para descarte, oferecendo mais uma alternativa que diminui os riscos de poluição ambiental”, finaliza a supervisora de produção.

Sobre a Prati-Donaduzzi

A Prati-Donaduzzi, indústria farmacêutica 100% nacional, é especializada no desenvolvimento e produção de medicamentos. Com sede em Toledo, Oeste do Paraná, produz aproximadamente 13 bilhões de doses terapêuticas por ano e gera mais de 5 mil empregos. A indústria possui um dos maiores portfólios de medicamentos genéricos do Brasil e desde 2019 vem atuando na área de Prescrição Médica, sendo a primeira farmacêutica a produzir e comercializar o Canabidiol no Brasil.

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O que esperar em 2025  

O que esperar em 2025

*Daniel Medeiros

Quando você estiver lendo essas linhas, o ano já estará em curso e você já saberá, com relativa precisão, se as promessas que fez em dezembro vão ser cumpridas ou não. Afinal, janeiro é o mês de Janus, o deus com um olhar voltado para frente e outro para trás, secando os olhos das angústias ainda vívidas e sorrindo das perspectivas por vir. O fato é que a esperança é a doença crônica mais comum do ser humano. O mais pessimista, se ainda respira, é porque acredita que tudo ainda pode melhorar.

O problema dos tempos nos quais vivemos é que o horizonte do possível tornou-se algo raro de perscrutar. Antes, a miragem confundia-se com o horizonte. Hoje, o horizonte é a miragem. Olhamos, olhamos, mas só há uma névoa densa e inconstante, alterando-se a todo momento. Até nosso otimismo crônico sofre com esse novo desafio. Afinal, acreditar no quê? No ano passado, acreditamos que os americanos não iriam votar em um candidato que pôs em risco o que parecia ser o mais sagrado princípio da sociedade daquele país: suas Instituições. Pois aconteceu o que aconteceu: uma votação escandalosa, uma vitória insofismável (desta vez com todas as urnas funcionando e nenhuma acusação de fraude ou manipulação). Diante disso, como apresentarmos aos nossos filhos, nossos alunos, um programa ético básico para servir de balizamento para o futuro? "Não minta, não calunie, não ameace, não ignore, não seja preconceituoso, não seja insensível , dinheiro não é tudo, o importante é o Bem Comum”. Como podemos dizer isso com a firmeza de quem sabe que o mundo não vai desmenti-lo? Pobre Aristóteles, como poderia imaginar que viveríamos esse processo de fratura social, essa revolta das elites, com o aplauso entusiasmado de seus súditos, os empreendedores esperançosos de, um dia, alçarem-se a essa posição de total niilismo social e indiferença com os losers. Pois é, será isso que o ano promete?

Ou não. Pois nada impede que refaçamos nossos laços, aprendamos a dar outros tipos de nós, produzamos novas texturas e inventemos novos matizes, misturando expectativas diferentes das que murcharam, perderam o viço. Nancy Fraser, importante pensadora norte-americana, fala muito da integração entre políticas de redistribuição e de reconhecimento e da invenção de um espaço comum para reagendar nossos esforços de luta por uma sociedade melhor, um espaço de paridade social no qual ninguém possa ser discriminado por ser quem é e que nenhuma relação possa ser considerada justa se não garantir o mínimo de dignidade. Uma esperança com quatro passos atrás para tentar ensaiar um passo para frente, só pra variar.

O ano não parece promissor para os jovens, para os pobres, para as mulheres, para os negros, para os que têm consciência ambiental, para as pessoas que precisam do apoio do governo e de suas agências. O ano não parece promissor porque está na moda afirmar que todo mundo é vítima e que quem quiser sair dessa condição tem de fazer por si, sem ajuda de ninguém, tem de ter mentalidade vencedora e tudo o mais que é repetido pelo melhor coach da semana de todos os tempos.

Mas, por outro lado, o ano é promissor para quem sabe que tudo isso é apenas a expressão do homem natural, do homem infantilizado e incapaz de perceber que vive em meio aos outros, que não abre mão de uma suposta liberdade que julga ter por origem e cujo exercício nega qualquer limite ou condicionamento. Como lembrava Hobbes — o primeiro a teorizar sobre esse tipo de gente — uma vida cercada de homens naturais é pobre, infrutífera, sem esperanças.

E, para quem sabe disso, o ano é promissor porque não há nada mais estimulante do que arregaçar as mangas e mudar o mundo, mais uma vez, e tantas vezes quanto for necessário para que a esperança não pereça definitivamente.

*Daniel Medeiros é doutor em Educação Histórica e professor de Humanidades no Curso e Colégio Positivo. @profdanielmedeiros

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Novos materiais e avanços tecnológicos possibilitam dentes mais bonitos e saudáveis  

Novos materiais e avanços tecnológicos possibilitam dentes mais bonitos e saudáveis

Tecnologia proporciona soluções inovadoras e redefine a estética dental, elevando a autoestima dos pacientes

Os cuidados odontológicos estéticos vêm evoluindo junto à tecnologia, integrando novas técnicas e materiais que prometem resultados cada vez mais naturais e duradouros. Entre os procedimentos mais procurados estão as facetas de porcelana, o clareamento dental avançado e as restaurações estéticas. Essas possibilidades mais recentes têm transformado a prática odontológica e melhorado a autoestima dos pacientes.

A boa adesão aos tratamentos estéticos se deve aos resultados alcançados. Um estudo publicado em 2018 na revista Dental Materials observou uma taxa de retenção de 82% nas facetas de porcelana por até 15 anos. Esse dado comprova a durabilidade e a qualidade estética das facetas, que se tornaram uma das opções preferidas para quem busca um sorriso perfeito.

O Dr. José Todescan Júnior, especialista em Prótese Dental, Odontopediatria e Endodontia e membro da Sociedade Brasileira de Odontologia Estética, explica que essas inovações são importantes para o campo odontológico. “As facetas de porcelana são um exemplo de grande avanço, permitindo a correção imperfeições dentárias com um resultado natural e resistente. Isso tem um impacto direto na confiança dos pacientes”, relata.

Avanços tecnológicos e novas técnicas

Além das facetas, o clareamento dental é um antigo conhecido de quem se preocupa com a boa aparência do sorriso, mas apresenta avanços significativos. “A expectativa de dentes brancos como aqueles que aparecem na mídia podem frustrar alguns pacientes, tendo em vista que o resultado depende de muitos fatores. É inegável, no entanto, que a técnica dá excelentes resultados em comparação do antes e depois”, aponta.

De acordo com o especialista, no clareamento dental, não é possível prever quantos tons os dentes vão clarear. “Estamos lidando com variáveis como croma, matiz e outros preceitos que podem ser alterados no processo. Às vezes, não se altera a cor, mas sim o croma, resultando em dentes mais brancos”, explica Dr. José Todescan Júnior.

Atualmente, o clareamento pode ser feito no consultório, em casa (assistido) ou de forma combinada. Na prática clínica, o clareamento assistido, realizado pelo paciente em casa sob orientação de seu dentista, é preferido por evitar deslocamentos custosos e por manter a eficácia em comparação com os tratamentos realizados exclusivamente no consultório. “Nesse caso, produtos de menor concentração são escolhidos para minimizar a sensibilidade, alcançando os mesmos resultados que os de maior concentração, embora em um período um pouco mais longo”, pontua.

Além disso, não há necessidade de seguir uma “dieta branca” durante o clareamento - um mito difundido há bastante tempo. “Não há nenhuma associação entre o clareamento dental e a dieta, diferente do que muitos acreditam. Durante o clareamento, os pacientes podem consumir alimentos como molho de tomate, shoyu, café e vinho sem que isso interfira no resultado do tratamento”, esclarece Dr. José Todescan Júnior.

Outro avanço importante é o desenvolvimento de materiais compostos para restaurações estéticas. Esses materiais, que imitam a cor e a translucidez dos dentes naturais, são utilizados em procedimentos como preenchimentos e coroas, garantindo um resultado superior aos disponíveis anteriormente. “São produtos versáteis e que oferecem uma excelente estética”, acrescenta o Dr. José Todescan Júnior.

Um avanço na autoestima dos pacientes

A integração dessas novas tecnologias na odontologia estética melhora a aparência dos dentes e tem um impacto na qualidade de vida dos pacientes, com muitos relatando uma maior confiança e disposição para interagir socialmente após os tratamentos.

A personalização dos tratamentos também tem sido uma tendência crescente. Com o auxílio de softwares de simulação digital, é possível prever os resultados estéticos antes mesmo do início do tratamento, permitindo ajustes de acordo com o desejo do paciente e garantindo uma maior satisfação com os resultados finais.

A odontologia estética continua a promover avanços, impulsionada pela introdução de novos materiais que oferecem resultados mais agradáveis e menos invasivos. “Essas inovações estão proporcionando tratamentos que, verdadeiramente, melhoram a saúde bucal e contribuem para a qualidade de vida dos pacientes”, conclui o Dr. José Todescan Júnior.

Sobre José Todescan Júnior

Atuando com excelência na área de Odontologia há mais de 33 anos, José Todescan Júnior é especialista em Prótese Dental, Odontopediatria e Endodontia pela USP. Membro da Sociedade Brasileira de Odontologia Estética, membro da IFED (International Federation Esthetic Dentistry), membro da no Associação Brasileira de Odontologia Estética e membro da ABOD (Associação Brasileira de Odontologia Digital). Ele acredita que o profissional que se aperfeiçoa em diversas áreas pode escolher sempre o melhor para os pacientes.

Sobre a Clínica Todescan

Fundada pelo Dr. José Hildebrando Todescan, referência na área de odontologia no Brasil, há mais de 70 anos a Clínica Todescan atende pacientes com toda dedicação e excelência. O trabalho abrange praticamente todas as áreas da Odontologia, seja estética, curativa ou preventiva, sendo oferecidos tratamentos de alto nível científico, técnico e ético. Para mais informações, acesse clinicatodescan.com.br ou instagram.com/todescanjrodontologia.

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Psicóloga ensina como cuidar da saúde mental em cinco passos  

Psicóloga ensina como cuidar da saúde mental em cinco passos

O Janeiro Branco pode ser o início de uma jornada interna individual possível para todas as pessoas, diz a especialista

Segundo o relatório do Global Mind Project, que divulga dados anuais sobre o bem-estar no planeta, a saúde mental permaneceu nos mesmos níveis da pandemia, sem mudanças nos índices de 2021 e 2022. O Brasil, ao lado da África do Sul e do Reino Unido, ocupa a última posição. De todos os entrevistados, 38% se sentem “melhorando” e 27% estão “angustiados” e “se debatendo”. No Brasil, a proporção dos angustiados é maior (34%). Jovens com menos de 35 anos são os mais afetados.

Dados como este reforçam a importância da campanha Janeiro Branco, que alerta sobre a saúde mental das pessoas. “Ela desperta em nós essa busca por um encontro genuíno com o nosso eu. Entender como nós funcionamos, compreender, identificar as nossas emoções e através disso entender o quanto somos seres de possibilidades”, pontua sobre a campanha deste mês a psicóloga Aparecida Tavares, que atende no centro clínico do Órion Complex, em Goiânia. “E essa saúde mental nos proporciona também a saúde integral. Porque se eu cuido da mente, eu cuido do corpo. Se eu cuido da mente, eu consigo compreender o meu papel e o meu propósito na vida”, completa.

Início de ano é uma época que as pessoas querem iniciar as metas estipuladas para o ano novo. A especialista comenta sobre isso. “É uma oportunidade criada dentro de nós, de um novo ciclo, de proporcionar em nós atitudes que nos tragam bem-estar que produzam em nós uma evolução. Esse início de ano é como você dá aquela faxina e você faz uma análise daquilo que você vai descartar. Só que a proposta não é um descarte de qualquer maneira, mas é um descarte consciente. O que eu quero fazer diferente? Eu vou refletir sobre isso para desenvolver estratégias de poder fazer algo numa proposta de vida, que promova bem-estar mental e espiritual”.

Cinco passos

Aparecida Tavares lista cinco estratégias para que as pessoas possam cuidar da saúde mental, começando em janeiro, mas ao longo do ano todo. Confira:

Busque sua dimensão espiritual

Inspire e entre em conexão com a sua dimensão espiritual, que é aquela que está além de todas as dimensões e faz você entrar em contato com o teu propósito de vida. “Na dimensão espiritual a gente tem essa válvula extra que nos ajuda a olhar pra vida entendendo que a gente é autor também da nossa história. Existe a possibilidade de um entusiasmo, de uma força que vem do profundo de mim para poder fazer diferente”, diz Aparecida ao indicar a meditação plena, técnicas como o mindfulness e o yoga, as preces, o silêncio e a contemplação como formas de se conectar a sua dimensão espiritual.

Cuide da sua dimensão psicológica

“Nós normalmente somos educados para compreender o mundo externo. E pouco entendemos do nosso mundo interno”, observa Aparecida ao convidar que cada um busque entender melhor suas emoções, procurando identificar quais são elas, que reações desencadeiam, sejam elas agradáveis ou desconfortáveis. Este exercício é o ato de racionalizar as emoções. “São momentos para analisarmos: por que eu sinto raiva ou alegria? O que eu posso descartar? O que eu aprendo aqui? Se não tem como mudar determinadas situações, como eu posso me adaptar a elas?”, orienta. A partir desta reflexão, é possível que cada indivíduo entenda o seu funcionamento, compreenda e identifique suas emoções e, através disso, entenda que são seres de possibilidades.

Cuide das suas relações

As dificuldades da vida vêm para nos trazer uma capacidade criativa de transformar o nosso limite. Quando aquilo ultrapassa o nosso limite, precisamos respeitar o limite do outro, de não querer mudar, é preciso fazer escolhas. “Entenda onde você está, por que você está e por que você precisa muitas vezes sair desse lugar. Quando a gente chega no topo da montanha, às vezes a gente fica olhando para o precipício, mas a vida te convida a olhar para o horizonte para entender a beleza que é onde você chegou. O que essas dificuldades te fizeram e saber que você pode chegar do outro lado, você pode alcançar aqui o que você viu lá embaixo”, compara a psicóloga.

Ocupe-se de coisas prazerosas

Apesar das demandas de trabalho e outras obrigações, separe tempo para boas leituras, cultura, viagens, lazer, elas também são importantes para o indivíduo. “Todos nós merecemos voltar àquele lugar que gostamos tanto ou conhecer o lugar que sempre almejamos estar, por que não? Fazer coisas que nunca fizemos e se permitir o descanso e o lazer. E no lazer a gente vai descobrindo também os nossos hobbies, extrair o contato com aquilo que eu gosto”, destaca Aparecida Tavares.

Seja consciente do seu papel social

Seja coerente com seus valores e com aquilo que você acredita. “Analise se suas atitudes estão colaborando com o bem-estar coletivo. O consagrado filósofo e antropólogo Edgar Morin, certa vez, comparou o homem a um grão de areia. Nós somos apenas aquele grãozinho e fazemos parte de um grande universo, é aí que acontece a minha e a sua responsabilidade social”, exemplifica a especialista.

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