Capivara não causa febre maculosa   

Capivara não causa febre maculosa  

Capivara não causa febre maculosa

Bióloga esclarece que animal é apenas hospedeiro, não transmite a doença

O aumento no número de casos de febre maculosa, especialmente no Sudeste do país, nas últimas semanas, contabilizando quatro mortes em Campinas, no interior de São Paulo, fez surgir muitas informações equivocadas sobre a doença. Segundo a professora de Biologia do Colégio Positivo, em Curitiba (PR), Rosangela de Oliveira Iwasse, a doença é transmitida pelo carrapato-estrela infectado pela bactéria Rickettsia ricettsii. Segundo o Ministério da Saúde, a espécie transmissora da doença, Amblyomma cajannense, pode ser encontrada em animais de grande porte, como bois, cavalos, cães, aves domésticas, gambás, coelhos e, especialmente, na capivara. No entanto, é importante destacar que uma pessoa doente não transmite a febre maculosa para outra. É o carrapato que desempenha o papel de transmissor, enquanto a capivara é apenas o seu hospedeiro. Embora sejam animais silvestres nativos, muitas capivaras circulam por áreas urbanas, por isso é necessário que as pessoas respeitem o espaço da fauna selvagem e evitem interações com capivaras que habitam parques e praças. “Assim como outros animais, ela é um dos hospedeiros do carrapato-estrela. A transmissão ocorre por meio da picada desses carrapatos, que atuam como reservatório dos micro-organismos”, explica.

A culpa é do carrapato

A febre maculosa é uma doença infecciosa causada pela bactéria Rickettsia ricettsii, transmitida aos seres humanos por meio da picada de carrapatos infectados. No Brasil, a espécie mais conhecida é a Amblyomma cajannense, devido às manchas vermelhas, ou máculas, que podem aparecer na pele durante o curso da infecção”, esclarece a professora.

A especialista esclarece também que, embora muitas pessoas acreditem que o carrapato seja um inseto, ele é, na verdade, um parasita da família dos aracnídeos, que se alimenta de sangue - tanto de animais, quanto do ser humano -, podendo infectá-los, transmitindo a doença que, no caso do carrapato-estrela, é a febre maculosa. Mas o hospedeiro, seja o animal ou o homem, não transmite a doença para outra pessoa. “A capivara, por exemplo, pode ser infectada pelo carrapato, mas não passa a doença. No entanto, o carrapato pode se multiplicar e disseminar pela região onde está localizado, infectando outros animais e seres humanos”, alerta.

Como prevenir

Como não é possível remover os animais dos lugares onde vivem - em especial, as capivaras, que são protegidas pelo IBAMA e habitam muitas cidades em áreas urbanas, é importante adotar medidas ao circular por esses ambientes, bem como em áreas rurais ou gramadas e arborizadas:

Prenda a calça com elástico e calce botas, para evitar que o parasita entre por aberturas.

Vista roupas claras, incluindo blusas de manga comprida, para facilitar a identificação de carrapatos na roupa, caso algum caia sobre ela, e verifique as peças imediatamente após sair desses ambientes.

Use repelentes que ofereçam proteção contra carrapatos.

Remova carrapatos do corpo com o auxílio de uma pinça, caso encontre algum.

Lembre-se de que quanto mais rápido você retirar o carrapato do corpo, menor será o risco de contaminação, pois o carrapato-estrela precisa estar em contato com a pele por pelo menos quatro horas para transmitir a bactéria.

Diagnóstico e tratamentos rápidos são fundamentais

A doença pode levar até duas semanas para se manifestar após o contato inicial com o carrapato. Conforme o Ministério da Saúde, os principais sintomas da doença são febre, dor de cabeça intensa, náuseas e vômitos, diarreia e dor abdominal, dor muscular constante, inchaço e vermelhidão nas palmas das mãos e na sola dos pés, gangrena nos dedos e nas orelhas, paralisia dos membros, que inicia nas pernas e vai subindo até os pulmões, podendo causar parada respiratória.

De acordo com especialistas, assim que surgirem os primeiros sintomas, é preciso procurar atendimento médico o mais rápido possível e informar se esteve em áreas com chances de ter carrapatos. O tratamento é realizado com o uso de antibióticos, mesmo com suspeita da doença, para garantir a melhor recuperação do paciente e evitar a evolução do problema.

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ChatGPT em sala de aula e nos negócios é tema de palestra gratuita no Teatro Positivo   

ChatGPT em sala de aula e nos negócios é tema de palestra gratuita no Teatro Positivo  

ChatGPT em sala de aula e nos negócios é tema de palestra gratuita no Teatro Positivo

O Teatro Positivo, em Curitiba, será palco da palestra gratuita “ChatGPT para os negócios e sala de aula”, no dia 27 de junho, às 19h. A palestra será do coordenador da Escola de Negócios da Universidade Positivo (BSUP), prof. Luiz Pinheiro, e do coordenador da Escola de Tecnologia de Informação (ETI) da mesma instituição, Kristian Capeline. Eles abordarão os principais temas relacionados ao uso da ferramenta de inteligência artificial no dia a dia de professores, estudantes e empreendedores.

Desde que foi lançado, o ChatGPT se tornou um recurso importante para pessoas de diversas áreas, mas as implicações de sua utilização indiscriminada ainda não são completamente conhecidas. “Especialmente no que diz respeito ao uso feito por estudantes e no mundo dos negócios, ainda estamos pisando em terreno relativamente desconhecido. Por isso, é importante debatermos os limites éticos e práticos desse tipo de recurso tecnológico”, afirma Pinheiro.

Uma das propostas da conversa é trazer insights para que profissionais da área de educação possam construir possibilidades de personalização do ensino. Isso permite que a experiência do processo de ensino-aprendizagem seja muito enriquecedora e atenda, de fato, às necessidades de cada estudante. “Há bons exemplos de professores e educadores que conseguiram promover o uso consciente do ChatGPT nesse sentido, inclusive, na UP.. Os resultados são ótimos e costumam aumentar a participação dos estudantes e sua interação com os conteúdos, habilidades e competências”, destaca Capeline.

As inscrições para a palestra estão abertas e podem ser feitas por meio do link https://forms.gle/etXQupZp1BdtPZiL9. As vagas são limitadas.

Serviço:

Palestra “ChatGPT para os negócios e sala de aula”

Data: terça-feira, 27 de junho, às 19h

Inscrições pelo link https://forms.gle/etXQupZp1BdtPZiL9

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Como construir uma cultura de liderança sustentável?   

Como construir uma cultura de liderança sustentável?  

Como construir uma cultura de liderança sustentável?

Um dos passos é criar uma boa cultura organizacional, capaz de promover 22% de aumento na produtividade, diz pesquisa

O profissional que assume a responsabilidade de construir uma liderança sustentável tem a missão de promover o desenvolvimento do negócio conduzindo os processos de trabalho a fim de atender as necessidades da empresa, sem descuidar dos interesses dos colaboradores e do espaço onde todos atuam.

Não à toa, a autêntica liderança sustentável está intimamente ligada à cultura organizacional. Ao passo que um líder bem preparado auxilia no processo de motivação e engajamento das pessoas, a cultura organizacional cria o alicerce para que o comprometimento permaneça. A consequência dessa sinergia é o aumento natural da produtividade, que beneficia toda a hierarquia da empresa.

O conceito de cultura, aqui, envolve o entendimento de valores, crenças e percepções compartilhadas pelos funcionários e colocadas em prática no dia a dia da empresa. Trata-se de um conjunto de condutas, regras e padrões assimilados que interferem diretamente nos relacionamentos interpessoais e promovem o bem-estar na rotina produtiva.

Para Clodoaldo Oliveira, diretor geral da JValério, uma vez disseminada de uma maneira assertiva pelos líderes à frente do negócio, a cultura organizacional é reconhecida e reafirmada constantemente. "Cabe, então, aos dirigentes, não apenas definir a tríade propósito, missão e visão, como, também, implementá-la. Uma vez assimilada, a cultura organizacional se torna a mola motriz do trabalho, que, como consequência, traz melhores resultados", observa.

Eficiência

E quando o clima organizacional é bom, o trabalho parece fluir de uma maneira mais leve. O ambiente favorável, onde todos parecem trabalhar em sintonia e na mesma direção, é consequência direta de uma cultura organizacional afirmativa, inserida por uma liderança preparada.

Um bom clima organizacional reflete no engajamento e na vontade de permanência dos colaboradores na empresa. De acordo com pesquisa realizada pela Gallup, o engajamento e comprometimento resultante da cultura organizacional bem implantada e acompanhada pelos líderes, também resulta em 48% na diminuição dos acidentes de trabalho; 37% nas faltas no trabalho; e 25% de redução na rotatividade.

A pesquisa traz ainda informações mais relevantes e que relacionam à cultura organizacional aos resultados porque é capaz de promover 22% de aumento na produtividade, 21% de aumento na lucratividade e 10% na retenção de clientes.

"É fundamental reforçar o papel, ainda, da comunicação eficiente entre as pontas da cadeia produtiva. Pensar em horizontalidade e diálogo é outro aspecto a se levar em conta quando se pensa em uma boa cultura organizacional e uma liderança realmente capacitada", avalia Clodoaldo Oliveira.

Ele reforça que, a horizontalidade, que se frise, não deve ficar apenas na teoria. "Um bom líder deve estar atento às percepções e demandas dos colaboradores, pois muitas vezes, em uma posição de comando, o líder não sente as reais necessidades e entendimentos de quem está no chamado chão de fábrica", acrescenta o diretor geral.

Como promover o desenvolvimento de dirigentes

A essa altura, você deve estar se perguntando: há um caminho mais curto para o desenvolvimento de lideranças no mundo corporativo? A resposta é sim! Soluções como o Programa de Desenvolvimento de Dirigentes (PDD) da JValério Gestão em Desenvolvimento, em parceria com a Fundação Dom Cabral (FDC), trazem a capacitação necessária para se chegar lá.

O objetivo do PDD é auxiliar empresas a se posicionarem estrategicamente por meio da otimização de processos. São seis módulos cuidadosamente elaborados para aprimorar as vendas e tornar o negócio mais competitivo.
Entre os temas, estão a evolução e gestão das mudanças nas organizações, a análise de cenários e a governança corporativa. Também há debates que envolvem inovação, sustentabilidade e internacionalização. O Design Thinking e a modelagem dos negócios também entram em cena, especialmente para fazer os líderes refletirem e serem mais assertivos na condução da empresa.

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Make B., do Boticário, reforça trajetória em inovação e lança a primeira base do mundo capaz de reduzir* manchas solares   

Make B., do Boticário, reforça trajetória em inovação e lança a primeira base do mundo capaz de reduzir* manchas solares  

Make B., do Boticário, reforça trajetória em inovação e lança a primeira base do mundo capaz de reduzir* manchas solares

Nova Make B. Glycolic TX alia maquiagem e tratamento, seguindo premissa da marca, a partir de formulação pioneira no mercado global, que entrega redução de manchas solares em oito semanas de uso contínuo

Segundo a Mintel, uma das tendências globais para 2023 é a Beauty Rx – termo que faz referência à “medicalização” da beleza e ganha espaço no mercado como resposta ao perfil do consumidor que, cada vez mais, demonstra estar atento às formulações e funcionalidades do produto na pele. É nesse contexto que Make B., marca de maquiagem do Boticário, que une alta performance e tecnologia em seus produtos, lança a primeira base do mundo capaz de reduzir manchas solares, a Make B. Glycolic TX, com formulação com Nano Ácido Glicólico, Ácido Tranexâmico e FPS 50.

O pioneirismo de Make B. no mercado global reforça a trajetória da marca em aliar maquiagem a tratamento por meio de formulações com ativos consagrados na dermatologia, oferecendo benefícios exclusivos para os cuidados com a pele. Após anos de pesquisa, desenvolvimento e testagem, a marca apresenta o lançamento que garante um resultado gradativo de uniformização da pele, capaz de reduzir manchas solares e marcas escurecidas em até oito semanas de uso contínuo, ao promover um efeito peeling suave**.

“Trabalhamos ativamente para entregar essa fórmula inédita no mercado, que oferece altíssima performance ao mesmo tempo que reduz manchas solares, por meio da combinação do Nano Ácido Glicólico e do Ácido Tranexâmico. O tecnológico concentrado redutor de manchas solares e marcas escurecidas garante resultados eficazes e surpreendentes em pouco tempo de uso contínuo”, comenta Mirele Martinez, Diretora de Marketing de Maquiagem do Grupo Boticário.

Make B. Glycolic TX tem fácil aplicação, textura agradável, efeito mate natural e cobertura de média alta – além de atuar revitalizando e uniformizando a pele, deixando-a visivelmente bem tratada e mais iluminada. Além disso, em apenas 15 dias, ela já ameniza poros aparentes e melhora o aspecto geral da pele e, em 28 dias de uso recorrente, é possível notar também a melhora da hidratação e da aparência de rugas e linhas de expressão.

O lançamento representa uma resposta às demandas dos consumidores, tanto no que diz respeito à qualidade das formulações, quanto à funcionalidade do produto. “Seguimos nos desafiando para, cada vez mais, apresentar produtos pioneiros e inovadores na categoria de maquiagem – trazendo para o centro da estratégia o perfil e as necessidades dos nossos consumidores. Percebemos que o público está cada vez mais exigente na jornada de consumo e aos ativos que compõem os produtos, buscando itens feitos de forma consciente e com formulações nutritivas, que atendam às suas necessidades”, finaliza Mirele.

Make B. Glicolyc TX chega ao portfólio da marca em 14 tonalidades para atender aos mais diferentes tons de pele e com uma fórmula vegana, dermatológica e oftalmologicamente testada, com FPS 50, proteção UVA+++ e proteção à luz azul.

A base já está disponível em todas as lojas físicas e no e-commerce da marca, no link www.boticario.com.br, além do app do Boticário, disponível para as versões Android e iOS. Também é possível fazer pedidos pelo WhatsApp pelo número 0800 744 0010 – número oficial e seguro – diretamente na plataforma do dispositivo. Basta o cliente contatar a marca por esse número para verificar a disponibilidade na região dele. Há ainda a opção de contatar um revendedor da marca pelo endereço boticario.com.br/encontre.

Para quem deseja testar os itens na loja, o Boticário oferece serviço de maquiagem em diferentes pontos físicos espalhados pelo Brasil. A experiência Studio Make B. entrega uma produção de maquiagem com o preço de R$ 139,90, sendo que 100% desse valor é revertido em produtos. Para atendimento, é necessário agendamento prévio no site ou diretamente nas lojas.

*Após 56 dias de uso contínuo do produto, houve redução significativa de manchas solares.

**Efeito peeling suave relacionado aos resultados obtidos em redução de manchas solares.

Serviço:

#OndeTemAmorTemBeleza

MAKE B. GLYCOLIC TX – R$ 99,90

Make B. desenvolveu uma nova geração de bases com tecnologia avançada, proteção e cobertura, que garante uma pele revitalizada e uniforme com redução de manchas solares*.

A Base Glycolic TX combina Nano Ácido Glicólico com Ácido Tranexâmico e FPS 50, conexão ideal entre maquiagem e tratamento. Sua fórmula possui um tecnológico concentrado redutor de manchas solares e marcas escurecidas, que revitaliza e uniformiza a pele, deixando-a visivelmente bem tratada e mais iluminada, promovendo também efeito lifting.

A Base Glycolic TX garante resultado gradativo de uniformização na redução de manchas em até oito semanas de uso contínuo, promovendo também uma pele com menos poros, rugas e linhas de expressão. De fácil aplicação, sua textura agradável proporciona efeito mate natural e cobertura média alta. Glycolic TX é um escudo protetor com FPS 50, UVA+++ e proteção à luz azul. Fórmula vegana. Dermatologicamente e oftalmologicamente testado.

*Após 56 dias de uso contínuo do produto, houve redução significativa de manchas solares.

**Efeito peeling suave relacionado aos resultados obtidos em redução de manchas solares.

Modo de uso: agite bem antes de aplicar. Deposite uma pequena quantidade de produto no dorso da mão. Com a ponta dos dedos ou com o auxílio do pincel para base Make B., espalhe o produto com movimentos de dentro para fora uniformizando o tom até cobrir todo o rosto. Para mais dicas de maquiagem, acesse nossos canais. Devido ao concentrado de ativos, é recomendado manter a pele sempre bem hidratada e prepará-la com primer antes da aplicação da base.

MAKE B. BALM MICRO TINT – R$ 54,90 

Make B. inovou para trazer um balm labial que conecta maquiagem e tratamento. O balm conta com a tecnologia Micro Tint, que tem efeito de micropigmentação progressiva, com resultados comprovados em uma semana de uso diário. O Balm Labial Micro Tint vem em cores que se adaptam ao pH dos lábios e se ajustam a diversos tons de pele. O poderoso concentrado de ativos, que conta com vitamina F, melhora a firmeza e elasticidade dos lábios, além de definir o contorno e suavizar a aparência de rugas e vincos. Sua fórmula confortável e de fácil aplicação garante hidratação profunda e prolongada. Fórmula vegana. Livre de parabeno. Dermatologicamente testado.
Modo de uso: aplique o balm diretamente sobre os lábios. Se preferir, passe o produto com o auxílio do pincel para lábios Make B. Para mais dicas de maquiagem, acesse nossos canais.

Sobre O Boticário

O Boticário é uma empresa brasileira de cosméticos, unidade de negócios do Grupo Boticário. A marca de beleza mais amada e preferida dos brasileiros* foi inaugurada em 1977, em Curitiba (Paraná), e tem hoje a maior rede franqueada de cosméticos do país; com mais de 3.700 pontos de venda, em 1.750 cidades brasileiras, e mais de 900 franqueados. Presente em 15 países, há mais de 45 anos desenvolve produtos com tecnologia, qualidade e sofisticação – seu portfólio tem mais de 850 itens de perfumaria, maquiagem e cuidados pessoais. Eleita a marca mais lembrada em Diversidade e Inclusão** e comprometida com a beleza das pessoas e do planeta, O Boticário não realiza testes em animais e investe na melhoria contínua de produtos e processos, para torná-los cada vez mais sustentáveis.

*Kantar, divisão Worldpanel, LinkQ On-line, campo realizado durante o mês de dezembro de 2020. Total no Brasil: 3.079 lares.

**Oldiversity. Grupo Croma, novembro de 2017.

www.oboticario.com.br

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Mês do Orgulho LGBTQIAP+: dbm Contact Center cria Comitê da Diversidade

Mês do Orgulho LGBTQIAP+: dbm Contact Center cria Comitê da Diversidade

Mês do Orgulho LGBTQIAP+: dbm Contact Center cria Comitê da Diversidade

A inclusão é uma das bandeiras da empresa. Uma das ações do Comitê é a aceitação do nome social nos crachás das pessoas trans, mesmo que o processo jurídico não esteja concluído

O mês de junho é conhecido no mundo todo como o momento de celebrar a luta contra a discriminação e a garantia de direitos de cidadania dos gays, lésbicas, travestis e transexuais. No dia 28, é comemorado o “Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAP+”. A data marca o início do movimento LGBTQIAP+ mundial, em razão de um conflito no Bar Stonewall, em Nova York, no ano de 1969, quando a comunidade gay resistiu às costumeiras investidas violentas de polícias.

O Dia do Orgulho LGBTQIAP+também é uma oportunidade de reflexão sobre a diversidade no mercado de trabalho. Quando a diversidade está presente na cultura organizacional, os colaboradores se sentem mais seguros e esse fator influencia no clima da organização. “A diversidade é essencial porque promove mais igualdade, criatividade e inovação nas empresas. Além disso, torna o ambiente de trabalho mais saudável, incentiva a troca de experiências entre diferentes perfis de colaboradores”, aponta Melina Lass, sócia-diretora da dbm Contact Center, em Curitiba, que possui 3.000 colaboradores.

Ela cita ainda que ter uma equipe multidisciplinar em países sul-americanos, nos quais a multiplicidade étnica, racial e religiosa é vasta, denota o cumprimento do papel social. “Formar uma equipe diversa é algo visto com bons olhos por todos os stakeholders. Por fim, essa política de recursos humanos cria um círculo positivo na comunidade na qual a empresa está inserida, incentivando as demais do segmento, e fora dele, a fazerem o mesmo. Sem falar no lucro. Especificamente no caso da diversidade de gênero, por exemplo, as chances de rendimentos acima da média sobem 15%, segundo um levantamento da consultoria McKinsey & Company”, argumenta.

Outra pesquisa, da Harvard Business, inclusive, revela que os conflitos em empresas que levantam a bandeira da diversidade são reduzidos em até 50% em relação às organizações que não investem neste atributo. Outro dado relevante do estudo é que em empresas nas quais o ambiente de diversidade é reconhecido, os funcionários estão 17% mais engajados e dispostos a irem além das suas responsabilidades.

Acolhimento e inclusão

Uma das bandeiras da dbm Contact Center é a inclusão. E, para isso, a empresa criou um Comitê da Diversidade. O objetivo é estimular o debate sobre o tema e propor soluções que possam contribuir com essa causa. “Queremos fortalecer nossas ações para acolher e dar voz às pessoas LGBTQIAP+, grupo que inclui lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e travestis, queer, intersexuais, assexuais e pansexuais. Incentivamos que elas contem suas histórias de superação”, conta Melina Lass.

Uma dessas histórias é de Caio Vinicius Santana, gerente de operações da dbm Contact Center. Ele iniciou sua trajetória na empresa como analista e já teve duas promoções. Hoje, ocupa um cargo de alta gestão. Para ele, poder ser quem realmente é na empresa torna o ambiente de trabalho mais sadio e, sobretudo, mais estimulante. “Por ser uma empresa do setor de call center, com muitos colaboradores, há pessoas com diversas orientações sexuais na dbm, que podem usar as roupas que querem e terem a imagem que desejam, sem receberem feedback negativo por isso ou ouvir comentários preconceituosos”, conta.

Caio está há 8 anos na empresa e acredita que o respeito pelos colaboradores, independentemente da orientação sexual, pode ser observado na aceitação do nome social das pessoas trans. E essa foi uma das primeiras ações do Comitê de Diversidade. “Muitas delas ainda enfrentam processos jurídicos para que o nome social apareça na documentação. Na dbm Contact Center, mesmo que o processo legal não seja concluído, o nome social é usado no crachá e nas catracas”, assinala o gerente de operações.

Para ele, muitas organizações ainda não sabem como se comportar em relação a esse público e ainda são reféns dos processos jurídicos, que são lentos. No entanto, as organizações que assimilam as necessidades dos colaboradores, sem a dependência de burocracias da legislação, acabam sendo um espelho para a sociedade e contribuem como uma evolução - no sentido de revolução - na luta por igualdade de direitos.

“Eu acredito que algumas pessoas precisam correr para que outros possam andar. Muitos ativistas contribuíram com essa causa historicamente, sobretudo artistas, que tiveram que lutar para provar que a orientação sexual deve ser encarada como comportamento e não uma doença. Neste sentido, quando as empresas acolhem os diferentes em relação às raças, gênero e credos, moldam um novo comportamento na sociedade. Essas organizações acabam sendo um espelho para que todos possam evoluir no futuro”, destaca Caio Santana.

Debate sobre inclusão precisa ser ampliado

Fellipe Petkovicz, também é gerente de operações da dbm Contact Center acrescenta que a pauta sobre a diversidade precisa ser ampliada e sair do papel na hora das contratações. “A diversidade é uma questão básica: as pessoas são diferentes no que diz respeito às etnias, às raças e aos gêneros. Mas ainda assistimos uma diferença de tratamento entre homens e mulheres no mercado de trabalho, quanto à remuneração, por exemplo. Isso demonstra o quanto ainda precisamos evoluir no que diz respeito à inclusão e à diversidade”, opina.

A prova disso também aparece em pesquisas. A maioria das vagas nas empresas continuam sendo preenchidas por homens brancos, heterossexuais, cisgênero e sem deficiência, como mostrou o estudo “Diversidade, Representatividade & Percepção”, conduzido pela Gestão Kairós, entre 2019 e 2021 com mais de 21 mil pessoas.

Petkovicz salienta que, além da contratação, a promoção também é uma barreira para homossexuais e pessoas trans. “Eu mesmo já passei por empresas onde o preconceito era velado. Comecei a perceber que a minha orientação sexual era um empecilho para o crescimento quando vi outras pessoas serem promovidas sem capacitação”, argumenta.

O depoimento do gerente de operações da dbm Contact Center não é um caso isolado. Quatro em cada dez pessoas LGBTQIAP+ relatam ter sofrido discriminação no ambiente de trabalho, de acordo com levantamento do LinkedIn, realizado em junho de 2022. A porcentagem aumentou em relação a 2019, ano em que foi feito o primeiro levantamento, quando 35% relataram ter sofrido preconceito no trabalho.

Conforme o estudo, 8 em cada 10 pessoas LGBTQIAP+, sentem-se confortáveis para compartilhar a identidade de gênero e a orientação sexual no ambiente de trabalho. Apesar disso, 43% afirmam já ter sido vítima de preconceito, principalmente por meio de piadas e comentários homofóbicos.

Os pesquisadores também ouviram pessoas heterossexuais. Entre eles, 60% relataram trabalhar com pessoas LGBTQIAP+, sendo que mais da metade (53%), disse que já presenciou ou ouviu falar de alguma situação discriminatória devido à orientação sexual ou identidade de gênero de colegas. As ofensas mais comuns foram xingamentos, piadas e comentários inapropriados feitos direta ou indiretamente a essas pessoas.

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