Tendência no Brasil, conheça os critérios para uma verdadeira pizza napolitana

Tendência no Brasil, conheça os critérios para uma verdadeira pizza napolitana

De acordo com a Associação Verdadeira Pizza Napolitana (AVPN), a receita tradicional tem massa mais leve, bordas altas, discos abertos a mão e tamanho individual

Símbolo da gastronomia italiana, o estilo napolitano de fazer pizza surgiu no século XVIII, em Nápoles, e se espalhou pelos cinco continentes rapidamente, ganhando popularidade mundial. Para proteger a receita tradicional e não deixar o estilo napolitano se perder com o tempo, foi criada em 1984 a Associação Verdadeira Pizza Napolitana (AVPN), que confere um selo às pizzarias cujos ingredientes, receitas e método de preparo condizem com os padrões originais.

“Uma verdadeira pizza napolitana deve ter um disco de no máximo 35cm de diâmetro, com borda muito generosa e aerada, feita com farinha especial e fermentação de 8 a 24 horas. Além disso, a massa deve ser aberta com a ponta dos dedos e a cereja do bolo é o forno a lenha tinindo, para uma leve chamuscada nas bordas, porém com interior macio”, conta o chef Beto Madalosso, que comanda o Madá Pizza & Vinho, principal pizzaria napolitana de Curitiba (PR).

O manuseio dos ingredientes também requer atenção especial. “O tomate pelado, por exemplo, deve ser homogeneizado com as mãos, para que não fique denso, enquanto o tomate fresco deve ser cortado em fatias”, explica. Neste quesito, existe ainda a certificação de Denominação de Origem Protegida (DOP), que garante a origem e a tradição dos ingredientes.

Além disso, apenas dois tipos de coberturas (ou recheios) podem dar vida e sabor à pizza napolitana: Marinara e Margherita. “A pizza Marinara leva tomate, azeite de oliva extra virgem, orégano e alho. Já a Margherita é composta por tomate, azeite de oliva extra virgem, manjericão e queijo mozzarella”, diz.

Contudo, não podemos esquecer que um dos aspectos da pizza napolitana é ser um produto artesanal, ou seja, podem haver pequenas diferenças entre as pizzas certificadas, contanto que sigam os principais critérios. “Depois de assada por 60 a 90 segundos à uma temperatura de 400ºC, a verdadeira napolitana deve dobrar-se com facilidade, para facilitar o consumo com as mãos, como manda a tradição italiana”, complementa o chef Beto Madalosso.

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Criar uma cultura de talentos nas empresas é o maior desafio futuro para os profissionais de RH

Criar uma cultura de talentos nas empresas é o maior desafio futuro para os profissionais de RH

Um dos maiores desafios das empresas daqui para a frente será conseguir evoluir nas estratégias de recrutamento, integração e retenção de profissionais

Essas atividades nunca foram fáceis. Encontrar, recrutar e integrar talentos fazem parte de um processo demorado e de alto risco – que, quando dá errado, pode impactar toda a empresa. Na atual turbulência econômica, o custo das contratações precisa começar a ser considerado com maior atenção. Ainda mais quando observamos que o mercado está, cada vez mais, voltando os olhos para a valorização e aumento da diversidade nos seus quadros corporativos.

Com o objetivo de mapear as principais dificuldades do setor de RH em criar uma eficiente cultura de talentos nas organizações, a Thomas International, líder global em ferramentas de recrutamento e análises psicométricas, realizou uma pesquisa com 904 tomadores de decisão na área de Recursos Humanos, em empresas com 250 a 5.000 funcionários localizadas no Reino Unido, EUA, Holanda, França, Bélgica, Canadá, Austrália, Malásia, Hong Kong e Nova Zelândia. O levantamento indicou que 43% dos entrevistados gerenciam o recrutamento de profissionais de forma totalmente interna, 53% usam uma mistura de recursos internos e externos e o restante terceiriza a maior parte de seu recrutamento.

Os principais dados da pesquisa apontam que os profissionais de RH estão sentindo muita pressão para recrutar profissionais de forma rápida, afinal as empresas têm pressa para preencher suas vagas. Mas essa necessidade acaba impactando o resultado final, uma vez que sabemos que contratações rápidas geralmente se tornam fracassadas.

Para mudar essa realidade, as organizações precisam transformar suas abordagens para que não sofram prejuízos de competitividade e até financeiros. Essa urgência é compreensível. As vagas abertas podem afetar a capacidade de uma empresa de atender seus clientes ao mesmo tempo em que prejudicam o bem-estar dos funcionários e a satisfação no trabalho, na medida que os membros existentes de sua equipe precisam dar conta do recado.

Dados da pesquisa da Thomas International mostram que três em cada cinco tomadores de decisão de RH tiveram experiências ruins de recrutamento em algumas ou todas as áreas do negócio nos últimos dois anos, e três em cada quatro estão enfrentando múltiplas pressões em seus processos de recrutamento.

Na pesquisa, a velocidade é apontada como uma grande preocupação dos profissionais, já que duas das principais pressões percebidas estão relacionadas ao tempo, com 81% dos pesquisados sentindo a pressão “para que os contratados atinjam a produtividade ideal mais rapidamente” e 79% relatam a pressão “para contratar mais rapidamente”.

A necessidade de agilizar contratações cria muita tensão e pode impactar futuramente o setor para o qual o profissional foi selecionado apenas com foco em preencher a vaga rapidamente. Isso pode ser confirmado a partir dos dados obtidos na pesquisa, apontando que 74% dos profissionais de RH se sentem pressionados a “comprometer a qualidade do candidato para preencher as funções mais rapidamente” – mesmo que 76% admitam que “contratar muito rapidamente aumenta as chances de um fit inadequado”. Nessa corrida para preencher os gaps, as empresas estão se preparando para o fracasso.

Vagas precisam ser preenchidas, mas apressar a decisão pode ter sérios impactos. Quando os entrevistados foram perguntados sobre quais são as maiores implicações de contratar rápido demais, “acaba custando mais porque a contratação não dá certo” foi a principal resposta (38%) nos dados gerais da pesquisa, sendo que, no Canadá, essa resposta foi dada por 61% dos entrevistados.

O desperdício de dinheiro sempre foi uma consideração importante a ser levada em conta nos processos seletivos, mas o perigo de ter custos aumentados quando o processo não surte o efeito esperado pelas empresas é ainda maior em um cenário econômico instável como o que estamos vivendo.

A pesquisa mostra ainda que, das contratações feitas nos últimos dois anos, apenas 40% estão “funcionando em todas as áreas”. Um terço (32%) vem “funcionando em algumas áreas, mas não em todas” e outras 28% “não deram certo”. Ou seja, seis em cada dez contratações não estão caminhando bem, pelo menos em algum aspecto.

No mercado futuro, diante de tantas incertezas, a retenção dos profissionais que já estão na empresa deve ser uma grande preocupação para os profissionais de RH. Por isso é importante, a partir de agora, focar em processos de recrutamento que possam garantir a eficiência e assertividade na escolha ou promoção de talentos, pois só isso é capaz de aumentar a probabilidade de alcançar fortes taxas de retenção e efetivo sucesso nas estratégias empresariais.

Portanto, embora o tempo esteja passando rápido, correr para uma contratação ruim não é o caminho certo. Em vez disso, as empresas precisam pensar em como contratar de forma assertiva e que possam indicar os melhores perfis de profissionais e que sejam capazes de realizar suas atividades com foco, produtividade e enfrentar os desafios de um mercado de trabalho cada vez mais volátil.

Rejane Matos - Administradora com especialização em Inteligência de Mercado e gerente de Marketing do Grupo Soulan e da Thomas International Brasil

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Dia Mundial de Combate ao Câncer: saiba como o umami pode ajudar a enfrentar alterações no paladar

Dia Mundial de Combate ao Câncer: saiba como o umami pode ajudar a enfrentar alterações no paladar

Disgeusia e xerostomia podem ser sintomas causados pelo tratamento da doença e pode ser atenuada com alimentos ricos no quinto gosto

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS)1, uma a cada cinco pessoas em todo o mundo é diagnosticada com algum tipo de câncer anualmente. Neste 4 de fevereiro, quando se celebra o Dia Mundial de Combate ao Câncer, muitos pacientes estão envolvidos em tratamentos em busca da cura ou para o alívio dos sintomas da doença.

Entre os efeitos colaterais que acontecem durante aplicações de quimioterapia ou radioterapia para tratamentos contra o câncer, encontram-se os sintomas de disgeusia (perda ou redução do paladar) e xerostomia (percepção de boca seca)Segundo a doutora em ciência de alimentos e consultora do Comitê Umami, Hellen Maluly, estudos com diferentes pacientes demonstram que as terapias podem atuar contra células cancerígenas, porém também afetam nas células gustativas e olfativas, alterando-as ou destruindo-as.

“Os primeiros relatos são a perda da sensibilidade aos gostos, principalmente ao doce, sensação de amargor e metalização na boca, além da percepção de boca seca”, explica a especialista. Essas percepções acabam fazendo com que o indivíduo reduza o consumo alimentos, e isto faz com que possam surgir alterações nutricionais e que trazem impactos diretos na qualidade de vida do paciente.

COMO O UMAMI PODE CONTRIBUIR

O umami é o quinto gosto do paladar humano, ao lado do doce, salgado, azedo e amargo. Ele é caracterizado principalmente pelo aminoácido glutamato, encontrado naturalmente em alimentos como tomate, queijo parmesão, milho, ervilha, peixes, cogumelos, entre outros. O glutamato monossódico (MSG) é um realçador de sabor produzido de forma industrializada que confere o gosto umami e é seguro para o consumo humano.

Recentemente, foram feitas pesquisas no Brasil e no exterior que demonstraram que o umami pode ajudar a atenuar os efeitos da disgeusia e xerostomia. Um estudo2 para verificar a sensibilidade ao quinto gosto contou com a participação de um grupo de 30 pacientes com câncer de cabeça e pescoço em tratamento radioterápico. Para os testes, foram mensurados os limiares de sensibilidade aos gostos básicos durante diferentes ciclos de radiação. “Os resultados demonstraram que a sensibilidade ao umami era mais pronunciada do que em relação aos outros quatro gostos”, comenta Hellen.

Em outro estudo3, foram avaliados 52 pacientes submetidos à radiação durante nove semanas de tratamento. No período, tiveram sensibilidade ao umami até a terceira semana, ocorrendo uma queda na sequência e voltando a melhorar após a oitava semana. “Aqui, sugeriu-se que há sensibilidade, mas que ela é limitada em razão da duração e intensidade dos tratamentos”, conta a consultora do Comitê Umami.

Já uma pesquisa4 feita pela equipe da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), com um grupo de 102 crianças entre seis e 15 anos, portadoras de LLA (Leucemia Linfoide Aguda) e LNH (Linfoma não-Hodgkin), detectou o gosto umami, a partir da segunda concentração das soluções oferecidas no teste em duas sessões das quais participaram. O estudo sugeriu que uma orientação alimentar adequada, com ingredientes que possuem umami, poderia colaborar com a melhora nutricional e qualidade de vida durante e após o tratamento.

Por fim, estudos realizados no Japão com grupo de idosos hospitalizados5, 6,7 e 8, também com alterações no paladar, que tiveram um significativo aumento na salivação quando estimulados com soluções de glutamato monossódico em comparação com soluções de ácido cítrico. Estes pacientes passaram a se alimentar melhor e tiveram evolução em seu estado nutricional.

“São necessários mais estudos para verificar a sensibilidade ao quinto gosto, bem como quais os mecanismos que promovem o aumento da salivação e aceitação de alimentos fontes de umami em crianças e adultos com diferentes tipos de câncer. Mas, pelos poucos estudos já publicados, é possível verificar que a diversidade do cardápio, bem como o estímulo constante das sensações gustativas, pode auxiliar os pacientes a não perder o paladar, o que é fundamental para a melhora do estado nutricional e da qualidade de vida durante e após o tratamento”, sugere a Dra. Hellen Maluly.

Referências:
1. https://www.who.int/pt/news/item/03-02-2021-breast-cancer-now-most-common-form-of-cancer-who-taking-action
2. SHI H., MASUDA M, UMEZAKI T, KURATOMI Y, KUMAMOTO Y, YAMAMOTO T, KOMIYAMA S. Irradiation impairment of umami taste in patients with head and neck cancer. Auris Nasus Larynx 2004, v. 31,n. 4, p. 401-406.
3. YAMASHITA H, NAKAGAWA K, HOSOI Y, KUROKAWA A, FUKUDA Y, MATSUMOTO I, MISAKA T, ABE K. Umami taste dysfunction in patients receiving radiotherapy for head and neck cancer. Oral Oncology, 2009, v.45, n.3, p. e19-e23.
1. GRINGERG-ELMAN, I., PINTO E SILVA, M.E.M. Caracterização do consumo alimentar e análise de detecção de umami em crianças portadoras de câncer. Tese (Doutorado em Nutrição em Saúde Pública) – Faculdade de Saúde Pública/USP, Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, 2011.
5. HAYAKAWA, Y., KAWAY, M., SAKAY, R., TOYAMA, K.; KIMURA, Y., UNEYAMA, H., TORII, K. Umami sensitivity of elderly females: Comparison with middle-age females. JPN J Taste Smell Research, 2007, v.14, p. 443-446.
6. HAYAKAWA, Y., KAWAY, M., TORII, K., UNEYAMA, H. The effect of umami taste on saliva secretion. JPN J Taste Smell Research, 2008, v.15, p. 367-370.
7. UNEYAMA, H.; KAWAI, M.; SEKINE-HAYAKAWA, Y.; TORII, K. Contribution of umami taste substances in human salivation during meal. The Journal of Medical Investigation, 2009, v. 56 Suppl., p. 197-204.
8. TOMOE, M.; INOUE, Y.; SANBE, A.; TOYAMA, K.; YAMAMOTO, S.; KOMATSUD, T. Clinical trial of glutamate for the improvement of nutrition and health in the eldery. Annals of the New York Academy Science, 2009, v. 1170, p. 82-6.

UMAMI

É o quinto gosto básico do paladar humano, descoberto em 1908 pelo cientista japonês Kikunae Ikeda. Foi reconhecido cientificamente no ano 2000, quando pesquisadores da Universidade de Miami constataram a existência de receptores específicos para este gosto nas papilas gustativas. O aminoácido ácido glutâmico e os nucleotídeos inosinato e guanilato são as principais substâncias umami. As duas principais características do umami são o aumento da salivação e a continuidade do gosto por alguns minutos após a ingestão do alimento. Para saber mais, acesse o site www.portalumami.com.br

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Especialista dá dicas de como evitar acidentes de trânsito no Carnaval

Especialista dá dicas de como evitar acidentes de trânsito no Carnaval

Psicóloga de trânsito do UDF alerta sobre os cuidados na estrada e ruas neste período

Fevereiro chegou e se aproxima o feriado de Carnaval, neste período as pessoas e famílias começam a planejar viagens para aproveitar ou a planejar os roteiros dos blocos. De acordo com dados da Polícia Rodoviária Federal, neste período aumentam os acidentes nas estradas devido à maior circulação de veículos de passeio com muitos ocupantes.

Já um levantamento feito pela Organização Mundial da Saúde indicou que 90% dos acidentes de trânsito no Brasil são causados por fator humano. Ainda segundo o órgão, cerca de 40 mil brasileiros morrem todos os anos em desastres automobilísticos, transformando o tráfego do país no 5º mais violento do mundo.

De acordo com a Doutora Ingrid Luiza Neto, professora do curso de Psicologia do Centro Universitário do Distrito Federal (UDF), neste período em que muitas pessoas se deslocam nas rodovias, é comum a ocorrência de inúmeras infrações de trânsito. As principais delas, segundo o anuário da Polícia Rodoviária Federal (2021), são excesso de velocidade, ultrapassagem incorreta, falta do cinto de segurança e capacete e o pior deles, alcoolemia.

“Para evitar sinistros de trânsito, especialmente durante o Carnaval, é essencial respeitar as normas de trânsito, não excedendo a velocidade permitida na via, não realizando ultrapassagens perigosas, não ingerindo bebida alcóolica quando for dirigir, além de sempre usar o cinto de segurança ou capacete. Mas, é importante lembrar que, mesmo com o comportamento seguro e adequado durante o percurso, há pessoas que infelizmente não fazem o mesmo. Então, é necessário enxergar este ambiente como potencialmente perigoso, identificando possíveis riscos e comportando-se de maneira defensiva,” alerta a docente.

Além do perigo de acidentes, há também a possibilidade de ser multado, devido ao cometimento de infrações. Ótimos exemplos que englobam estes dois prejuízos são usar o celular enquanto dirige (infração gravíssima), locomover-se sem o cinto de segurança (infração grave) ou transportar mais pessoas no veículo do que o permitido (infração gravíssima). “Dirigir com excesso de passageiros é muito perigoso e pode gerar a apreensão do veículo. Quando um veículo transporta mais pessoas do que o permitido, invariavelmente alguma delas ficará sem o cinto, que é um equipamento de segurança indispensável”, completa a doutora.

A psicóloga do UDF, Ingrid Luiza Neto, finaliza dando algumas dicas de como evitar acidentes de trânsito durante o Carnaval, confira:

• Planeje a sua viagem com antecedência;

• Pense em locais de parada e em tempos de descanso;

• Caso possível, evite dirigir no período noturno, em que são exigidos maiores níveis de atenção;

• Evite alimentos muito pesados, que podem tornar a digestão mais lenta, causando sonolência;

• Tenha cuidado com medicamentos que podem impactar em seu sono ou gerar cansaço;

• Caso se sinta cansado, faça paradas adicionais para descansar, se alongar e reduzir a tensão física e psicológica;

• Evite distrações, como mexer no celular;

• Respeite as normas, limites e a vida.

Sobre o UDF

Criado em 1967, o Centro Universitário do Distrito Federal (UDF) é a primeira instituição particular de ensino superior da capital do Brasil. Instituição tradicional no ensino de Direito, o UDF conta também com cursos respeitados na área de negócios, da saúde e de tecnologia, além de oferecer cursos de pós-graduação lato e stricto sensu, e programas de extensão voltados à comunidade externa. Ao todo reúne mais de 16 mil alunos e integra a Cruzeiro do Sul Educacional, um dos mais representativos do País, que reúne instituições academicamente relevantes e marcas reconhecidas em seus respectivos mercados, como Universidade Cruzeiro do Sul e Universidade Cidade de São Paulo – Unicid (São Paulo/SP), Universidade de Franca - Unifran (Franca/SP), Centro Universitário do Distrito Federal - UDF (Brasília/DF, Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio - Ceunsp (Itu e Salto/SP), Faculdade São Sebastião – FASS (São Sebastião/SP), Centro Universitário Módulo (Caraguatatuba/SP), Faculdade Cesuca (Cachoeirinha/RS), Centro Universitário da Serra Gaúcha - FSG (Bento Gonçalves e Caxias do Sul/RS), Centro Universitário de João Pessoa – Unipê (João Pessoa/PB), Centro Universitário Braz Cubas (Mogi das Cruzes/SP) e Universidade Positivo (Curitiba e Londrina /PR), além de colégios de educação básica e ensino técnico. Visite: www.udf.edu.br 

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Escolas desenvolvem habilidades socioemocionais com a ajuda de pets

Escolas desenvolvem habilidades socioemocionais com a ajuda de pets
De visita dos bichos de estimação dos alunos à escola à adoção de animais colégios aproveitam oportunidades para ensinar os estudantes sobre guarda responsável, respeito e empatia

O equilíbrio socioemocional e o desenvolvimento do senso de cuidado coletivo se tornaram latentes nos últimos anos. As escolas, atentas ao desenvolvimento integral dos estudantes, trouxeram os pets como aliados para trabalhar essas questões.

O Colégio Itamarati, de Ribeirão Preto, criou o PetDay, quando os estudantes podem levar seus animais de estimação para passar um dia na escola. A ação tem como objetivo conscientizar as crianças sobre a tutela responsável, o respeito aos animais e o controle emocional.

“Além do convívio e do pet play, que montamos para os pets se divertirem, também trouxemos uma adestradora para falar sobre a importância de perceber e respeitar os sinais que o animal nos dá. Além disso, fizemos uma oficina de bandanas, na qual os alunos trabalharam com estamparia e criaram um belo presente para enfeitar o companheirinho deles”, conta Aline Fernanda Tapetti, Coordenadora Pedagógica Fundamental Anos Iniciais da escola e idealizadora do projeto. “Esse projeto também beneficiou os alunos que nunca tiveram a oportunidade de conviver com animais de estimação e viram a chance de interagir com o animalzinho dos amigos”, completa.

Segundo estudo realizado na Austrália pela Pediatric Research, crianças que tinham contato direto com cães apresentaram 30% menos chances de desenvolver problemas de relacionamento com seus colegas em comparação às que não conviviam com animais. E 40% tinham mais facilidade de conviver com outras pessoas, sendo que 34% eram mais engajadas em situações de convivência.

O Colégio Novo Tempo adota a filosofia sociointeracionista e mantém um Núcleo Ambiental, onde os estudantes têm contato direto com a natureza e com animais. Entre eles, está a cabra Lilica, xodó dos alunos e dos professores. A mascotinha da escola passeia de coleira e é tão querida que ganhou até festa de aniversário. Além da Lilica, os alunos do Colégio Novo Tempo também convivem com as codornas e as coelhas Jurema, Pelúcia, Mika e Naná. 

Com foco ambiental e sócio emocional, o projeto estimula os estudantes a resolverem problemas complexos do dia a dia, fortalece o sistema imunológico, desenvolve o espírito de cooperação e afeto. “Qualquer ser vivo reconhece quando é amado e bem cuidado, isso vale para plantas e animais. Aqui mostramos a importância da preservação do meio ambiente com as atividades do plantar, colher e degustar. Com os animais que temos aqui mostramos que não são só cães e gatos que precisam ser tratados com carinho e respeito”, explica Gabrielle Gravanich, bióloga responsável pelo Núcleo Ambiental.

O Colégio Acesso, unidade Campo Largo (PR), possui um casal de jabutis, Juca e Lola. No ano passado, os répteis e a comunidade escolar ganharam um novo companheiro, o cãozinho Paçoca. O nome foi escolhido pelos mais de 120 alunos da unidade que receberam com amor e carinho o mascotinho, adotado no centro de proteção dos animais, ONG SOS 4 Patas. Segunda a Diretora do Colégio Acesso, Juliana Caroline Corna, a adoção teve como intuito proporcionar aos alunos a alegria de conviver com um animal de estimação, pois muitos não possuem pets em casa. “O paçoca é dócil e muito carinhoso. Ele sempre recepciona as crianças e os pais na entrada e na saída da escola”, relata a gestora escolar que aproveitou o movimento para conscientizar a comunidade escolar de que animais de rua podem ser adotados e oferecer amor.

“Temos dois alunos que tinham receio em tocar no paçoca, um deles por causa do barulho alto do latido. Nesses casos fizemos um trabalho direcionado, com respeito aos limites de cada aluno. Após esse trabalho da nossa equipe, as crianças correm e brincam com o cãozinho como se nunca tivesse havido receio entre eles”, explica. O mascote adora brincar com os amigos de duas pernas e todos da escola ficam responsáveis por verificar se a água, comida, se a casinha está em ordem, pois de acordo com a diretora isso traz aos alunos o senso de responsabilidade, cuidado e empatia com o próximo.

Sobre a Inspira Rede de Educadores

Com quatro anos de atuação no mercado, a Inspira Rede de Educadores está presente em todas as regiões do Brasil. Amparada por valores diferenciados, como protagonismo, resiliência, interdependência, felicidade, justiça, curiosidade e simplicidade, a empresa trilha uma jornada pautada pela educação de excelência. Hoje, consolidada como a principal rede de escolas e a que mais cresce no país, a companhia é responsável pelo aprendizado de mais de 60 mil alunos das 110 escolas integradas à rede. Sob o comando de um renomado time de educadores, que somam décadas de experiência no setor, a empresa segue em pleno processo de expansão. Reconhecida pelas práticas de excelência, a Rede é formada por instituições que inspiram pessoas e hoje é referência em educação diferenciada, formando pessoas apaixonadas por conhecimento, dentro de um ambiente acolhedor e inspirador para gestores, educadores e estudantes.

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